Fenômenos surpreendentes na prisão da Macedônia

FENÔMENOS SURPREENDENTES NA PRISÃO DA MACEDÔNIA
CONVERSÃO DO CARCEREIRO
ATITUDE DOS APÓSTOLOS

Pela meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os presos escutavam-nos; e subitamente houve um grande terremoto, de modo que foram abalados os alicerces do cárcere; e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as correntes de todos. Tendo acordado o carcereiro, e vendo as portas da prisão abertas tirou da espada e ia suicidar-se, supondo que os presos haviam fugido. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal porque todos estamos aqui. O carcereiro tendo pedido uma luz, saltou dentro da prisão e, tremendo, lançou-se aos pés de Paulo e Silas e, tirando-os para fora, perguntou-lhes: Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa. E anunciaram-lhe a palavra de Deus; e a todos os que estavam em sua casa .. Ele, naquela mesma hora da noite, tomando-os consigo, lavou-lhes as feridas; e foi logo batizado, ele e todos os seus, e fazendo-os subir para a sua casa, deu-lhes de comer e alegrou-se muito com toda a sua casa, por haver crido em Deus. - Cap. XVI, v. v. 25 - 34.

Os fenômenos de tremores de terra produzidos por espíritos eram muito comuns.

No tempo de Jesus, por ocasião da sua morte, nós vemos a produção desses fenômenos. Mateus diz, no capítulo XXII, 50-53 que: "Dando Jesus um alto brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas, abriram-se os túmulos, e muitos corpos de santos já falecidos foram ressuscitados; e saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus entraram na cidade santa e apareceram a muitos".

No Cenáculo de Jerusalém, dia de Pentecostes, não houve tremor de terra, mas houve um fenômeno físico, que ficou registrado nos Atos: "Veio do Céu um ruído, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde estavam sentados". (Cap. II, v. 2)

No Cap. IV dos Atos, v. 31, após a oração de graças pela soltura de Pedro, diz o texto: "E tendo eles orado, tremeu o lugar onde eles estavam reunidos; e todos ficaram cheios do Espírito Santo e falavam várias línguas".

Esse fenômeno tem se reproduzido também em algumas, embora raras, reuniões espíritas.

Por exemplo, nas narrativas de "Jonatas Koons e sua Câmara Espírita", esse fato se confirma como o internauta poderá verificar consultando a obra de Ernesto Bozzano "Remontando às Origens".

Nós desconhecemos ainda os grandes poderes do Espírito e por isso nos tornamos cépticos diante de fatos dessa natureza, ou os alijamos para o sobrenatural e o milagre. O homem medíocre não quer fatigar o cérebro com coisas que lhe parecem de nenhum valor.

Mas o fato descrito nos Atos é autêntico; ele se tem reproduzido por muitas vezes, e quando um fato é observado por pessoas insuspeitas por mais de uma vez, é que ele está na ordem natural das coisas, que a nossa fraca inteligência não pode explicar.

São esses fenômenos muito interessantes e produzem quase sempre a conversão dos incrédulos, porque afetam os sentidos físicos e lhes tocam o cérebro aterrorizando-os e sensibilizam-lhes o coração.

Temos a prova nos Atos: o carcereiro que era materialista, regozijou-se por haver crido em Deus, perguntando logo a Paulo o que lhe era preciso fazer para se salvar. E não só fez o que o Apóstolo lhe recomendou, como também se esforçou, narrando o ocorrido à sua família, para que esta também cresse, o que aconteceu. E o carcereiro, como sua família, então novas criaturas, fizeram como o Samaritano da Parábola: lavaram as feridas que a pancadaria produziu nos Apóstolos e lhes deram de comer, aguardando a manhã, em que os lictores (segundo narram os versículos seguintes: 35 - 40) (Lictores: oficiais que acompanhavam os magistrados romanos, levando na mão um molho de varas e uma machadinha para as execuções da justiça), traziam ordem de soltura aos dois Apóstolos.

O carcereiro narrou a estes o ocorrido; eles ordenaram a soltura imediata dos dois. "Mas Paulo disse aos lictores: Açoitaram-nos publicamente sem sermos condenados, sendo nós romanos, e lançaram-nos na prisão e agora nos lançam fora secretamente? Pois não há de ser assim, mas venham eles mesmos e tirem-nos. Os lictores comunicaram isto aos pretores, e estes temeram ao saber que eram romanos e, vindo, procuraram conciliá-los; e tirando-os para fora, pediam-lhes que se retirassem da cidade. E eles, saindo da prisão, entraram na casa de Lídia e, vendo os irmãos, consolaram-nos e partiram."

O déspota é sempre covarde. Quando nada arranja pela força bruta, humilha-se, roga, pede, temendo as conseqüências de seus atos arbitrários. É assim que os pretores, ultrapassando os limites do seu poder, espancaram e prenderam dois cidadãos romanos, sem o saber, mas temendo o resultado de sua selvageria, caíram aos pés dos Apóstolos rogando-lhes que saíssem, porque senão eles responderiam pelo crime que cometeram.

Foi quando Paulo e Silas, após haverem consolado os irmãos, saíram para outras cidades.

Cairbar Schutel