CAPÍTULO III

A SOLIDÃO GERADA PELA VIRTUALIDADE
DA CONSCIÊNCIA EXISTENCIAL

A solidão gerada pela virtualidade da consciência existencial

O primeiro tipo de solidão é o mais difícil de ser compreendido. É também o mais chocante, capaz de abalar nossos preconceitos e romper paradigmas que sustentam nossa compreensão sobre a vida e a existência.

Peço que o leitor se debruce pacientemente sobre este texto. Mesmo sem compreender alguns fenômenos sobre os quais discorrerei, é possível extrair algumas pérolas para entender minimamente quem somos e por que somos tão complexos e complicados.

Quais são essas pérolas? A compreensão de por que sofremos pelo futuro que ainda não aconteceu, por que nos atormentamos por pequenas coisas e construímos incessantemente imagens e pensamentos no palco da inteligência. O entendimento das razões que fazem com que problemas menores se tornem monstros e diminutos atritos rompam belíssimas relações. O porquê de nos transformarmos em carrascos de nós mesmos ou dos outros e de interpretarmos superficialmente nossos comportamentos e os alheios.

Por estudar a construção e a natureza dos pensamentos, este assunto, a meu ver, envolve a última fronteira da ciência.

Nossos pensamentos conscientes geram a consciência existencial. Diariamente produzimos milhares de pensamentos que constroem os mais variados tipos dessa consciência. A consciência sobre gestos, expectativas, atitudes, reações dos outros, trabalhos, metas, projetos, estados emocionais, desejos, impulsos. A consciência de onde estamos, como estamos e o que somos.

A consciência existencial é o fenômeno mais espetacular e incompreensível da psique. Toda produção de conhecimento é fruto dela. Sem a consciência existencial não haveria ciência, literatura, relações sociais, identidade da personalidade. Seríamos átomos errantes, animais que perambulam pelo traçado da existência sem ter percepção da própria história e sem capacidade para construí-la.

Ao longo de mais de 20 anos de pesquisa sobre o processo de construção de pensamentos, fiquei impressionado ao constatar que o pensamento para construir ciência, relações sociais e au-toconhecimento não é essencialmente real, mas virtual - não existe como realidade concreta. Eis a grande questão.

Através dessa consciência sabemos que somos seres únicos no teatro da vida, que não há duas pessoas iguais a nós na massa da humanidade. Entretanto, apesar de ser tão fantástica, ela é irreal em si mesma - é virtual -, e como tal jamais atinge a realidade.

Por ser virtual, cria-se um tremendo paradoxo intelectual. Não temos a realidade do mundo que conscientizamos, mas ao mesmo tempo podemos construí-lo imaginariamente com espantosa liberdade. Somos prisioneiros da virtualidade, mas ao mesmo tempo somos livres para pensar.

Muitos filósofos, psicólogos, psicopedagogos nunca se deram conta de que a virtualidade da consciência existencial nos permitiu dar saltos sem precedentes rumo à imaginação. Podemos pensar no amanhã sem que ele exista. Podemos pensar no passado ainda que ele seja irretornável. Podemos pensar nos confins do universo ainda que jamais pisemos lá. Podemos imaginar milhares de pessoas em nossa mente sem entrar em contato com nenhuma delas.

Se a consciência existencial fosse real, e não virtual, seria completamente limitada. Por quê? Porque teríamos de ter a realidade essencial de tudo aquilo de que nos conscientizamos. Teríamos de ter a essência dos átomos quando falamos deles, teríamos de possuir a essência da tinta dos quadros de pintura quando os descrevemos.

Como a consciência é virtual, podemos construir imagens mentais sem a necessidade de ter a realidade dos fenômenos sobre os quais discorremos. Podemos falar sobre a namorada, a esposa, os filhos, os colegas de trabalho, sem tocar a essência da personalidade deles.

Tudo o que estou dizendo aqui é para ajudar a entender melhor o primeiro segredo da oração do Pai-Nosso. Jesus colocou Deus como Pai. Isso significa que o Altíssimo possui uma necessidade psíquica inimaginável, uma enorme sede de relacionamento.

