COMO RECUPERAREI

"Talvez por isso ele se apartasse de ti por algum tempo, para que tu o recuperasses para sempre." - (Filemon, 1: 1 5)

- Quando as circunstâncias da vida, contrariando meus ideais, me obrigam a me separar de algo ou de alguém que, por muito amado, passou a ser parte de mim mesmo, e se vejo correrem os dias e os anos, sem que eu os tenha novamente, como os recuperarei para sempre?

- Na transitoriedade de duração da matéria, o corpo nada mais é que um vestido para o espírito; a casa nada mais, que o abrigo contra as intempéries; o livro nada mais, que cofre para o tesouro das Idéias, dos conhecimentos e das conquistas mentais.

Na precariedade dos julgamentos na justiça humana, os criminosos não se diferenciam; os atos se padronizam pelos efeitos; os direitos se distribuem indebitamente pela conquista de valores externos e perecíveis.

Mas,

- para o plano das conquistas e realizações imortais;

- para o arrolamento dos valores íntimos e das posses verdadeiras;

- para a concessão de privilégios e direitos legítimos para o espírito,

- outras leis regerão os julgamentos em teu coração;

- outros conceitos pautarão tua compreensão; outros pesos e outras medidas usarás para aferir os valores de ganhos e perdas que a vida terrena te possibilita.

Assim pois,

- quando a dor te visitar o coração, pela perda de outro que ao teu ligaste, pelos mais santos laços do amor e da compreensão, do carinho e da amizade;

- quando a angústia nublar teus dias, pela probabilidade de perda daquilo que a tua mente idealizou, teu esforço conquistou e tuas mãos deram forma,

- lembra-te de que tudo e todos ao Senhor pertencem e que tudo e todos, perdidos para o teu coração aqui, serão recuperados em suas verdadeiras expressões, imateriais e eternas, nas claridades radiosas do porvir com Jesus Cristo.

Ottília (Espírito)