Victor Ribas Carneiro

 

 

Guararema, Município de Castro, viu nascer Victor Ribas Carneiro, no dia 14 de maio de 1915, filho do casal João Brasiliano Carneiro e Maria de Jesus Carneiro. Os seus primeiros passos profissionais já indicavam sua vinculação com a palavra educativa. Em 1931 foi nomeado professor de escola isolada de sua terra natal, cargo que exerceu por mais de dez anos consecutivos.

Em 1949 concluiu o curso secundário no ginásio Regente Feijó, da cidade de Ponta Grossa, PR, na qual, desde 1944, vinha trabalhando como auxiliar de engenheiro do quadro do funcionalismo público estadual.Nesta cidade, fundou o jornal espírita "Voz da Espiritualidade", que circulou por cerca de cinco anos.

Em 1950, em decorrência do emprego que exercia, foi transferido para Curitiba, Capital do Estado, ocasião em que aproveitou para matricular-se no Curso Técnico de Contabilidade, concluindo-o em 1953. De 1954 a 1957, exerceu a função de redator do matutino "O Dia", deixando, neste ano, o jornal para ingressar na Faculdade de Direito de Curitiba, onde concluiu o curso em 1962. Dois anos após, isto é, em 1964, foi nomeado Procurador do Estado.

Em 1966, aposentou-se por haver completado o tempo de serviço regularmente, e, logo em seguida, dinâmico como sempre e sem perder o rumo da sua vinculação com a palavra educativa, cursou o magistério, registrando-se no Ministério da Educação e Cultura e passando a ministrar aulas no reconhecido Colégio Novo Ateneu, o que se deu por cerca de um ano, vindo a afastar-se da função por motivo de saúde.

Exerceu a direção do jornal "Mundo Espírita" um dos mais tradicionais periódicos do movimento espírita brasileiro por mais de 12 anos consecutivos, mantendo estreita relação com as atividades gerais da Federação Espírita do Paraná, através da qual publicou três livros: ABC do Espiritismo, já com 5 edições, o Espiritismo em Páginas Simples e Mensagens Versificadas. A propósito, em Mensagens Versificadas o autor relata as peripécias de sua transição do Catolicismo ao Protestantismo e, depois, para o Espiritismo.

Colaborou assiduamente, ainda, como articulista, em diversos jornais do País. Publicou também, alguns opúsculos espíritas, como o Espiritismo e Mediunismo. Como a querer demarcar o seu compromisso com a fidelidade doutrinária, Victor desencarnou no dia 18 de abril de 1991, data maior do Espiritismo.