INSTITUTO DE CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL

Analisando nossa Casa Espiritual, do Espaço, veremos que é diferente do modo como temos tido conhecimento. Por exemplo, no Rio de Janeiro, "Nosso Lar" tem a forma de uma estrela; aqui, em São Paulo, "O Instituto de Confraternização", do Espaço, tem a forma de uma cruz e é bem mais extensa.

Se pegarmos um mapa da cidade de São Paulo e traçarmos uma linha, ligando a região de Santo Amaro à de Vila Maria, e outra, ligando a região de São Caetano à da Freguesia do O, teremos uma idéia da cruz que a Cidade Espiritual de São Paulo forma.

Indo para o Centro, na parte em que estão situados os Bairros da Liberdade e Bela Vista; e é o Bairro da Bela Vista que mais interessamos conhecer, pois ai é que fica o Edifício do "Instituto de Confraternização Universal", corno Centro da organização espiritual de São Paulo, localizado no Espaço.

Em sequência, ao lado direito desse Edifício, está o Departamento de Atendimento e Seleção. Ali são recebidos todos aqueles que desencarnam nos Centros Espíritas e, principalmente, os companheiros ligados às Casas Espíritas, ou que, de alguma forma, trabalham no setor de ajuda ao próximo.

Como ocorre na Federação Espírita do Estado de São Paulo e em todos os Centros Espíritas, também no plano espiritual existem as criaturas incumbidas do atendimento e encaminhamento aos que desencarnam; são equipes especializadas, criaturas devidamente preparadas, para socorrerem e encaminharem os casos de emergência.

Verificamos uma grande harmonia entre as diversas equipes; cada qual possui o seu responsável, e todos trabalhando juntos para o bem comum; respeitando-se entre si e procurando, através de troca de informações, dar o melhor acolhimento aos assistidos, para que se recuperem e se tornem, de pronto, aprendizes, a fim de aumentar o número de trabalhadores.

Nesse aspecto, procurando acompanhar os braços dessa cruz, vamos verificar que, em todo o trajeto espiritual, encontram-se Escolas de Aprendizes do Evangelho; na verdade, onde houver um aprendiz, haverá, um Servidor em potencial.

O que observamos, também, é que o Benfeitor incumbido da direção do trabalho dá, frequentemente, o exemplo de humildade, ministrando, ele mesmo, o medicamento adequado aos assistidos espirituais, como ainda ajudando a levantar alguém com dificuldade de locomoção.

Nesse sentido, o mundo em geral está preocupado com a criança; vamos, então, verificar como é feito esse atendimento. Sabe-se que toda criança tem um acompanhamento espiritual até determinada idade; é natural, portanto, que, nos casos de uma programação evolutiva com uma experiência mais ou menos curta na Terra, na hora da desencarnação e seja devidamente assistida.

O que nos chamou a atenção para esse fato foi a admiração de André Luiz, transmitida em seus livros "Obreiros da Vida Eterna" e no "Mundo Maior", ao nos dizer que nunca encontrava crianças no Umbral ou Zonas de sofrimento, contudo, em sua obra "Entre o Céu e a Terra" nos mostra o socorro prestado a Júlio (espírito infantil).

Pesquisando, fomos encontrar, aqui, em São Paulo, situada no Bairro de Vila Formosa, a "Casa Anália Franco". Quem tem a oportunidade de verificar a "Casa" na sua construção espiritual constata que a edificação terrena, embora com alguma semelhança, é bem menor.

No Espaço, a "Casa Anália Franco" possui imensos jardins que nunca estão desertos, porque as crianças recebem as lições em plena natureza.

A equipe dos Espíritos pequeninos, que conhece todos os segredos da floração e da frutificação, procura fazer com que as crianças se recuperem, mostrando-lhes todas as transformações naturais da semente em folhas, das folhas em flores e das flores em frutos; essa equipe ensina, ainda, às crianças que, à medida que aprendem a respeitar a natureza, estão fazendo crescer, dentro delas, o amor a Deus, tornando-se, através da transformação para o Bem, criaturas dignas do Criador; esse crescimento, a partir daí, se faz benéfico não só para elas mesmas, como também para a Humanidade.

Com os Espíritos pequeninos aprendemos que todo o exemplo de fraternidade, humildade e amor que oferecemos a uma criança é a mais segura contribuição para que o nosso Brasil se transforme realmente em "Coração do Mundo, Pátria do Evangelho".

VISITA AO DEPARTAMENTO JUVENIL DO INSTITUTO DE CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL

Busquemos a Luz, e a Luz virá ao nosso encontro, porque, se estivermos com os pensamentos luminosos, atrairemos para nós as luzes de outros pensamentos e o amor de outros corações.

