T. C. I.

Transcomunicação é um termo que ainda não consta do dicionário, portanto, um neologismo que significa: Trans  "através", "além de" mais a palavra Comunicação.

Então, algo como além da comunicação ou para outros, comunicação transcendental.

O termo foi cunhado pelo físico e engenheiro alemão Dr. Ernst Senkowski, nos anos 80.

Alguns dirão: A psicofonia, psicografia, materializações, os fenômenos de efeitos físicos, voz direta, etc. já existem no Espiritismo há muito tempo ... poderíamos chamá-los em linguagem científica atual de Transcomunicação Mediúnica (TCM).

As comunicações recebidas de espíritos desencarnados através de circuitos eletrônicos ganha o nome de Transcomunicação Instrumental (TCI).

O estado psíquico do operador desse tipo de aparelho é importante, pois influi no tipo de entidade comunicante, ao que parece.

Vamos recordar também que os estudiosos da paranormalidade em 1882, através de Willian H. Myers definiram o termo Telepatia; Tele - "longe", "à distância" e Pathia- "sensação", "compartilhamento".

Ora, a transcomunicação não deixa de ser um telepatia instrumental.

A transmissão eletrônica do pensamento, de duas pessoas, em planos existenciais diferentes, uma encarnada e outra desencarnada é notável comprovação científica o reforço considerável à causa espírita.

A autora é uma pesquisadora dedicada e notória nesta área e seu trabalho constitui contribuição notável para o progresso da espiritualidade de bases amplas do terceiro milênio.

Esse título, enriquecerá, com certeza, o internauta de conhecimentos e fortalecerá sua convicção na ESPIRITUALIDADE, trazendo àqueles que vacilam, mais uma comprovação palpável da "SOBREVIVÊNCIA DA ALMA".


..TCI - PERGUNTAS E RESPOSTAS

..TCI CHATROOM PEDRO ERNESTO
..VIDA MORTE ERNESTO
..VOZES MUTANTES

 

TCI e TCM

Era o dia 12 de junho de 1959. Em Mõlbno, perto de Estocolmo, na Suécia, Friedrich Jiirgenson, com um gravador comum, tentava registrar gorjeios de pássaros para um documentário. Ao pôr a fita para escutar, ouviu sons diferentes, enquanto, muito ao fundo, continuava o canto do pássaro objetivado. Que teria acontecido com o gravador? O inusitado que se ouvia eram um clarim e uma voz de homem falando em norueguês sobre o canto de pássaros noturnos. E então a gravação voltou ao normal.

Um mês depois, aconteceram novas interferências. Jiirgenson começou a gravar diariamente, até que vozes, falando ora em alemão, ora em sueco, pediam: Manter contato! Com aparelho manter contato. Favor ouvir, favor, favor ouvir! As vozes posteriormente se identificaram como pessoas já falecidas, que queriam se comunicar e informavam sobre o mundo, o plano de vida, em que se encontravam. Era o telefone para o Além, colhendo vozes do outro mundo!

Foram meses de pacientes investigações e, finalmente, Jiirgenson comunicou os fatos à Sociedade de Parapsicologia de Estocolmo. Outros interessados nas pesquisas surgiram, no mundo todo, professores, físicos, parapsicólogos, padres, que também obtiveram resultados impressionantes.

Jiirgenson escreveu um livro, que teve muita repercussão, e foi traduzido para outros idiomas. Em 1969, recebeu das mãos do Papa Paulo VI, uma comenda pelo reconhecimento da autenticidade das vozes.

Em seguida, o Dr. Konstantin Raudive, filósofo e escritor da Letônia, tendo sido introduzido por Jiirgenson nessas pesquisas, a elas se dedicou anos a fio, deixando também um livro e impressionante número de fitas magnéticas gravadas.

A esses registros por gravadores passaram a denominar de EVP, Eletronic Voice Phenomenon, ou fenômeno das vozes eletrônicas.

Um engenheiro norte-americano, o Dr. George Meek, se interessou por essas experiências e anotou as dificuldades que as gravações apresentavam: vozes muito débeis, a maioria dos sons continha poucas palavras e as palavras eram enunciadas muito rapidamente, havendo grande quantidade de ruído ao fundo. Além da mistura de idiomas em que eram enunciadas, o que se dizia, às vezes, não possuía significado ou relevância. Portanto, o processo não parecia favorecer possibilidade de conversação consistente e significante, e tomava muito tempo.

