Paulo no tribunal do procônsul de Acaia

Sendo Gálio procônsul de Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e, levando-o ao tribunal, disseram: Este persuade os homens a adotar a Deus de um modo contrário à Lei. Estando Paulo para falar, disse Gálio aos judeus: Se fosse, com efeito, alguma injustiça ou crime perverso, ó judeus, de razão seria atender-vos; mas se são questões de palavras, de nomes da vossa Lei, cuidai vós, lá disso; eu não quero ser juiz destas coisas. E fê-los sair do tribunal. Todos pegaram em Sóstenes, chefe da sinagoga, e o espancavam diante do tribunal, e Gálio não se importava com nenhuma dessas coisas. - Cap. XVIII, V. V. 12 - 17.

Era chegado o momento de Paulo deixar aquela cidade e passar adiante e o aviso de perseguição apressou a sua partida.

Não havia dito o Cristo Jesus, Mestre do Apóstolo e nosso: "Se vos perseguirem numa cidade, mudai-vos para outra: pois, na verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem"? (Mateus, Cap. X, v. 23).

Felizmente, porém, não puderam lançar mão de Paulo, pois Jesus lhe havia garantido que nada lhe sucederia, e embora no Tribunal, o procônsul, homem inteligente e que não apreciava os judeus turbulentos, ordenou-lhes que se retirassem, pois não queria ser juiz em questão de palavras, visto não ter Paulo cometido crime algum.

O infeliz Sóstenes, chefe da sinagoga, teve que suportar muitas pancadas, visto ser participante das idéias de Paulo.

Quanta luta, quanto sacrifício para se divulgar uma Idéia Nova que vem fazer progredir a Humanidade!

Os Apóstolos precisavam mesmo ser heróis, mais do que heróis, estarem em contínua relação com os Espíritos Chefes da grande Revolução e serem por eles protegidos, senão não teriam cumprido a sua missão.

Cairbar Schutel