EVANGELHO MISERICORDIOSO

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho, para que todo aquele que nele crê,
não pereça, mas tenha a vida eterna. " (João, 3:16)

Jesus Cristo não desceu à Terra meramente para curar os males de alguns poucos paralíticos, cegos, leprosos e atormentados por Espíritos impuros. A finalidade maior de sua importante e gloriosa missão terrena foi de curar os alquebrantados da alma e de legar à Humanidade uma mensagem imorredoura e misericordiosa, com o objetivo básico de:

• Demonstrar a infinita justiça de Deus, que faz o sol brilhar para bons e para os maus, e a chuva beneficiar justos e injustos.

• Revelar que o Criador não quer que nenhuma de suas criaturas se perca nos desencontros da vida. O Pai não quer a destruição do ímpio, mas quer que ele se redima e viva.

• Fazer com que a Humanidade fique ciente de que o roteiro de todas as criaturas é regido por leis sábias e eternas.

• Avivar, na consciência dos que padecem, a certeza de que todos os sofrimentos são transitórios e são sempre o efeito de uma causa.

• Cientificar os homens de que a Justiça Divina é magnânima e que a cada um será dado, segundo as suas obras.

• Propiciar a todos a certeza de que o Pai quer que todos os seus filhos se aprimorem, tornando-se, um dia, através das reencarnações, seres puros, sábios e santificados.

• Atestar que Deus ama de tal maneira o mundo que enviou seu Filho amado, para ensinar aos homens o caminho mais reto para a conquista da redenção espiritual.

• Confirmar, nos corações dos homens, que todos se libertarão, dos preconceitos, das supertições e do obscurantismo, através do conhecimento da verdade.

• Proclamar, alto e bom som, que merecem a bem-aventurança dos pacificadores, os humildes e os pobres de Espírito.

• Dar a todos a certeza de que aqueles que aceitarem as recomendações contidas nos Evangelhos e as praticarem, ainda que estejam mortos, viverão, entendendo-se que mortos para as coisas de Deus são aqueles que não cumprem as sábias e misericordiosas leis que emanam do Pai Celestial.

• Destruir, na mente de todos, a crença de ser Deus um Pai parcial, unilateral, rancoroso e irado, segundo os ditames da lei antiga, substituindo-o pelo Deus de amor, de paz e de infinita misericórdia, nos moldes apresentados por Jesus Cristo.

• Extirpar do coração do homem os inconvenientes das adorações exteriores, do culto externo e da idolatria, mostrando a excelência da adoração de Deus em Espírito e Verdade.

• Demonstrar que o verdadeiro despertar, para a vida eterna, não é do corpo, nem da carne, mas do Espírito sábio e puro, firme no propósito de praticar o bem, e tão-somente o bem.

• Comprovar a existência de muitos mundos habitados, simbolizados nas muitas moradas da Casa do Pai.

• Asseverar que muito será perdoado àquele que muito ama assertiva que mereceu a comprovação do apóstolo, quando proclamou que o amor cobre a multidão de pecados.

• Enaltecer que Deus faculta aos pequeninos da Terra, a revelação de muitas verdades que são ocultas aos grandes, aos orgulhosos e aos prepotentes do mundo.

• Prometer que desfrutarão das benesses espirituais os que sofrerem com resignação os percalços e as tribulações da vida, as quais são oriundas das próprias transgressões cometidas contra as leis de Deus.

• Confidenciar que herdarão o Reino dos Céus, os que se tornarem simples como uma criança.

• Afirmar que procederemos bem, quando, em nossa vida, formos mansos como uma pomba e argutos como uma serpente.

• Recomendar que o nosso dizer na Terra seja sim, sim! não, não! Fugindo sempre das tentações, dos vícios e dos desregramentos de todos os matizes.

• Ensinar que as preces elevadas a Deus sejam concisas, singelas, sem arroubos de oratória, mas sejam pronunciadas com sinceridade, que realmente emanem dos corações.

• Aditar que a esmola seja dada de forma que nem a mão esquerda saiba o que faz a direita, devendo ser feita, ocultamente, e sem o ressoar de trombetas.

• Acrescentar que o amor deve sempre nortear os atos dos homens, para que Deus, vendo a pureza de suas intenções e a firme decisão de somente praticar o bem, derrame sobre eles messes de luzes espirituais.

• Prometer que alcançarão a redenção espiritual, os que forem aptos a carregar suas cruzes e seguir as pegadas de Jesus.

• Destruir na mente dos homens as crenças esdrúxulas sobre o pecado original e as penas eternas.

• Eliminar do seio da Humanidade a crença na existência de Inferno e Céu como lugares circunscritos para sofrimentos e gozo dos Espíritos, afastando dos homens a inverossímil teoria sobre a existência de demônios devotados eternamente à pratica do mal.

• Enfim, proclamar, alto e bom som, que Deus é Pai de justiça, de perdão, de bondade, de misericórdia, de eqüidade e de infinito amor. Um Deus uno, indivisível, Criador de todas as coisas, Senhor do Céu e da Terra.

Paulo A. Godoy