NICOLAS CAMILLE FLAMMARION

Nicolas Camille Flammarion nasceu em 26 de fevereiro de 1842 e era filho de comerciantes, que moravam em Montigni-Le-Roi, na França. Por insistência dos pais, Flammarion era proibido de brincar com as crianças de seu bairro e foi direcionado aos estudos desde muiito pequeno. Aos seus 5 anos ele já sabia ler, escrever e iniciava seus estudos em Gramática e Aritmética. Aos 9 anos estudava Latim na cidade de Langres e já possuía uma biblioteca particular de 50 volumes.

Posteriormente, entrou numa escola católica, onde vislumbrou-se com a Astronomia, pois que o vigário Lassale lhe falava muito sobre a beleza da ciência e a grandeza da Astronomia, como também ensinava sobre a Oratória e o Novo Testamento.

Etienne Jules, pai de Flammarion, presenteou-lhe certa vez com um livro de Cosmografia que obtinha os sistemas de Ptolomeu, Copérnico e TychoBrahe, um livro que o ajudou muito em seus estudos.

Em 1856 a família Flammarion teve que se mudar para Paris, por enfrentar uma epidemia de cólera na cidade natal e também por dificuldades financeiras. O jovem Camille já com 14 anos começou então a trabalhar por 15 hooras como auxiliar de gravador e estudava aos domingos, freqüentando cursos gratuitos na Associação Politéccnica de Paris. Sua dedicação aos estudos era espantosa. Toda noite ele juntamente com uma pequena vela ao lado de sua cama no chão frio, lia e relia seus livros. No ano seguinte ele concluiu seu livro com 500 páginas e ilustrado com 150 desenhos; com o nome de Cosmogonia Universal: estudo do mundo primitivo.

Como pagamento, Camille recebia um lugar para dormir e comida. Além de comer mal e dormir numa cama muito dura, o trabalho como aprendiz de gravador era bastante rigido.

Na Escola de Monges de Saint Roch, Flammarion decidiu fundar a Academia da Juventude, com apenas 16 anos, proferindo palestra de abertura sobre A Maravilha da Natureza. Posteriormente, numa missa, Flammarion desmaia em frente a todos na Igreja; provavelmente em decorrência de tanta dedicação ao serviço e a má alimentação. Esse desmaio, no entanto, foi providencial, pois que o Dr. Edouvard Fomié ao visitá-lo em seus aposentos, encontrou alguns dos textos do livro ainda não publicado Cosmologia Universal. O Dr. Edouvard se surpreende com a capacidade do jovem Camille e lhe promete colocá-lo no Observatório Nacional como aprendiz de Astronomia.

No Observatório de Paris, o Diretor Leverrier recebeu Camille com muita desconfiança e também não aceitava o fato de que o menino de 16 anos possuia tantos conhecimentos e capacidade intelectual de grandes cientistas. A facilidade que tinha de escrever, a sua capacidade intelectual e todo seu conhecimento sobre Astronomia demonstram que realmente se tratava de um Espírito antigo com grandes conhecimentos e aprendizaados, voltado à uma missão aqui na Terra.

Em 1861 Camille descobre em uma livraria O Livro dos Espíritos. De pronto ele compra o livro e o devora. O Livro dos Espíritos colabora muito para o livro que ele já estava escrevendo intitulado A Pluralidade dos Mundos Habitados. Ele procura por Allan Kardec e acaba por conhecer a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Logo após, Kardec o convida a participar das reuniões mediúnicas , com o passar do tempo Camille desenvolve a sua pisicografia; recebendo mensagens do ilustre Galileu Galílei. Muitas destas mensagens estão postadas no livro A Gênese e são também comentadas por Allan Kardec nas edições da Revista Espírita.

Allan Kardec demonstra muita admiração pelo jovem Camille que, tendo um pouco mais que dezoito anos já colaborava com a Codificação Espírita e demonstrava grande ascensão espiritual e intelectual.

No decorrer dos anos, Camille foi se tornando um célebre cientista e muito conhecido em Paris e no mundo. Sua atividade junto ao Espiritismo foi até o fim de seus dias, proferindo palestras, programando Congressos. Foi ele quem fez também o lindo discurso de homenagem a Allan Kardec no dia do seu cepultamento.

Seus livros científicos: Pluralidade dos Mundos Habitados (1861), seguido-se Viagem extática às regiões lunares, Os mundos imaginários e os mundos reais (l865), As maravilhas celestes (obra popular de divulgação da astronomia), Estudos e leituras sobre astronomia (1867), Viagens aéreas (1867), Galerie Astronomique (1867), Contemplações científícas (coletânea de escritos publicados nas revistas Siecle, Magasín Pittoresque e Cosmos - I 870), A atmosfera (1871), Astronomia Popular (1880), O mundo antes da criação do homem (1885), Os cometas, as estrelas e os planetas (1886), Astronomia para amadores (1904) e Raio e trovão (1906) .

Seus livros espíritas comentados na Revista Espírita: A Pluralidade dos Mundos Habitados (1863), Os Espíritos e o Espiritismo (1860) Fontenelle e os Espíritos Batedores. (1864) Lúmen - relato Extraterrestre (1867). Lúmen. (1 867) Deus na Natureza. (1867) 0 Homem antes da História - Ancíanidade da Raça Humana. (1867) O Espiritismo e a Ciência. (1869).

Carlos Fernandes Jr.