LÍRIOS COLHIDOS

MENSAGEM AO LEITOR

Graças às preces de amor de todos vocês, minha família querida, aqui estou a iniciar outro livro.

Considero todos os meus leitores um pedaço de mim, meus irmãos queridos, que muito me ajudam a evoluir.

Sei que para muitas leitoras sou o filho amado e também as estimo muito e grato sou por tanto carinho a mim oferecido nesses quatorze anos de vida espiritual.

A cada óbolo de trabalho que surge à minha frente, cerro os olhos e diviso um por um dos que vibram comigo em cada linha dos meus escritos e os abraço, reconhecido.

Se hoje ocupo um lugar, simples é verdade, na literatura espírita, isso devo graças ao respeito e ao carinho não só dos espíritas, mas de muitos amigos de outras seitas que buscam os esclarecimentos da vida após vida.

Neste livro, procuro narrar vários casos de desencarne, principalmente de jovens que tive a oportunidade de socorrer, atendendo aos pedidos dos que ficaram.

Mas, diante de tudo isso, espero que com a dor da separação valorizemos a vida de nossos entes queridos e aprendamos a respeitá-los ainda no corpo físico, mesmo quando não correspondam aquilo que deles esperamos.

Consideramos a Terra um pântano e os encarnados os lírios cujos pés se firmam no lodo do pretérito e, mesmo assim, cuidados são pelo jardineiro de Deus — Jesus.

Muitos lutam para alcançar o sol dos esclarecimentos cristãos, outros preferem buscar na própria terra os seus valores, sem encontrar tempo para o crescimento da alma.

Quando esses lírios são colhidos, sofrem com a podação, porque preferem continuar prisioneiros de si mesmos a caminhar em direção a Deus, onde os nossos perispíritos, mais livres, serão observados sem os trajes das condições sociais usados na trajetória física.

Nós, os espíritos desencarnados, somos os lírios colhidos pelas mãos de Deus, não para enfeitar um vaso de flores em um lar, mas sofrermos a poda para adquirir a beleza divina.

E essa beleza todos nós podemos conquistar lutando pela melhoria dos nossos espíritos.

A poda é necessária e quem lhes fala sentiu-a na carne quando junto a outros companheiros viajava tranquilamente.

Isso se deu no dia 12 de fevereiro de 1973. Sofri muito e mais ainda sofreram meus pais.

Hoje, graças à Doutrina Espírita, eu e eles sabemos que as plantas sofrem a poda para ficarem mais belas e sadias. E me recordo de Jó, Cap. XIV, versículo 14:

"Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação."

Lírios Colhidos é um livro simples, porém muito útil para aqueles que já viveram o doloroso adeus na "estação da morte".

Nada de novo contarei, mas levarei até você, leitor amigo, minhas experiências junto a muitos lírios colhidos, não importando de que maneira, todavia revelando que a cada um foi dispensado um tratamento repleto de amor e respeito.

Se você já sofreu a separação de um ente querido, vai encontrar nestas páginas alguma coisa que o fará amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Que Lírios Colhidos possa perfumar suas mãos ao manuseá-lo, mas muito mais ainda os corações repletos de saudades.

LUIZ SÉRGIO

..CAP. I - RENATA, LÍRIO COLHIDO POR DEUS
..CAP. II - O ADEUS NA ESTAÇÃO DA MORTE
..CAP. III - DUPLO ETÉRICO: GUARDA DO CORPO FÍSICO
..CAP. IV - GRAVIDEZ
..CAP. V - FÉ: ÚNICO REMÉDIO CONTRA A DOR
..CAP. VI - ÁLCOOL: BENGALA DE FRACO
..CAP. VII - DEIXEM QUE OS MORTOS ENTERREM..
..CAP. VIII - INGRATIDÃO FILIAL
..CAP. IX - O RESPEITO À CRIANÇA
..CAP. X - BRINCADEIRA FATAL
..CAP. XI - A JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO
..CAP. XII - OS PERIGOS DO VÍCIO
..CAP. XIII - ÓRFÃO DE PAIS VIVOS
..CAP. XIV - RESPEITEM AQUELES QUE PARTEM
..CAP. XV - A RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM
..CAP. XVI - NO CONGELAMENTO DOS CORPOS
..CAP. XVII - CORAÇÕES TREVOSOS DE ÓDIO
..CAP. XVIII - AS RESPONSABILIDADES DO SER HUMANO
..CAP. XIX - A DROGA COLHE UM LÍRIO
..CAP. XX - A CADA DESENCARNE UMA AULA
..CAP. XXI - A SIMPLICIDADE DE UM LÍRIO
..CAP. XXII - O PÁSSARO LIBERTO
..CAP. XXIII - A MARGARIDA DO MEU JARDIM