Gostaria, antes de discorrer sobre o intelecto de Deus, de falar sobre sua origem, um assunto que perturba a minha mente.

1 - Qual a origem de Deus?

Segundo alguns textos bíblicos, Deus não tem origem. Ele é o único fenômeno que não teve início, nunca nasceu. Deus não teve princípio de dias nem terá fim de existência. Para Moisés, Ele se autoproclamou de um modo inexplicável, apresentou-se não pelo verbo existir, mas pelo verbo ser: Eu sou. Demonstrou que sua natureza intrínseca é a realidade do verbo ser em todas as suas conjugações. Ele foi e sempre será. Ele era, é e será (Apocalipse 4:8).

Num capítulo anterior comentei que o "nada" não pode engravidar a "existência". Só a existência pode gerar existência. Só algo auto-existente pode ser a fonte de todos os inícios. Mas que mente consegue compreender esse fenômeno? Que intelecto pode alcançá-lo?

Já pensei muito nesse assunto e, quanto mais pensei, mais confuso fiquei. Nossa inteligência temporal só consegue entender algo que tem origem e fim, porque desde a vida fetal ela foi confeccionada com esses parâmetros. O sol nasce e se põe, um avião decola e chega ao destino, um raio de luz é emanado e atinge um alvo, um pensamento constrói-se e se dissipa.

A vida nasce e morre. Aliás, morremos um pouco a cada dia. Nossa existência transcorre num breve soluço do tempo. Todas as nossas conquistas, lutas, empreendimentos, orgulho, coragem, força, capacidade se esfacelam numa brevíssima existência. Mas a psique de Deus transcende o tempo, vai de eternidade a eternidade. Tomando esse fato bíblico como verdadeiro, ainda que não possamos explicá-lo, abro o meu questionamento.

Como se desenrolou a psique de Deus em toda a eternidade passada? Deus também possui uma consciência existencial virtual? Ele também produz incontáveis imagens mentais, pensamentos e idéias num processo livre e contínuo? Ele vivenciou uma eterna solidão? Se vivenciou, como a superou?

Alguns talvez esbravejem ante minha ousadia, exclamando: "Você está humanizando Deus!", "Isto é loucura! Nenhum ser humano jamais arranhará qualquer resposta!".

Respondo que, em primeiro lugar, quem "humanizou" ou aproximou a personalidade de Deus da humana foi o próprio Jesus na oração do Pai-Nosso. Ele o chamou de Pai, e não de Criador ou de qualquer outro nome.

Em segundo lugar, um pai só consegue ter um relacionamento profundo e saudável com seus filhos se eles se conhecem mutuamente, se têm coragem de estabelecer um diálogo aberto transparente, e intimidade para compartilhar as maiores frustrações e tristezas, bem como alegrias e projetos. Portanto, se Jesus iniciou sua oração dizendo que o Autor da existência é acima de tudo um Pai, conclui-se que Deus deseja ser conhecido, investigado e perscrutado.

Uma das coisas que mais amo na relação com minhas três filhas não é que me obedeçam ou se alegrem com os presentes que lhes dou. Eu as amo sobretudo quando me questionam, perguntam sobre meus sentimentos, penetram nos meus sonhos e nas minhas inquietações.

Em terceiro lugar, estudaremos ao longo dos capítulos deste livro que Deus deseja que seu nome seja santificado, honrado, valorizado. Nada tão humano!

Em quarto lugar, na sintética oração do Pai-Nosso observamos que Deus quer que sua vontade seja realizada tanto na terra quanto no céu. Além disso, há nela uma referência ao pão nosso diário, o pão que nutre o corpo, supre a inteligência e alimenta o espírito humano. Todas essas coisas são essencialmente ligadas à nossa humanidade.

