NA EXPERIÊNCIA DIÁRIA

"Isto vos mando, que vos ameis uns aos outros." - Jesus, (João, 15:17)

Sem compaixão o amor não entraria em parte alguma a fim de cumprir a divina missão que a sabedoria da vida lhe atribui.

É necessário, entretanto, que a compaixão desloque do ambiente dos que sofrem para atingir também o círculo dos que fazem os sofrimento.

Compadecer-te-ás dos que se afligem sob o guante da penúria; todavia pedirás igualmente a Deus ilumine quantos se apaixonaram pelo supérfluo esquecendo os que carecem do necessário.

Estenderás as socorredoras mãos que tombam sob os golpes da delinquência; no entanto solicitarás a misericórdia dos Céus a benefício dos que promovem o crime.

Desconhecendo quanto lhes custará em aflições e lágrimas a noite de reparação a que se largaram, desprevenidos.

Auxiliarás os espoliados que se viram desvalidos pela agressão moral de que foram vítimas; contudo exorarás o amparo do Senhor para quantos lhes armaram as ciladas de angústia, ignorando que articularam armadilhas de expiação contra si próprios.

Enxugarás o pranto de todos os que choram, sob a provação de todas as procedências, mas não te esquecerás de orar em auxílio dos que estabelecem o desequilíbrio dos outros.

Porquanto eles todos acabarão reconhecendo que unicamente acumularam perturbação e conflito em desfavor deles mesmos.

Em qualquer circunstância difícil compadece-te e serve sempre, recordando que todos somos espíritos eternos que colheremos, inevitavelmente, os resultados de nossas próprias obras.

E de que apenas o bem dissolve o mal, tanto quanto a treva tão-só se extingue ante as bênçãos da luz.

Emmanuel