TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL

Transcomunicação Instrumental - PERGUNTAS e RESPOSTAS

179- Certa vez, eu li algo sobre comunicações de Espíritos por meio de um gravador. Isso é mesmo possível?

Trata-se da Transcomunicação Instrumental — TCI.

180- Gostaria de saber mais sobre isso.

Essas comunicações começaram a acontecer, chegando ao conhecimento público, em 1959, na Suécia, quando Friedrich Júrgenson, gravando canto de pássaros no campo, espantou-se ao ouvir coisas estranhas em meio à gravação. De começo, eram barulhos, sinais acústicos, trechos de frases. Depois, eram vozes de pessoas falecidas, que falavam com ele e respondiam perguntas. As falas eram curtas e, por vezes, sem sentido.

Júrgenson passou então a realizar as mais diversas experimentações até convencer-se de que eram mesmo Espíritos que estavam se comunicando. Foi quando decidiu apresentar seus trabalhos a cientistas, técnicos em informática, parapsicólogos e jornalistas. Em 1964, publicou seu primeiro livro Les voix de l'Univers.

Esse foi o primeiro passo nos caminhos da TCI porque, logo que as revelações de Júrgenson vieram a público, vários cientistas e estudiosos, na Europa e nos Estados Unidos, passaram a desenvolver pesquisas, a construir aparelhos e utilizar técnicas que foram ampliando as possibilidades de comunicação, as quais começaram a acontecer também por meio de computadores, rádio, fax, telefone, e com som e imagem por aparelhos de TV.

Um fato interessante ocorreu em 1980, enquanto aconteciam os funerais de Júrgenson. Numa cidade a 700 km de distância, um transcomunicador recebeu ordem mental para ligar a TV, sintonizá-la num canal inexistente e preparar-se para fotografar. Após vários minutos de espera, repentinamente surgiu um clarão no canto da tela e aos poucos foi-se formando a imagem de Júrgenson. As fotos dessa impressionante sequência foram publicadas, juntamente com o relato, no jornal Folha Espírita, pelo conhecido cientista brasileiro, já desencarnado, Dr. Ernane Guimarães Andrade.

181- Impressionante!

As pesquisas sobre TCI têm despertado a atenção de vários meios científicos, e grande parte dos que as realizam em condições laboratoriais, são da área da Física, Engenharia Eletrônica e especialistas em Processamento de Sinais, com suporte da Matemática.

Um dos grandes pesquisadores de TCI, padre François Brune, encerrando seu livro Linha Direta do Além, afirma: "Estou verdadeiramente convencido de que, com a TCI, dispomos de novos meios, fantásticos, que nos garantem nossa sobrevivência após a morte."

182- Um momento. Está querendo dizer que um padre católico também andou fazendo essas pesquisas?

Sim. O padre François Brune é sacerdote católico, da ordem de S. Sulpício. Poliglota e com vasta cultura, tanto teológica, quanto nos mais diversos segmentos do conhecimento humano, há vários anos interessava-se pelas experiências nas Fronteiras da Morte. Em 1987 conheceu, em Luxemburgo, o casal de pesquisadores de TCI, Jules e Maggy Harsch-Fischbac, que conseguiam contato com os Espíritos (voz e imagem), por meio de aparelhos eletrônicos.

Padre Brune, então, diante das evidências que foi encontrando, decidiu-se a também pesquisar esse fenômeno num largo leque de investigações, analisando todas as hipóteses, desde manifestações do inconsciente (coletivo ou individual), interferências de emissoras de rádio ou televisão, até a possibilidade de fraudes, e acabou concluindo, como todos os demais pesquisadores, tratar-se realmente da comunicação de "mortos" ou Espíritos. E estes ajudavam, inclusive emitindo frases compostas por diversas línguas, para asseverar não tratar-se de emissoras de rádio da Terra.

183- E esse padre é mesmo da Igreja Católica?

É sim. Ele é bacharelado em Latim, Grego e Filosofia. Cursou seis anos de Grand Seminaire. Tem cinco anos de curso superior de Latim e Grego na Universidade de Sorbone.

Estudou as línguas assírio-babilônico, hebreu e hierógrafos egípcios. Foi licenciado em Teologia no Instituto Católico de Paris em 1960, e em Escritura Sagrada, no Instituto Bíblico de Roma, em 1964.

Foi professor de diversos grands Seminaires durante sete anos. Estudou a tradição dos cristãos do Oriente e dedica-se a estudos dos fenômenos paranormais.