Tudo isso indica que o Deus Todo-Poderoso descrito por Jesus é mais parecido com o ser humano do que imaginamos, ou que nós somos mais parecidos com Ele do que supomos. Esses argumentos preparam uma base para que eu continue com humildade, mas sem abandonar a ousadia, minha trajetória de investigação. Nessa trajetória, não consigo deixar de me perguntar como Deus sobreviveu emocionalmente na eternidade passada. A eternidade foi uma prisão insuportável ou um manancial de prazer?

Preciso discorrer sobre outros importantes assuntos antes de tentar construir uma resposta. Mas precisamos ter em mente que cada resposta é o começo de novas perguntas. Não existe resposta completa na psicologia, na filosofia e talvez em nenhuma outra área do conhecimento.

2 - Um espaço intransponível entre nós e o mundo

Para fazer algumas inferências sobre a mente de Deus, vamos examinar como funciona a dos seres humanos.

Um psiquiatra ou psicólogo pode se conscientizar dos transtornos do seu paciente, mas jamais penetrará na psique deles, jamais atingirá a essência intrínseca dos seus medos, da depressão, da obsessão, da psicose. Toda conscientização é um sistema de interpretação.

Se os profissionais da saúde mental não aprenderem a interpretar bem os conflitos dos seus pacientes, se não se colocarem no lugar deles, o conhecimento que produzirão será muito distorcido, contaminado, gerando graves erros.

A consciência virtual nos aproxima dos outros se a interpretação for criteriosa e lúcida, ou nos afasta deles se for preconceituosa. Não possuímos a realidade essencial das pessoas que nos circundam, embora possamos discorrer sobre elas. Não possuímos nem mesmo nossa própria realidade. Tudo o que pensamos a nosso respeito não é a realidade essencial do que somos, mas um sistema de interpretação que tenta nos definir, nos conceituar, nos entender.

Essas interpretações podem nos asfixiar ou libertar. Muitas pessoas se diminuem, se desvalorizam, se acham intelectualmente incapazes e afetivamente carentes. Transformam-se em algozes delas mesmas. Em contrapartida, há aqueles que, ao se avaliarem, supervalorizam-se, acham-se deuses, querem dominar e controlar quem se encontra ao redor. Tornam-se carrascos dos outros.

Muitos ditadores, psicopatas e líderes políticos cometeram atrocidades porque deram ao pensamento consciente um crédito que ele nunca teve. Não entenderam que o pensamento é irreal, que pensar é interpretar, e interpretar é passível de inúmeras distorções maiores ou menores, dependendo do exercício da sabedoria.

Se as interpretações forem contaminadas, seremos capazes de cometer injustiças, de discriminar, julgar, excluir. Judeus e árabes vivem num eterno conflito, sem nunca terem analisado a natureza virtual dos pensamentos, sem compreenderem que não se trata de dois povos distintos, mas de membros da mesma espécie humana, cujas idéias não são essencialmente verdadeiras, mas virtuais.

Por ser virtual, o teatro da mente humana é capaz de criar inimigos colossais que nunca foram inimigos. Palestinos e judeus possuem as mesmas necessidades e precisam por isso superar sua solidão, ser abraçados, respeitados, amados.

Quem entende esse processo aprende que os fortes compreendem e os fracos julgam. Descobre que os fortes acolhem e perdoam, mas os fracos condenam e excluem. Somos uma espécie pouco complacente porque nunca entendemos a natureza e os limites do processo de construção dos pensamentos.

Somos livres para pensar sobre o mundo que somos e em que estamos, mas não compreendemos como é fácil criar monstros no universo virtual de nossas mentes. Uma barata pode virar uma terrível ameaça, uma reação de desprezo pode se tornar uma fonte de ódio, uma decepção é capaz de gerar uma fobia social e um pavor de expor-se publicamente.

Como é fácil alimentar o ciclo da violência! Mesmo nas universidades existem supostos intelectuais que são predadores da liberdade dos outros. Perseguem seus pares e têm medo da competição, pois amam ser estrelas.

