17ª.AULA: FRATERNIDADE


TEMA:- FRATERNIDADE. Ciclo: Jardim.

OS AMIGOS DO CRAVO VERMELHO

Era uma linda manhã de céu azul. Num jardinzinho bonito e agradável, estava uma linda borboleta de asas coloridas, voando feliz, de flor em flor, cumprimentando-as sempre com alegria e gentileza. Em dado momento, aproximou-se de uma rosa amarela, beijou-a e assim falou:
- Bom dia bela rosa amarela! Que manhã linda, não?
- Bom dia borboleta colorida, está mesmo um lindo dia, respondeu, rosa amarela.
- Desde cedinho que estou visitando as flores, tornou a borboleta agitando as asas.
- Sim? fez a rosa, interessada. E como vai o cravo no jardim da frente da casa? Que andava doente, tão triste e acabado...
- AH!....O cravo vermelho?- respondeu a borboleta colorida. Coitadinho!...Não está doente não, está morrendo de sede, isto sim.

Rosa amarela deu um longo suspiro, lançando no ar um doce perfume.
Depois perguntou aflita:
- O que eu queria saber é que com este sol tão quente, entra dia e sai dia, e o menino que mora naquela casinha, não se lembra de por uma gota de água no pé do cravo, COITADINHO!....Está murchando.....murchando....Vai morrer....
Rosa amarela estremeceu e começou a chorar, e lágrimas perfumosas caíram no chão. Toc...toc....toc...
- Não chore, meu bem disse a borboleta, enxugando-lhe as lágrimas com as asa coloridas, não chore...assim vai gastar todo o seu perfume. Mas a rosa cada vez chorava mais, toc... toc... toc... e o perfume enchia o ar.

Nisto, ouviram um ruído, zum...zum...zum....e aproximando-se ligeira, uma linda a vespinha dourada.
- Que perfume tão forte! Exclamou a vespinha dourada. De longe eu senti.
- É a rosa que está chorando, porque o menino da casa da frente não rega o pé de cravo que está morrendo de sede.... exclamou a borboleta, também chorando.
- Que pena! - zumbiu a vespinha.- E porque vocês não ajudam o cravo?
Rosa amarela, soluçando ainda, respondeu tristemente:
- Eu já fiz o que pude... já derramei todo o meu perfume... e é só isso que sei fazer...
- Fez muito bem, replicou a vespinha dourada. Foi o seu perfume que me chamou aqui....e eu quero ajudar o cravo que é muito meu amigo.
- Meu também disse a borboleta.
- E meu também disse uma voz grossa, ao pé da roseira. -

Rosa, borboleta e a vespinha, estremeceram de susto e olharam para baixo. Era o Sapo Grande que havia falado. O sapo grande sorriu e falou:
- Ouvi tudo o que vocês disseram. Rosa amarela já fez o que pode, perfumou o ar e chamou a vespinha... Agora é nossa vez de ajudar.
- Vamos para a casa da frente...
- Fazer o que lá? - perguntou a borboleta, noz não podemos ajudar o menino, pois não podemos regar uma flor.
- Mas assim mesmo podemos ajudar o menino, disse o sapo, com voz forte.

A vespinha dourada e borboleta colorida nem puderam falar de tão assombradas. Até rosa amarela parou de soluçar e olhou para o Sapo Grande esperando a explicação. E então o sapo explicou faceiro:
- Não é tão difícil assim. Os meninos gostam de brincar com água... Só temos que arranjar um meio...
- Sê vocês podem salvar o cravo- interrompeu a rosa, vão depressa, antes que ele morra de sede. Ela estava tão aflita que sacudiu as pétalas com força.
A borboleta e a vespinha voaram logo para a casa da frente, enquanto sapo grande ia atras em saltos largos e ligeiros. Quando lá chegaram, perguntou o sapo:
- Onde está o regador?

A vespinha voou ao redor do jardim e voltou logo dizendo:
- O regador está em baixo da torneira do jardim.
- Muito bem, falou o sapo. Agora precisamos chamar o menino para o jardim.
- Eu posso fazer isso disse a borboleta colorida. As crianças gostam de mim. E, num vôo rápido, entrou na casa da frente.

O menino estava desenhando, sentado a uma mesa. A borboleta sentou-se no outro lado da mesa e o menino vendo-a quis pega-la. Ela, porém, fugiu. O menino correu atrás. A borboleta voou para o jardim e sentou-se em cima da torneira que lá havia.
O menino já ia voltar para o seu desenho, quando a vespinha dourada, vendo que era a sua vez de colaborar, rápida, entrou no regador e começou a zumbir alto:
- Zum...Zum... Zum...Zum...

Vendo o menino aquele zumbido. Olhou dentro do regador. Vendo a vespinha dentro do regador e julgando que ela estivesse com sede, abriu a torneira o regador começou a encher-se.
A vespinha dourada, esvoaçava sobre a água zum....zum... zum...zum...E a água caia : tché-é....tche-é.....tche-é..... O menino olhava para a vespinha, cuidando para que ela não se afogasse. Quando o regador ficou cheio, a vespinha levantou vôo, e voando foi depressa pousar na rosa amarela.
Então sapo grande chegou pulando, plóque....plóque... plóque....plóque.....e saltou nos pés do menino. Este assustado, olhou para baixo, mas vendo o sapo, sorriu e falou:
- Ah! queres um banho? Espera um pouco...

Sapo Grande, deu um pulo para a frente - plóque.
O menino ergueu o regador e foi atras do sapo que continuava a pular: plóque.... plóque.....plóque.... E o menino divertido com a brincadeira, também continuava atras. Em dado momento, sapo grande parou perto da cerca, bem ao pé do cravo. O menino mais que depressa virou o regador em cima do sapo enquanto a água escorria com força, a terra chupava a água, e a água refrescava o sapo ou melhor, o pé de cravo. O cravo criava força e o sapo dava risada. Quando a água acabou, sapo saltou ligeiro - plóque... plóque... plóque....e saltando sempre, foi para foi para junto da roseira onde estavam os companheiros.

O menino de longe, olhava aquele grupo estranho; a linda rosa amarela, balançava de cá, para lá. Borboleta colorida, e a vespinha dourada, voavam faceiras, fazendo voltas e mais volta, pousando de quando em quando sobre em rosa amarela e no esperto sapo, que de vez em vez dava engraçados saltos. Então o menino pensou: que interessante, parecem tão contentes e alegres... E, enquanto assim pensava, sentiu um perfume delicioso ali por perto. Virou-se e viu o cravo vermelho que derramava no ar a sua alegria por ter sido salvo.
- Pobrezinho... disse o menino. Havia-me esquecido de que tu também tinha sede. De hoje em diante vou sempre me lembrar de ti.


E, tornando a encher o regador, despejou mais água no pé do cravo vermelho. Novamente, mais uma vez espalhou o cravo o seu perfume. E se o menino pudesse ouvir o que diziam naquele momento, a linda rosa amarela, a bonita borboleta colorida, a simpática a vespinha dourada e o engraçado sapo grande, teria então escutado:
- Estamos muito felizes, muito felizes.

VERIFICAÇÂO:

1)- Porque estava murchando o cravo vermelho?

2)- Como foi que borboleta colorida trouxe o menino para fora?

3)- Que fez o menino ao cravo vermelho?

4)- Que fez o sapo?

5)- Como se chama ao que fizeram a borboleta colorida, o sapo, a rosa amarela, e a vespinha dourada?

Oferta do Departamento, de Evangelização infantil "ICLéa"
Associação Espírita " Allan Kardec" SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.