Na Metascience Foundation, em Franklin, Carolina do Norte, ele mesmo, com a ajuda de um técnico eletrônico, montou um aparelho para as pesquisas, e o foi aperfeiçoando. Em 6 de abril de 1982, numa entrevista em Washington, anunciou que desde 1971, vinha desenvolvendo o projeto Spiricom "Comunicações com os Espíritos", um aparelho para a comunicação com os mortos, através de energia psíquica, absorvida por equipamentos eletrônicos. Os médiuns somente doariam as energias, mas o registro das vozes era feita pelo aparelho.

O aparelho já funcionara e Espíritos comunicantes estavam ajudando a construir outro aparelho, o Vidicom, para ver e dialogar com os Espíritos, através da televisão, sendo especialmente valiosa a ajuda técnica prestada pelo Espírito de George J. Mueller, físico e engenheiro desencarnado em 31/5/1967, e que, depois, de prestar esse auxílio, se afastou para outras regiões espirituais.

Aconteceram, também, perturbações causadas pela intervenção de Espíritos inferiores. E, quando um auxiliar deixou as pesquisas, o aparelho, sem o concurso dele, passou a não mais funcionar tão bem; era esse auxiliar quem, mesmo sem o saber, fornecia os fluidos necessários à atuação dos Espíritos sobre o aparelho. Reconheceu, então, o Dr. George W. Meek:

Não me parece que, um dia, teremos a comunicação feita por aparelhos de forma universal e irrestrita. Até agora, não obstante os Espíritos tenham se utilizado de gravadores, telefones, computadores e aparelhos de tevê, em verdade sempre utilizaram os recursos de algum médium presente ou nas proximidades.

Acrescentemos, de nossa parte: mesmo que a comunicação por aparelhos venha a se fazer "de forma universal e irrestrita", ainda será preciso, como recomenda Kardec, a análise humana do que for produzido nas comunicações transmitidas pelos Espíritos.

Mas, por enquanto, somente o elemento humano intermedeia os Espíritos a contento. O espírito, instrumento divino, agindo através do corpo, aparelhagem também criada por Deus, é sempre superior ao que o homem consegue criar. E' de inestimável valor, quando sensível, equilibrado e desejoso de servir.

Buscando a comunicação com o Além, prosseguem as pesquisas com os que, atualmente, procuram captar imagens desse outro mundo, através dos aparelhos televisores comuns.

Os resultados obtidos, até agora, não são totalmente convincentes, parecendo apenas alguns e vagos sinais? Também é por alguns meros sinais que os marinheiros ficam sabendo de terra próxima, quando lhes chegam sobre as ondas alguns galhos de árvores ou pássaros surgem a revoar sobre a embarcação.

Os interessados nas pesquisas de TCI - Transcomunicação Instrumental, encontrarão material em livros como: Transcomunicação, de Clóvis S. Nu¬nes (1990); Espiritismo e Transcomunicação, de Djal¬ma Motta Argollo (1994); Transcomunicação Instru¬mental, de Sônia Rinaldi (2000); Transcomunicação Instrumental de Karl W. Goldestein, pseudónimo de Hernâni Guimarães Andrade (1992).

Ainda não dispomos de aparelhos suficien¬temente aperfeiçoados para detectar e enxergar o Além, esse mundo desconhecido que tanto nos interessa. Mas temos a TCM - Transcomunicação Mediúnica, graças à mediunidade, faculdade humana, que permite transcender ao corpo e ir além dos sentidos comuns, podemos observar esse outro mundo invisível, inaudível e impalpável.

Conseguem os médiuns ver e ouvir o que se passa no plano espiritual e nos contam o que nele observam. Enseja, também, a mediunidade, que os habitantes do Além venham até nós e se comuniquem conosco falando (pela psicofonia), escrevendo (pela psicografia), ou produzindo efeitos físicos (ação sobre a matéria).

Admirável foi o trabalho de reportagem realizado por Allan Kardec, dialogando com os Espíritos por meio de médiuns. Suas perguntas inteligentes, receberam esclarecedoras respostas dos habitantes do Além. Dessas perguntas e respostas, 1.019 foram registradas pelo Codificador em O Livro dos Espíritos, há mais de 150 anos, porque essa obra, que tantos conhecimentos nos trouxe sobre o Além e seus habitantes, e em cujos ensinamentos estamos nos baseando, foi publicada a 18 de abril de 1857, em Paris.

Therezinha Oliveira