1ª.AULA: O PERDÃO

1 - Objetivo Específico

Mostrar para os evangelizandos o que causa as inimizades e como podemos evitar e perdoar os seus defeitos.
Conteúdo

- Nós sabemos quem é nosso inimigo, mas nunca conhecemos a causa deste sentimento, que muitas vezes vem do orgulho, egoísmo e preconceito.

- Devemos aprender a respeitar as pessoas suas diferentes opiniões e modo de vida.

- As pessoas em um primeiro encontro sempre buscam se simpatizar ou não com a outra, mas esquecemos que quando procuramos estes defeitos estamos muitas vezes vendo a nós mesmos é muito simples criticar os outros e a nos mesmo é tão simples assim?

- Devemos buscar ser sinceros com as outras pessoas, saber perdoar para eles também possam nos perdoar, sendo nossos amigos ou não procurar compreender e buscar conviver sem cobranças e recriminações.

- “Concertar-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil. (Mateus, V: 25 e 26)”.

- Isto tudo consiste no esquecimento e no perdão das ofensas, não deixar que o ódio e o rancor nos dominem por que sabemos que mais cedo ou mais tarde sempre iremos nos confrontar com nossos adversários.

2 - Procedimento Didático

3 - Apresentação do Assunto

A - Prece Inicial

Formar um único grupo com todos os evangelizandos, distribuir para cada um folhas e lápis onde eles deverão dividir esta folha ao meio, em uma das folhas eles deveram pensar em alguém que eles não gostam e escrever seus defeitos (não é necessário colocar o nome) e na outra folha pensar em seu melhor amigo e colocar suas qualidades, depois colocar as qualidades da pessoa que você não gosta e os defeitos do amigo (se ele não conseguir definir deixe para refletir durante a aula).

O evangelizador não precisa ver o que está escrito é algo que os evangelizados devem refletir sobre o que eles consideram defeito em alguém e durante a aula deveram entender como deveram melhorar esta convivência.
Desenvolvimento

Dividir os evangelizandos em duplas com a pessoa que mais se simpatiza na sala, onde deveram discutir por que sempre buscamos os defeitos nas pessoas e suas qualidades, por que é tão difícil conviver com pessoas que não simpatizamos.

Depois dividir a sala em dois grupos, ou mais dependendo da quantidade de evangelizados, distribuir o texto “O Sapo e a Cobra” (anexo I), ler o texto e discutir por que criamos as inimizades, a palavra INIMIGO que deverá estar impressa na lousa ou cartaz, e perguntar de onde surgem os inimigos ou inimizades. Basear-se o maximo possível no texto.

Abrir os grupos para assembléia do que discutiram e o por que chegou a esta conclusão, o evangelizador só deverá interferir se achar necessário é importante que todos discutam e participem.

Para concluir dividir novamente em grupos de preferência três ou mais distribuir para cada grupo um Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo X itens 05 a 06, para que eles entendam a importância de se reconciliar com nossos adversários.

“O teu inimigo se renderá não quando sua força se esgotar, mas quando o teu coração se negar ao combate” (Ghandi).

Ler a frase acima ou escrever para melhor fixação pedir que os evangelizandos peguem a folha onde escreveram sobre a pessoa que eles não gostam refletir sobre os defeitos e para que se possa realmente esquecer e perdoar rasgar onde estão descritos os defeitos em vários pedaços é uma das formar que encontramos para refletir sobre algo ruim que realmente deve ser esquecido e mudado.

2 - Atividade de Fixação

-Divisão em duplas e em grupos
-Leitura dos textos
-Escrever sobre qualidades e defeitos de nossos amigos ou não.
Recursos

-Rascunhos
-Lápis
-Livro – (O Evangelho Segundo o Espiritismo)
-Texto – (O Sapo e a Cobra)
Bibliografia

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. X itens 05 e 06.
O Livro das Virtudes – Uma antologia de William J. Bennett
(Capitulo da Amizade – historia do “O sapo e a Cobra)”.


O Sapo e a Cobra
(Lenda Africana)

Era uma vez um sapinho que encontrou um bichinho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no caminho.
- Alô! Que é que você está fazendo estirada na estrada?
- Estou me esquentado aqui no sol. Sou uma cobrinha e você?
- Um sapo. Vamos brincar?
E eles brincaram a manhã toda no mato.
- Vou ensinar você a pular.
E eles pularam a tarde toda pela estrada.
- Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando pelo tronco.
E eles subiram.
Ficaram com fome e foram embora cada um para sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte.
- Obrigada por me ensinar a pular.
- Obrigado por me ensinar a subir na árvore.
Em casa, o sapinho mostrou a mãe que sabia rastejar.
- Quem ensinou isso para você?
- A cobra minha amiga.
- Você não sabe que a família da cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E também de rastejar por ai. Não fica bem.
Em casa, a cobrinha mostrou à mãe que sabia pular.
- Quem ensinou isto para você?
- O sapo, meu amigo.
- Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu bem com a família do Sapo? Da próxima vez, agarre o sapo e... bom apetite! E pare de pular. Nós cobras não fazemos isso.
No dia seguinte, cada um ficou na sua.
- Acho que não posso rastejar com você hoje.
A cobrinha olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: “Se ele chegar perto, eu pulo e devoro ele”.
Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e deslizou para o mato.
Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficavam sempre no sol, pensando no único dia em que foram amigos.”“.

Maria Madalena Dicena
Departamento de Evangelização – CE Allan Kardec