COLÔNIA ESPIRITUAL
ALVORADA NOVA

INTRODUÇÃO

Allan Kardec afirma: "Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem nestes últimos a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.XIX, número 10).

Mais adiante, assevera o Codificador: "O Espiritismo, hoje, projeta luz sobre uma imensidade de pontos obscuros; não a lança, porém, inconsideradamente. Com admirável prudência se conduzem os Espíritos, ao darem suas instruções. Só gradual e sucessivamente consideram as diversas partes já conhecidas da Doutrina, deixando as outras partes para serem reveladas à medida que se for tornando oportuno fazê-las sair da obscuridade. Se houvessem apresentado completa desde o primeiro momento, somente a reduzido número de pessoas se teria ela mostrado acessível; houvera mesmo assustado as que não se achassem preparadas para recebê-la, do que resultaria ficar prejudicada a sua propagação. Se, pois, os Espíritos ainda não dizem tudo ostensivamente, não é porque haja na Doutrina mistérios em que só alguns privilegiados possam penetrar, nem porque eles coloquem a lâmpada debaixo do alqueire; é porque cada coisa tem que vir no momento oportuno. Eles dão a cada idéia tempo para amadurecer e propagar-se, antes que apresentem outra, e aos acontecimentos o de preparar a aceitação dessa outra" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIV, número 7).

Esta obra é uma iniciativa da Espiritualidade. Cairbar Schutel que, quando encarnado, representou a todos um exemplo de dedicação ao progresso dos homens, vencendo barreiras na sua própria evolução e logrando atingir uma reforma íntima consciente, no caminho da verdadeira fé raciocinada do Espiritismo, traz-nos a sua mensagem de amor, motivando-nos a valorizar a oportunidade da reencarnação.

Não desejam os Espíritos esclarecidos que os adoremos contemplativamente como divindades celestiais mas que os sintamos como companheiros de trabalho, ombro a ombro, na mesma tarefa de colaborar com Jesus para o adiantamento deste mundo e da Humanidade através da divulgação do Cristianismo, agora compreendido à luz da Doutrina Espírita, e da prática sincera e permanente dos seus ensinamentos.

Não sou o criador desta obra. Minha participação nela foi de organizador, tendo funcionado como autor material destas linhas, ocupando Cairbar Schutel o lugar de autor verdadeiro ou espiritual, quando, ao final de 1986, vários médiuns do Grupo Irmã Scheilla, do Lar Escola Cairbar Schutel, começaram a receber mensagens de Cairbar a respeito de uma cidade espiritual, sendo que ao mesmo tempo a vidência dos medianeiros teve acesso a imagens dessa colônia. A partir daí a união dos médiuns do Grupo teve um crescimento acentuado em torno da existência dessa comunidade espiritual e da sua ligação com o Lar Escola.

No início de 1987 várias mensagens foram recebidas por médiuns do Lar sobre tal organização da Espiritualidade Maior, até que uma delas, do próprio Cairbar Schutel, recomendou a formação de um grupo de trabalho, mencionando ainda quais dos integrantes do Grupo Irmã Scheilla deveriam fazer parte do agrupamento. Oito companheiros foram indicados e fui designado o seu coordenador.

Por consenso as reuniões tiveram início em 4 de março de 1987, primeiramente nas casas dos colegas do grupo de trabalho e posteriormente na sede do Lar Escola. Nas primeiras reuniões recebeu-se a orientação para denominar esse agrupamento como "Grupo de Estudos Cairbar Schutel". Houve também o esclarecimento de que a escolha dos oito médiuns que integrariam essa tarefa teve por base unicamente a sua disponibilidade de tempo e a afinidade espiritual com a tarefa.

Logo de início pudemos compreender dois dos três objetivos da formação do Grupo, os quais tiveram por finalidade estabelecer a adequada sintonia para o trabalho: o primeiro, aprofundamento do estudo doutrinário pertinente à mediunidade; o segundo, aprimoramento educativo das faculdades medianímicas, em exercitamentos variados; o terceiro, elaboração deste livro, veio mais tarde.

No aprofundamento do estudo doutrinário pertinente à mediunidade foi seguido o esquema adiante: leitura preparatória com capítulo do livro "Apostilas da Vida", de André Luiz e posteriormente "Conduta Espírita", do mesmo autor, antes de cada reunião. Estudo, na seqüência, dos livros "Mediunidade e Sintonia", de Emmanuel, "Evolução em Dois Mundos", "Mecanismos da Mediunidade" e "Nos Domínios da Mediunidade", todos de André Luiz.