Por esse currículo (parcial) é possível perceber que não se trata de qualquer um.

Padre Brune escreveu também o livro Os Mortos nos Falam e dedicou-se por muitos anos a viajar pelo mundo fazendo conferencias sobre TCI.

Num de seus livros ele diz: "O escandaloso é o silêncio, o desdém, até mesmo a censura exercida pela Ciência e pela Igreja a respeito da descoberta inconteste mais extraordinária de nosso tempo:

- O após vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos".

184- Como é que nunca ouvi falar nesse padre?

Talvez porque seu foco nunca esteve voltado para essa área, mas se procurar na Internet vai encontrar muita coisa sobre ele.

Em 1994, Pe. Brune realizou duas conferências em Fortaleza - Ceará, que tivemos oportunidade de filmar.

Nessas ocasiões, ele apresentou grande número de fotografias, filmagens e gravações em áudio, explicando a forma ou os meios pelos quais haviam sido obtidas, todas em sua presença.

Numa daquelas gravações, feita no laboratório de Jules e Maggy Harsch-Fischbac, em Luxemburgo, a voz do Espírito falando em francês sobre a vida e a eternidade, estava perfeitamente audível e ali, naquele momento, com aquelas palavras vindas do além, apresentadas por um sacerdote carregado de títulos e altamente respeitado no seio da sua Igreja, firmava-se a convicção nos assistentes de que somos viajores da eternidade, que a vida não morre, e que os nossos entes mais caros que partiram para a "grande viagem" não se finaram, mas estão vivos em outras dimensões de vida, e até podem comunicar-se conosco.

185- E essa TCI tem alguma finalidade prática?

Antes de mais nada, ela confirma a existência da dimensão espiritual e a possibilidade de comunicação dos Espíritos. E há também vários núcleos de TCI que se ocupam em atender pedidos, principalmente de mães que perderam filhos e buscam desesperadamente contato com eles.

É verdade que em todos os terrenos sempre há fraudadores e pode haver enganos, mas quando muitos pesquisadores sérios se ocupam em investigar um fato, afirmando sua veracidade, e quando, como é o caso da TCI, ele nos toca com os dedos da esperança...

Só nos cabe dizer: "Graças a Deus"!

186- E a Igreja, o que diz sobre tudo isso?

No livro Linha Direta do Além, padre Brune detalha um fato pioneiro da TCI, envolvendo diretamente a Igreja.

Conta que o primeiro caso de voz gravada foi obtido em Milão, no laboratório de física experimental da Universidade Católica, quando o padre Agostino Gemelli, físico de renome e fundador da Universidade, então Presidente da Academia Pontifícia, realizava experimentos juntamente com o padre Pellegrino Ernetti.

Padre Gemelli ouviu a voz de seu próprio pai gravada em fita cassete, fazendo comentário sobre uma observação que ele fizera ao padre Ernetti.

Ambos levaram o fato e a gravação ao conhecimento do Papa Pio XII, que os tranquilizara, ao considerar que esse fenômeno é do domínio da ciência, estimulando-os a prosseguir, dizendo que esse fato "poderá, talvez, marcar o início de um novo estudo científico que virá a confirmar a fé no além".

187- Se tudo isso é verdade, por que então nunca tomamos conhecimento de alguém que tenha recebido mensagens dos Espíritos por algum meio eletrônico?

A TCI é algo muito complexo e requer um suporte adequado. Não é só ligar um rádio para ouvir os Espíritos.

Os transcomunicadores realizam pesquisas principalmente na área da física e da eletrônica, buscando adequar instrumentos para a recepção das mensagens, e nisso eles são assessorados pelos próprios Espíritos.

E' um trabalho que ocorre simultaneamente nas duas dimensões, a material e a espiritual.

Atualmente, no Brasil, o Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental — IPATI é outro pólo importante de pesquisa e experimentação, que tem obtido excelentes resultados.

Quem quiser conhecer melhor esses resultados e a própria TCI, vai encontrar farto material bibliográfico e também na Internet.

188- Tudo isso é muito novo para mim e fico pensando se há utilidade em saber o que nos espera depois da morte.

E' muito importante conhecer esses caminhos, mesmo porque, esse futuro estamos construindo agora.

A quem não se interessa por ele basta continuar como está e, depois da morte, talvez vá engrossar as fileiras de Espíritos sofredores que procuram ajuda nos Centros Espíritas.

189- Deus me livre! Que ideia mais macabra!

Não tem nada de macabro nessa idéia. E não é uma idéia. E' uma realidade...

Saara Nousiainen