O que poderíamos dizer então sobre a mente de Deus? Ele tem os limites de interpretação que nós temos? O teatro da sua mente também é virtual? Ele comete distorções ao observar os comportamentos humanos como normalmente cometemos? Ele contamina seu julgamento com preconceitos como facilmente fazemos?

Penso que Deus tem um teatro intelectual virtual, pois isso faz parte inerente da consciência existencial. Caso contrário, ela não seria livre para imaginar. Entretanto, de acordo com a descrição de Jesus, é possível inferir que Deus possui vantagens enormes sobre a mente humana. Citarei apenas duas.

Primeiro, embora tenha uma consciência virtual completamente livre para imaginar, criar e construir, Deus possui também o poder de transformar o virtual em real. Talvez entre aqui o seu papel enigmático de Criador.

Nós não transformamos nossos pensamentos e fantasias em algo concreto, a não ser com planejamento e complexo trabalho motor. Um projeto pode demorar anos para ser realizado. Deus, o que tudo indica, faz o que quer, quando quer, do jeito que quer, bastando liberar sua imaginação e seu desejo. Loucura? Para a ciência, sim. Mas Jesus indica que seu Pai não precisa dos princípios da ciência.

Em segundo lugar, Deus atinge a realidade essencial da nossa psique. Ele toca o inatingível. No salmo 139 existe um comentário complexo: "Senhor, Tu me perscrutas e me conheces. Sabes quando me deito e me levanto; de longe penetras os meus pensamentos."

O rei Davi, num momento de inspiração, afirmou que Deus possui algo impossível de ser alcançado pela inteligência humana. Ele constrói nossos comportamentos no seu imaginário, mas, se desejar, tem meios para penetrar na psique, penetrar no processo de construção dos pensamentos e analisar o que está por trás dos bastidores de nossas reações externas.

O Deus anunciado em prosa e verso por Jesus consegue penetrar em áreas que os psiquiatras e psicólogos jamais conseguirão atingir. Ele tem capacidade para perscrutar a natureza intrínseca de nossas intenções e emoções. Isso poderia transformá-lo num invasor de nossa privacidade, destruidor da nossa liberdade. Se os seres humanos tivessem essa habilidade, nossa espécie humana já teria sido extinta.

Entretanto, Deus é um Pai e, como veremos, não usa essa capacidade para controlar o ser humano, mas para promovê-lo em muitos aspectos mais amplos. Além disso, essa habilidade O torna extremamente compreensivo, tolerante e cheio de compaixão.

É difícil explicar, mas essa arte de compreensão e tolerância refletia-se amplamente na personalidade de Jesus.

Cristo dizia que não viera para julgar ninguém, nem mesmo os débeis, os insanos e superficiais, mas para entender, apoiar e incentivar. Era capaz de ver um tesouro na psique de um coletor de impostos corrupto, de descobrir doçura no gesto comprometedor de uma prostituta que chorava aos seus pés (Lucas 7:37 a 50). Era hábil para ser gentil com um fariseu que o julgava. Para ele, cada ser humano era uma estrela única no teatro da vida. Jesus parecia enxergar o invisível.

3 - A mais insidiosa solidão

Nunca é demais enfatizar que existe um espaço intransponível entre o que pensamos e o mundo exterior em que vivemos, assim como também existe um antiespaço entre o que pensamos e o que realmente somos. Além das distorções da interpretação, quais são as outras consequências ou implicações do fato de a consciência existencial ser virtual?

A maior delas é a criação de uma atmosfera de solidão que gera uma necessidade irrefreável de produzir ininterruptamente pensamentos, imagens mentais, fantasias e idéias para alcançar a realidade do mundo exterior e interior, uma realidade nunca alcançada. Não paramos de pensar nos problemas, nas situações do amanhã, nas experiências passadas, nos sonhos e nas pessoas mais próximas.

A virtualidade da consciência liberta nossa mente, rompe o claustro da nossa psique e nos transforma numa incessante usina de construções intelectuais. Mesmo quando dormimos não conseguimos parar de pensar e criar. Todos nós sonhamos, ainda que não consigamos resgatar esses sonhos.