O aprimoramento educativo das faculdades medianímicas seguiu o planejamento estabelecido pela Espiritualidade.

A compreensão do então objetivo principal do Grupo de Estudos - a preparação desta obra - foi brotando gradativamente no curso das reuniões programadas, até haver a revelação do nome da cidade espiritual e da sua coordenação geral por Cairbar Schutel, momentos de júbilo em nossas vidas.

Seguindo a orientação do Plano Espiritual, fizemos reuniões ordinárias semanais, sempre às quartas-feiras, com início às 20:00 horas e com duração mínima de quatro horas. Várias outras, extraordinárias, foram realizadas em dias e horários diversos para trabalhos variados. Tivemos no total 36 semanas divididas em 6 ciclos de 6 encontros regulares, tendo obedecido cada qual uma finalidade específica na parte da reunião subseqüente ao estudo das obras citadas. O primeiro visou harmonizar os médiuns entre si e discipliná-los para a tarefa. O segundo deu seqüência a esse treinamento de sintonia e preparação das faculdades mediúnicas. O terceiro teve o objetivo, por meio de desdobramentos, de coletar dados referentes à colônia espiritual Alvorada Nova: seus prédios, sua administração, suas paisagens, sua atividade, seu sistema de defesa e higienização, entre outros. Muitas psicografias e desenhos mediúnicos foram elaborados. O quarto ciclo foi o da sistematização: as informações colhidas compuseram os vários capítulos da obra de Cairbar Schutel. No quinto houve, em suas duas primeiras reuniões, a elaboração de outros desenhos que ilustram esta obra e, nas quatro seguintes, desdobramentos visando a obtenção de novos dados. O sexto e último teve por finalidade encartar as últimas informações recolhidas, selecionar os textos com as palavras de Allan Kardec, dar os retoques finais e proceder à redação final.

Após o término desses ciclos, a obra "Alvorada Nova" estava concluída e todos os médiuns que foram, passo a passo, orientados pelo Plano Espiritual ficaram surpresos e felizes com o resultado.

A árvore foi o símbolo que orientou o desenvolvimento da obra: a semente lançada e germinada representando o passado; o seu cultivador, as suas raízes e a sua descrição representando o presente; a sua sobrevivência à espera da Humanidade representando o futuro.

Todas as linhas foram idealizadas por Cairbar Schutel, em inúmeras mensagens descritas ou psicografadas pelos médiuns e organizadas por mim. A idéia de nosso mentor amigo consubstanciou-se em fornecer um trabalho esclarecedor composto por três elementos fundamentais: a progressão dos seres na escala evolutiva, a integração dos dois planos da vida e a reencarnação. Para tanto, utilizou-se da descrição e do funcionamento da colônia espiritual que dirige como esteio para a obra. Em seguida teve por objetivo traçar um paralelo comparativo, explicando a interligação entre a cidade espiritual e suas extensões materializadas na crosta terrestre. Mas não era suficiente. Pretendeu ainda evidenciar, sempre com exemplos reais, a possibilidade que todos temos de assimilar o nosso papel neste plano da vida, realçando a reencarnação como sendo o meio natural da evolução dos seres, merecendo ser vivida sem desperdício ou descrédito. Utilizou-me então como ilustração: um dia trilhara eu caminhos opostos aos que procuro seguir nos dias de hoje, tendo a Doutrina Espírita descortinado aos meus olhos uma senda de luz que desvendou a razão da minha existência e a importância da oportunidade que todos possuímos através da reencarnação.

Tais linhas narrativas tiveram por fim evidenciar a trajetória de um encarnado como outro qualquer, que não é um privilegiado pela Espiritualidade, mas uma pessoa que como tantas não tinha conhecimento algum do plano espiritual e que em determinado momento de sua vida acabou encontrando o seu caminho e a sua ligação com os amigos invisíveis.

Essa sucinta biografia, longe de pretender destacar qualquer mérito do autor material, lançada nos dois primeiros capítulos e a descrição do Lar-Escola colocada nos dois outros visaram unicamente evidenciar a união que existe entre o plano físico e o plano espiritual, vindo esta desabrochar nos capítulos V a XVIII sobre Alvorada Nova. Nos capítulos XIX e XX o autor espiritual envia sua mensagem fazendo uso dos exemplos verídicos de todos os capítulos precedentes, enfatizando que para a evolução no plano físico necessita-se de um trabalho prático e palpável a favor da caridade, seja ele qual for.

Não há parâmetro a ser fixado nem exemplos que devam ser seguidos necessariamente no tocante ao que consta dos quatro primeiros capítulos desta obra, mas somente a comprovação de que o Plano Maior exerce diuturnamente a fiscalização das nossas atividades, certas ou erradas, e busca sempre influenciar para o bem nossas vidas e nossas missões.

