COMO NÃO CONDENAREI

"Então, levantando-se Jesus, perguntou-lhe: Mulher, onde estão eles?
Ninguém te condenou? Respondeu ela: ninguém, Senhor!  (João, 8:1O e 11)

- Se me são atribuídas funções de julgamento perante a justiça humana, como não condenarei aqueles que transgridem os padrões de atitudes retilíneas e as leis terrenas que, embora imperfeitas e mutáveis, devem ser respeitadas?

Inegável a necessidade dos espíritos encarnados estabelecerem os padrões de segurança relativa da comunidade.

Irrefutável a afirmativa de que quem não respeita a liberdade alheia, não deve também merecê-la.

Mas, as leis criadas pelos homens são o reflexo deles mesmos e da altura intelectual, espiritual e sentimental em que se colocaram e, elas serão modificadas e melhoradas à medida que eles se modificarem e se melhorarem com vistas ao enquadramento mais perfeito nos moldes sublimados que o Senhor nos traçou.

Assim,

- ao condenares aquele que à tua frente se posta, não o faças com a frieza irrevogável das leis, como se o considerasses um espírito nascido do mal e para o mal,

- recorda-te sempre que todos foram criados pelo Pai Eterno, para viverem e praticarem o Bem ¨são espíritos temporariamente doentes na maldade e no erro, são alunos reincidentes na ignorância de qualquer lição mais elevada, são ovelhas tresmalhadas do aprisco do Divino Pastor.

Recorda-te e guarda a certeza de que dia virá em que as prisões, as penitenciárias e as casas de correção, serão escolas em que nossos companheiros de peregrinação terrestre, aprenderão a sair de seu endurecimento íntimo no erro e no crime, para buscarem novos caminhos no trabalho retificador e bendito a bem de todos.

Ottília (Espírito)