Quem consegue sufocar essa usina? Ninguém! Podemos desacelerar a produção de pensamentos através de técnicas, como a meditação, mas não podemos interrompê-la. Até a tentativa de interrupção já é em si um pensamento.

Pensar não é uma opção do ser humano, mas seu destino inevitável. Um destino espontâneo gerado pelo espetáculo mais complexo da inteligência - a consciência existencial. Não tenho palavras para descrever esse processo, de tanto que ele é sofisticado. A consciência existencial gera uma explosão de liberdade que nos faz compreender e abraçar o mundo.

É ela que alicerça em último estágio a produção de cientistas, pensadores, professores, alunos, artistas, místicos, religiosos, amantes, amigos, inimigos. É ela que gera a curiosidade, a procura, os desafios. Ela é a ponte que estabelece o cruzamento da história de um ser humano com outro, e deles com Deus, independentemente da religião que se abraça. A própria oração do Pai-Nosso parece emanar da consciência existencial de Deus.

Se não houvesse a consciência existencial, não existiria uma solidão intrínseca e inconsciente que faz o teatro da nossa mente ser tão livre, rico, plástico, criativo. Não existiria o imaginário. Viveríamos isolados, encarcerados dentro de nós mesmos, sem jamais saber quem somos, onde estamos e o que queremos.

Não haveria sociedades sofisticadas. Nossa espécie não teria sobrevivido, pois, diferentemente dos animais, temos baixo instinto de preservação da espécie. A preservação da espécie nos humanos depende pouquíssimo da carga genética e muito do processo educacional. Como nosso aprendizado é superficial, estamos nos matando e destruindo o meio ambiente.

Deus tem a solidão gerada pela consciência virtual? Embora os textos bíblicos afirmem que Deus tem capacidade de transformar os pensamentos virtuais em fatos concretos, de transformar seu imaginário em fenômenos reais, de transformar o virtual em real, penso que Ele também sofreu consequências insondáveis geradas pela consciência existencial virtual.

Retornando ao grande tema: se Deus é eterno, se seus dias não têm princípio, como se desenrolou sua história durante toda a eternidade até se colocar como um Pai em busca de uma rede de relacionamentos com os filhos? O poder e a imortalidade são positivos ou negativos? Realçam o júbilo ou estrangulam a emoção? Essas são grandes questões para se refletir.

Muitos querem um poder semelhante ao do Deus descrito nas Escrituras do Novo e do Antigo Testamento, no Alcorão e na Torá. Querem ser eternos e imortais. Entretanto, jamais analisaram que a eternidade pode gerar um gravíssimo e insuportável transtorno psíquico.

Inúmeros presidiários planejam sua fuga a vida toda. Querem escapar da angústia gerada pela solidão. Desejam esmagar a rotina existencial e ter um lugar ao sol onde possam sonhar, oxigenar sua emoção e irrigar sua liberdade.

Usando esse exemplo, podemos inferir que, se a imortalidade não fosse acompanhada de um processo riquíssimo de superação da solidão, ela poderia ser mais sufocante do que a mais deprimente cela carcerária. Seria uma prisão eterna, capaz de gerar a mais grave e crônica depressão.

Se Deus não tivesse superado essa insidiosa e penetrante solidão, a eternidade seria uma angustiante masmorra, um canteiro de sofrimento, uma história irrigada por uma mesmice insuportável.
A solidão da consciência virtual, que faz parte da natureza psíquica humana e deve fazer parte da natureza da mente de Deus, é uma das áreas mais complexas a serem investigadas, é o ponto máximo de encontro entre a psicologia e a filosofia.

Essa solidão é muitas vezes inconsciente, imperceptível para os humanos. Mas, como já disse antes, ela gera dois tipos de solidão perceptíveis: a solidão intrapsíquica e a solidão social. Quem supera esses dois tipos de solidão vive uma existência riquíssima e desenvolve uma personalidade saturada de prazer e inventividade. Vamos ver como isso acontece.

Augusto Cury