Alvorada Nova, como evidenciarei em capítulos vindouros, liga-se ao Lar Escola Cairbar Schutel, que reúne inúmeros encarnados, entre os quais me encontro. E, da mesma forma, a Cidade Espiritual de Cairbar prende-se a centenas de outras obras e encarnados pelo mundo a fora. Na mesma proporção, outras colônias espirituais vinculam-se a milhares de outras instituições, de qualquer ideologia, desde que ligadas à caridade, por todo o planeta.

Vê-se, pois, que este livro é um trabalho de conjunto entre trabalhadores dos dois planos existenciais e visa contribuir de alguma forma para o bem do próximo. Tem por alicerce o estudo, por meio a educação e a valorização dos potenciais mediúnicos e, por fim, levar ao leitor a mensagem de Cairbar Schutel: otimismo e trabalho.

Muitos foram os percalços encontrados na trajetória destes escritos. A vivência de cada ciclo foi um exercício de vencer barreiras. A finalização do livro, com o seu texto, a sua capa e as suas ilustrações, a conquista derradeira.

Nada disso teria sido possível se não tivesse havido a movimentação e o trabalho de muitos, pois, se oito integrantes constituíram a equipe material, incontáveis foram os trabalhadores espirituais desta obra distribuídos em várias funções.

Esta, como dissemos, não é uma obra psicografada integralmente. É fruto do trabalho conjunto de encarnados e desencarnados. Por essa ocasião, Cairbar transmitiu-nos alguns aspectos que compõem a estrutura da colônia Alvorada Nova, alertando-nos que outras descrições viriam posteriormente, conforme o Grupo de Estudos progredisse em seus trabalhos que deveriam prosseguir. Nesses anos de atividade ininterrupta, no mesmo esquema já mencionado, porém com outra estrutura, outras obras estão sendo construídas, passo a passo, desenvolvendo outros assuntos, sob temas diversos, de acordo com orientação do Plano Espiritual.

Assim, nessa trilha de atividades, pudemos colher outras informações acerca de Alvorada Nova que foram introduzidas nesta obra, a fim de acrescentar o seu conteúdo, conforme orientação de Cairbar.

O autor espiritual, por sua vez, deixou expresso, em várias reuniões mediúnicas do Grupo de Estudos, que a coleta de dados e porventura revelações irá continuar. Entretanto, cada desvendar do plano espiritual será feito no momento considerado pelo Alto propício e oportuno, sendo que o nosso trabalho deverá seguir seu rumo aguardando tais complementos e esclarecimentos.

Esta obra, portanto, não esgota, em absoluto, os temas referentes a Alvorada Nova.

Meus agradecimentos aos companheiros encarnados que, com dedicação, amor e fé, apoiaram-me no cumprimento desta tarefa designada por Cairbar.

Meu reconhecimento às equipes espirituais cuja permanente ajuda, orientação e ânimo nos possibilitaram concluir este trabalho.

Minha gratidão a Jesus por poder, embora singelamente, colaborar com a divulgação de informações da Espiritualidade que visam o esclarecimento espiritual progressivo das criaturas nas pegadas do gigantesco trabalho realizado, em Seu nome, pelo insigne codificador Allan Kardec.

Médium Abel Glaser
Espírito Cairbar Schutel
(Diretor espiritual da Colônia)

A SEMENTE FOI LANÇADA
A GERMINAÇÃO
OS CUIDADOS COM A JOVEM PLANTA
O CULTIVADOR
A INTEGRAÇÃO ESPIRITUAL
AS RAÍZES ANÔNIMAS SUSTENTANDO
A EXUBERANTE COPA
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
I - A CASA DE REPOUSO
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
II - O PRÉDIO CENTRAL
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
III - NÚCLEOS DE DESENVOLVIMENTO
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
IV - COORDENADORIAS ESPECIALIZADAS
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
V - UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
VI - CASA DA CRIANÇA
A DESCRIÇÃO DE NOSSA ÁRVORE
VII - PRAÇA CENTRAL
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VIII - TORRES DE DEFESA E HIGIENIZAÇÃO
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IX - BOSQUE DA NATUREZA DIVINA
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X - RECANTO DA PAZ
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XI - SETORES HABITACIONAIS
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XII - CENTRO DE APRENDIZADO DA LUZ DIVINA
A SOBREVIVÊNCIA DA ÁRVORE
A FRONDOSA ÁRVORE À ESPERA DA HUMANIDADE
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