NA LUZ DA REENCARNAÇÃO

ENCARNAÇÃO E REENCARNAÇÃO

Espírito e matéria são os dois elementos gerais no Universo criado por Deus. Distintos e independentes entre si, da união deles resultam todas as manifestações da vida uníversal.

Os espíritos são os seres intelígentes da Criação, povoam o espaço fora do mundo material, revestem-se de um corpo de fluidos, o perispírito.

De substância extremamente sutil, o perispírito é, para nós, ínvisível e íntangível, mas ínteiramente apropriado à vida do espírito, pois lhe dá percepções especiais (globais e não canalízadas como em nossos órgãos dos sentidos) e lhe proporciona perfeita relação com o plano em que o espírito vive e que também é fluídico.

A encarnação

Para habitar um mundo corpóreo, nele vivendo e agindo, os espíritos precisam se revestir da substância existente nesse mundo. Como na Terra os corpos são de carne, denominamos esse processo de encarnação.

As primeiras ligações dos espíritos com este mundo materíal se deram em priscas eras, quando éramos princípio inteligente ainda não individualizado, fase da qual não guardamos recordação.

REENCARNAÇÃO

É o retorno do espírito à vida corpórea. Esta idéia implica a aceitação não somente da existência do espírito, o princípio inteligente da Criação, como de sua preexistência em relação ao corpo, de sua encarnação e de sua sobrevivência, após a morte do organismo corpóreo.

Imortal, o espírito não se desfaz, como o corpo físico, continua a viver no plano espiritual com o seu perispírito, o corpo espiritual de que falava o apóstolo Paulo, em sua I Carta aos Coríntios (15:4 3-50):

Semeia-se corpo material, ressurge corpo espiritual (...) a carne e o sangue não podem herdar o reino dos céus.

Tem razão o apóstolo, pois sangue e corpo são substâncias materiais que não se alçam ao plano do espírito, ficam na terra a que pertencem. O que ressurge e vai viver no Além é o espírito com seu perispirito, o corpo fluídico sutil, que lhe serve de instrumennto para a ação e o relacionamento com seres e coisas, Finalidade da reencarnação tanto no mundo espiritual como no material, e com o qual ressurgimos, reaparecemos, após a morte física.

Sobrevivendo ao corpo, o espírito pode reencarnar, voltar a se ligar à matéria, formando novo corpo para viver outra existência terrena.

A nova ligação com a matéria se fará desde a concepção, servindo o perispírito de "molde" para a formação do novo corpo, na qual a hereditariedade exerce o seu papel e o meio ambiente, a sua influência.

Assim, reencarnar não é nascer no corpo de outra pessoa, como pensam alguns, mas formar para si mesmo um novo corpo e animá-lo. É uma ressurreição na carne, mas não a ressurreicão da carne.

E não é de admirar que o espírito, que já formou uma vez um corpo, possa fazer isso outras vezes. Diz a sabedoria popular, "cesteiro que faz um cesto, faz um cento".

A FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO

A encarnação é uma imposição de Deus aos espíritos. Deus nada faz inútil ou mau. Faz-nos encarnar com o objetivo de levar-nos à perfeição.

Não que nos haja criado imperfeitos, defeituosos.

Criou-nos como à semente, que não é defeituosa mas ainda não está desenvolvida, terá de germinar, tornar-se planta, para afinal florescer e dar frutos.

Assim, os espíritos todos recebemos de Deus um potencial intelecto-moral basicamente igual, que deveremos desenvolver pelo nosso próprio esforço para merecer usufruir os resultados. A cada um segundo as suas obras.

Quando reencarna, cumpre o ser inteligente determinado desígnio divino no mundo terreno e, ao mesmo tempo, progride, desenvolve-se intelectual e moralmente, rumo a um aperfeiçoamento crescente que lhe permitirá usufruir mais e melhor da vida universal e nela agir também mais e melhor, constituindo esse resultado o seu divino salário. Enquanto concorrre para a obra geral, ele próprio se adianta.

Não poderíamos progredir somente como espirito e no plano espiritual?

A reencarnação visa a colocar-nos em condiçôes de suportar a parte que nos toca na obra da criação:

Lidar eficientemente com coisas e seres. Para tanto, é necessário conhecer de perto e profundamente a natureza, estrutura e usos da matéria, aprender a trabalhar com ela, entender como são e como se comportam os seres corpóreos, aprender a como chegar à melhor organização da sociedade. Para isso o espírito assume, em cada mundo, um instrumento em harmonia com a matéria essencial dele. E produz, ainda, sobre a matéria, um estado especial, diferenciado, superior, que os instrutores espirituais chamaram de intelectualização da matéria.

No caminho do seu desenvolvimento, o espírito passa por experiências iniciais, as chamadas provas, que lhe servem de aprendizado e de teste. As provas de sua nova existência o retardarão ou farão avançar, conforme as suporte. E enfrenta, pela lei de causa e efeito, as conseqüências de seus atos, nas chamadas expiações, que lhe servem para reajuste, recomposição e disciplinamento da atividade.

Therezinha Oliveira

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