PARA ONDE IREMOS APÓS A MORTE?

INTRODUÇÃO

Para onde iremos após a morte?

Quantos fazem esta pergunta a si mesmos e nem sequer percebem que todas as noites, ao adormecerem, ensaiam a morte.

Quase sempre os nossos sonhos representam a realidade que nos aguarda. Não existe transformações na morte. Passamos para o outro lado da vida exatamente como somos.

Muitos pais que ainda não compreenderam porquê "da perda" de seus filhos quando crianças ou em plena juventude, sofrem e perguntam si mesmos: para onde foram meus filhos? Através deste trabalho, poderão encontrar o reconforto e descobrir para onde eles foram.

Os fenômenos ditos espíritas, não são uma exclusividade do Espiritismo pois, acontecem e aconteceram em todas as épocas no seio da humanidade e encontramos seus vestígios desde os primeiros séculos da presença do homem na Terra.

Emanuel Swedenborg, nascido em Estocolmo em 1688, cientista e engenheiro de prestígio, publica em latim, no ano de 1758 - Londres - o livro: "o Céu e suas maravilhas e o inferno" contendo três partes: "O céu", "O Mundo dos Espíritos" e "o Inferno ".

Nesse livro escrito quase cem anos antes da codificação do Espiritismo, narra suas experiências vividas periodicamente fora do corpo em desdobramento durante o sono e descreve com minúcias como vivem os espíritos depois da morte física.

Em uma das suas explicações sobre o que vira no mundo espiritual, ele afirma:

" ... aqueles que eram amigos ou se conheciam na Terra, novamente se encontram e conversam entre si, o quanto queiram, principalmente esposas e maridos, e também irmãos e irmãs. Vi um pai conversando com seus filhos após havê-los reconhecido, e muitos outros tratavam com parentes e amigos: porém, como possuíssem mentalidade diferentes em razão da experiência que traziam da Terra, eles se separaram algum tempo depois."

Ao ler a parte denominada "O Mundo dos Espíritos", os estudiosos do Espiritismo, com certeza, ficarão surpresos ao perceberem a semelhança das informações dos espíritos que orientaram Kardec com as trazidas do mundo espiritual por esse notável médium de desdobramento, cuja faculdade, ainda incompreendida na época, atribuiu-lhe o título de místico e de visionário.

É surpreendente a definição que ele dá ao ser humano no capítulo: "A Essência do Homem é o Espírito".

Vejamos:

"Toda a nossa vida racional concentra-se, portanto, no espírito: o corpo é apenas matéria e foi acrescentada ao espírito para que este pudesse entrar em atividade no mundo natural. No mundo natural todas as coisas são materiais e, em si mesmas, desprovidas de vida. Ora, se a substância vital não é material, mas espiritual, logo se conclui que, no homem, o que está vivo é o espírito, o corpo apenas serve ao espírito, tal como um instrumento serve à força motriz que o anima. Diz-se comumente, de qualquer instrumento, que ele atua, trabalha ou se move, mas é uma ilusão, porque existe algo atrás do instrumento que o comanda" .

"A sensação e o sentimento, enfim, a vida do corpo, pertencem unicamente ao espírito; segue-se que o homem é essencialmente espírito. Em conseqüência, quando o corpo se separa do espírito, na morte, o homem permanece igual a si mesmo".

Muitos de nós, durante o sono, deixamos o corpo e assumimos temporariamente a vida espiritual. Revemos amigos, velhas afeições, visitamos entes queridos que residem perto ou distante, em outros países, e até em outros mundos. Por questões evolutivas, nem sempre conseguimos reter a lembrança de tais eventos, as quais, poderiam prejudicar o curso do nosso aprendizado na Terra. Entretanto, os desígnios de Deus, através dos infinitos recursos de que dispõe, constantemente envia-nos informações através dos meios mais diversos disseminados pelo mundo para que possamos nos aproximar da nossa verdadeira natureza.

Na antigüidade eram os profetas. Hoje, com a mediunidade esclarecida pela luz do Consolador, são os espíritos que, através dos médiuns, nos apontam o caminho a seguir.

Faltam ouvidos para ouvir e olhos para ver:

Por isso ouvimos constantemente de lábios desprevenidos as seguintes frases:

"Jamais alguém voltou para dizer como é lá."

"O que há após a morte, ninguém sabe." Com certeza, entre tantos outros, Emanuel Swedenborg, foi um dos que estiveram lá e voltaram para dizer como é o mundo dos espíritos.

No livro, "O Céu e o Inferno", um dos trabalhos mais importantes da codificação, consta valiosos depoimentos de espíritos desencarnados em circunstâncias das mais diversas, cujas narrativas esclarecedoras, nos dão uma idéia para onde iremos após a morte, segundo o nosso caráter e o nosso comportamento durante o período em que estivemos encarnados.

Enriquecendo ainda mais tais informações, através da psicografia de Chico Xavier, muitos retornaram para contar onde estão e como vivem.

Nas obras de André Luiz, colhemos valiosos esclarecimentos sobre como vivem os espíritos em suas coletividades, situadas no plano espiritual.

Entretanto, ainda dispomos de poucas informações de como vivem os espíritos que, embora desencarnados, vivem o dia-a-dia na Terra, agindo como se ainda estivessem entre os encarnados.

Em desdobramento, acompanhado pelo espírito Áulus, visitei alguns lugares onde presenciei as mais diversas situações em que vive a população desencarnada. Registrei a situação de alguns espíritos bem-aventurados e de outros ainda mergulhados nas ilusões da matéria.

Entre um e outro fato aqui narrado, com certeza o leitor terá material suficiente para reconhecer a quais laços de afinidades está preso, para então deduzir, para onde irá após a morte do corpo.

Este trabalho, não é uma preparação para a morte, mas sim uma preparação para a vida, a qual, além da morte, continua mais intensa.

Na verdade, se constitui em um aviso aos navegantes do grande barco da vida. Tem por finalidade informar aos seus passageiros para qual porto se destinam e orientar sobre a gama imensa de recursos que existe para que, cada qual, possa alterar o curso da própria viagem, optando por aportar e desembarcar em um porto seguro e aprazível, conquistando definitivamente a felicidade que tanto deseja.

Nelson Moraes (Pelo Espírito Áulus)

PRIMEIRA PARTE
(EM DESDOBRAMENTO)
..OS BEM-AVENTURADOS
..PARA ONDE VÃO AS CRIANÇAS
..PLANO INTERMEDIÁRIO
..LAÇOS ESTRANHOS
..NEM TODOS QUE DIZEM SENHOR ! SENHOR
..LAÇOS CONSCIENCIAIS
 
SEGUNDA PARTE
(ORIENTAÇÕES DO ESPÍRITO ÁULUS)
..A SEGURANÇA DO ESPÍRITO REENCARNADO
..A RELAÇÃO DO ESPÍRITO COM A MATÉRIA
..CONSCIENTE E SUBCONSCIENTE
 
TERCEIRA PARTE
(A GRANDE OPÇÃO)
..O CENTRO ESPÍRITA
..A MISSÃO DO ESPIRITISMO
..MEDIUNIDADE E SINTONIA
..VELHOS AMIGOS