A MENSAGEM DO AMOR IMORTAL

A MENSAGEM DO AMOR IMORTAL

Repensar Jesus-Cristo e Sua mensagem nos turbulentos dias da atualidade, torna-se uma necessidade impostergável. Em face da violência e da alucinação de todo porte que tomam conta dos diversos setores da sociedade hodierna, a mulher e o homem que se consideram civilizados estorcegam nas constrições do progresso material, quase vencidos pelos transtornos psicológicos de conduta, sob contínua ameaça de depressão, de síndrome do pânico, de fuga espetacular para a drogadição, o alcoolismo, o tabagismo, o sexo em desalinho, as ambições do poder e do gozar...

A momentânea perda dos valores éticos, habilmente confundidos com as propostas das filosofias utilitarista e cínica, deixa o ser humano sem discernimento lúcido para agir corretamente, em face dos disparates e das aberrações apresentados, alguns deles tornados legais, como o aborto, a eutanásia, o suicídio, a pena de morte que, no entanto, permanecem inscritos nos Estatutos divinos como crimes hediondos...

A rápida presença de propostas evangélicas perturbadas e perturbadoras em sincretismo banal, na mídia e em toda parte, firmadas no temor a Deus e em vergonhosas demonstrações espetaculosas de curas fantasistas e de soluções de todos os problemas, pela simples aceitação de Jesus no coração e do respectivo pagamento do dízimo, mais confunde a compreensão da sã doutrina do que a esclarece.

Caracterizadas pelo fanatismo medieval, tornam-se soluções de fácil utilização, arrebanhando os indivíduos descrentes do mundo e das suas artimanhas, no entanto sedentos por um lugar ao Sol das disputas sociais e econômicas, do brilho fascinante dos holofotes, mesmo que temporário, na sua rapidez e consumpção...

Enquanto isso ocorre, as doutrinas ortodoxas do passado apressam-se em reconquistar as ovelhas que tresmalharam, utilizando-se de recursos parecidos, em tentativas infrutíferas de manterem os privilégios conseguidos ao longo dos séculos.

A sua derrocada é visível ante a invasão do seu território por filosofias excêntricas, em nome das quais o suicídio vergonhoso e, ao mesmo tempo, homicida, é o seu cartão de apresentação, em trágicos sucessos de mortes de civis — crianças, mulheres, idosos e enfermos — e militares que lhes constituem o alvo.

Ao mesmo tempo, expande-se o materialismo existencialista que convive muito bem com alguns religiosos na aparência e sem qualquer religiosidade, cujas existências se celebrizam pelo despautério, pela chocarrice aos direitos humanos e aos da Natureza...

As convulsões emocionais e sociais, decorrentes da violência de todo tipo, iniciando-se no próprio cidadão e espalhando-se no lar, no trabalho, nas ruas de todas as nações, em forma de assalto, estupro, homicídio, desonestidade, terrorismo, revoluções e guerras, geram o temor que domina expressiva parte da mole humana.

A vitória da astúcia e do crime de todo porte, nas altas Entidades governamentais, debatidos em arranjados conciliábulos de inquéritos administrativos e parlamentares, carimbados pelos interesses de classes e de grupo, conduz incontáveis cidadãos honestos ao desinteresse pela honra e pela dignidade.

O desfile dos usurpadores dos escassos recursos dos pobres, sob aplausos, homenageados pelas próprias vítimas, na ignorância em que se demoram, é mais um quadro patético das ocorrências servis do crepúsculo da cultura e da civilização contemporâneas.

Há contínuas demonstrações de loucura coletiva, campeonatos de insensatez, aumento de doenças degenerativas e viroses decorrentes da promiscuidade sexual e moral, ameaçadoras, quais espadas de Dâmocles prestes a cair sobre as cabeças que lhes estão expostas.

Tudo isso ocorre, sem dúvida, por esquecimento de Jesus e dos Seus ensinamentos simples e nobres, profundos e sábios, que ainda não foram incorporados ao dia-a-dia das existências que se dizem a Ele vinculadas.

Embora lamentando essas ocorrências, nem tudo é caos no abençoado planeta que nos serve de berço e de escola para o processo de evolução.

Simultaneamente multiplicam-se também as organizações de proteção à criança e ao adolescente, ao idoso e à mulher, à fauna e à flora, à água e à Natureza em geral, ao mesmo tempo, dando lugar ao aparecimento de missionários do amor, da ciência, da arte, do pensamento, dedicados à transformação destes por outros dias de renovação e de paz.

Renascem na Terra, igualmente, incontáveis Espíritos nobres que estão encarregados pelo incomparável Rabi, para apressarem os momentos da grande transição que ora atinge o seu clímax, convidando todos aqueles que amam a se unirem no esforço comum da fraternidade, do trabalho, da tolerância, da caridade, da iluminação de consciências.

Uma nova ética se apresenta, fundamentada nos postulados do Evangelho desvestido de fantasias e de utopias, evocando os momentos em que Jesus esteve na Terra ensementando nas mentes e nos corações a Sua mensagem do amor imortal.

Apesar de transcorridos vinte séculos desde aqueles inesquecíveis e formosos dias das Suas jornadas pelas terras áridas da Palestina, uma releitura dos Seus ensinamentos é de utilidade imediata, por haver-se transformado em psicoterapias preventivas e curadoras para os males modernos que dizimam as multidões, mutilam e desnorteiam os seus sobreviventes.

Reler, com a mente e com o sentimento, as páginas fulgurantes da Boa Nova, constitui um desafio e uma bênção para todo aquele que, honestamente, anela por melhores dias e mais felizes condições para si mesmo e para os seus contemporâneos com os olhos postos no porvir glorioso da Humanidade.

Jesus é o insuperável Cantor da felicidade e o Seu canto extasia, seja na conceituação, na magnitude da sua forma e beleza, seja no exemplo de que Ele se fez, assinalando de forma indelével a Sua passagem terrestre.

Dois mil anos não foram suficientes para diminuir o significado do Seu poema de amor, mesmo sofrendo as injunções dos desonestos que dele se utilizaram para desfrutar o banquete rápido da projeção política e econômica no mundo.

Utilizado como escudo para a crueldade, levado ao desrespeito, zombado, minimizado na Sua grandeza, Ele permanece inalterável até hoje.

Ninguém consegue, porém, resistir ao fascínio do Seu canto!

Quando se pensa que Ele está olvidado, ei-lO que ressurge de maneira inesperada, nem sempre apresentado com nobreza, nas variações da cultura dos tempos, mas estóico e invencível, guia e modelo para todos os seres humanos.

— Passarão o Céu e a Terra, mas as minhas palavras não passarão - enunciou num momento de amor pela Humanidade, numa promessa de ternura infinita, deixando para todos um roteiro de segurança que facilita a conquista da plenitude.

Hoje, portanto, mais do que nunca, Jesus está presente na sociedade, socorrendo-a e aguardando ser recebido e compreendido.

Para esse mister, Seus emissários espirituais devotados, procuram despertar as consciências adormecidas para o grande encontro, no qual a Terra ascenderá na direção dos Céus através das açôes do bem e do bom, em verdadeiros hinos de imortal beleza.

Este não é mais um livro sobre alguns fatos da vida de Jesus.

É um conjunto de recordações hauridas nos alfarrábios do Mundo Espiritual e nas memórias arquivadas em obras de incomum profundidade por alguns dos seus apóstolos e contemporâneos, encontradas nas bibliotecas do Mais Além, que trazemos ao conhecimento dos nosso leitores, a fim de revivermos juntos o sublime Ministério do Rei Solar a quem amamos com entranhado enternecimento.

Reconhecendo, no entanto, a pobreza vocabular com que vestimos essas lembranças, confiamos que possam auxiliar, pelo menos, alguém, a ter diminuídas as suas aflições, vinculando-o ao Amor não amado e avançando com galhardia na conquista dos valores que plenificam a mente e harmonizam o coração.

Paramirim, 23 de julho de 2008. Amélia Rodrigues

Nota da Autora espiritual:
Não tivemos a preocupação de obedecer à ordem cronológica dos acontecimentos. Fizemos as narrativas conforme as ocorrências dos dias em que foram escritas.

 

...CAPÍTULO 1: SOU UM HOMEM PECADOR

...CAPÍTULO 2: THALITA
...CAPÍTULO 3: DOENTES DA ALMA
...CAPÍTULO 4: LEPROSO E SAMARITANO
...CAPÍTULO 5: A OVELHA PERDIDA
...CAPÍTULO 6: OS ADVERSÁRIOS CRUÉIS
...CAPÍTULO 7: MORDOMOS E NÃO DONOS
...CAPÍTULO 8: A MENSAGEM INTERROMPIDA
...CAPÍTULO 9: ENSINA-NOS A AMAR
...CAPÍTULO 10: DIAS SANTIFICADOS
...CAPÍTULO 11: A CRISE MAIS SEVERA
...CAPÍTULO 12: VIA LÁCTEA DE AMOR
...CAPÍTULO 13: A SINFONIA PATÉTICA
...CAPÍTULO 14: JESUS E FAMÍLIA
...CAPÍTULO 15: ...E OS SAMARITANOS NÃO O RECEBERAM ...
...CAPÍTULO 16: SUBLIMES PARADOXOS
...CAPÍTULO 17: ESPADA E FOGO
...CAPÍTULO 18: EM PLENO MINISTÉRIO
...CAPÍTULO 19: OS JULGAMENTOS
...CAPÍTULO 20: ALVÍSSARA DE LUZ EM NOITE ESCURA ...
...CAPÍTULO 21: A PIOR CEGUEIRA...
...CAPÍTULO 22: O ENCANTO SUBLIME
...CAPÍTULO 23: SUBLIMES TESTEMUNHOS
...CAPÍTULO 24: JOSÉ DE ARIMATÉIA: O AMIGO DISTANTE
...CAPÍTULO 25: MISERICÓRDIA QUERO
...CAPÍTULO 26: A HORA QUASE FINAL
...CAPÍTULO 27: RENÚNCIA E CONQUISTA
...CAPÍTULO 28: JESUS ENTRE OS ESSÊNIOS
...CAPÍTULO 29: TRANSFORMAÇÕES E NÃO FENÔMENOS ...
...CAPÍTULO 30: DIVINA PATERNIDADE