E é multiplicando o amor de muitos corações e a luz de muitos pensamentos, que os Espíritos construtores edificam as mais radiosas moradas no Plano Maior da Vida.
Como é que nós, pobres transeuntes terrestres, podemos fazer contato com essas Rútilas Moradas?
— Sublimando as nossas idéias. Assim, conseguiremos tornar possível os grandes ideais.

Dignifiquemos as nossas vidas, a fim de que, ganhando autoridade sobre o nosso corpo material, levados pelo nosso grande amor à Humanidade, nossa alma possa encontrar-se com os Seres Superiores, que, num gesto humilde e fraternal, vêm ao nosso encontro, tornando possível uma viagem além da parte concreta e visivelmente material que nos rodeia.

Como conseguiremos visitar grandes alturas espirituais com a nossa pequenez?
Só mesmo prestando serviços aos que necessitam, mereceremos a oportunidade dessa visita.

E, dessa forma, é que fomos com um grupo de companheiros, que se fizeram leais discípulos da Fraternidade, conhecer o Departamento Juvenil do Instituto de Confraternização Universal.

Fica esse Departamento no terceiro plano; ali encontramos, à volta de uma enorme praça ajardinada, cinco grandes Edifícios de paredes luminosamente coloridas, e, segundo nos informou o Instrutor, foram edificados com a "matéria mental" dos nossos Bandeirantes, que, levando para os Mundos Maiores seus sonhos preciosos, plasmaram esses Edifícios cristalinos e coloridos.

O primeiro prédio a ser visitado foi o Albergue-Hospital, onde tudo é branco e verde; as paredes, por dentro, também parecem cristais de uma luminosidade profunda.

Ao entrarmos nesse local, foi-nos permitido acompanhar um jovem que chegava trazendo no Perispirito as marcas da violência, que o separou do corpo; tivemos, então, a primeira surpresa; ninguém perguntou "como foi". Apenas assinalaram o nome do rapaz e entraram em contato com a Entidade protetora que o acompanhava.

De pronto, o jovem foi levado para um quarto, onde enfermeiros responsáveis envolveram o ferimento em fluidos anestesiantes e reparadores.

A Entidade que o acompanhava prestou esclarecimentos quanto à responsabilidade do rápido atendimento, expondo os dados de familiares residentes na Colônia, os quais, por já estarem prestando serviços naquele local, estariam aptos à preparação do despertar do enfermo e a cuidar da sua recuperação.

Ali não existem enfermarias, apenas quartos muito amplos, nos quais os jovens são atendidos individualmente.
Notamos, ainda, as camas com lençóis de linho branco e detalhes verdes.
Perguntamos ao orientador o porquê de todas as casas socorristas, que temos visitado, serem ornamentadas, serem decoradas com detalhes verdes.

Recebemos o esclarecimento de que, sendo as cores da natureza essencialmente verdes, essa cor possui qualidades tranquilizantes, anti-sépticas e curativas, além de despertar nos corações a esperança de uma pronta recuperação.

Em seguida, descemos aos jardins, passando por umas cabines que, através de algo, como que um banho eletromagnético, fizeram diminuir a nossa preocupação com aquilo que é material, despertando a nossa sensibilidade, para observarmos, mais de perto, a espiritualidade do ambiente, fazendo-nos ouvir o som das cores e fazendo-nos ver a cor dos sons, principalmente as cores e sons emitidos pela natureza.

Tínhamos a impressão de que as flores nos sorriam ao oferecer-nos seus perfumes.
Caminhando pela praça, fomos convidados a conhecer o segundo Pavilhão, conhecido como Pavilhão-Escola.

Nesse local, as paredes eram rosadas e as salas arredondadas, tendo, no centro, um grande globo transparente, no qual os Instrutores tornavam visíveis panoramas que precisavam ser conhecidos. Em outras salas, faziam aparecer órgãos danificados, para que os alunos exercitassem o pensamento, procurando restaurá-los.

Ainda nesse Pavilhão, fomos levados a conhecer a sala, onde os estudantes aprendiam a orar, desligando-se dos anseios e saudades do passado. Para conhecerem a profundidade do verbo religar, buscavam aprender como deveriam projetar-se nos planos purificados do Espírito, a fim de se religarem às Fontes da Eterna Sabedoria, Sabedoria esta que só conseguiriam amealhar no íntimo das suas almas, à medida que fossem multiplicando a capacidade de amar.

Continuamos nosso reconhecimento novamente atravessando os jardins da praça; entramos, então, num jardim diferente, onde as flores tinham maior transparência e luminosidade; passamos por uma porta transparente e azul, encontrando-nos em um enorme salão, semelhante àquele que visitáramos no Instituto, o qual, também, era reservado às orações.

Para penetrarmos nesses salões exclusivamente destinados à oração, precisamos de nos despojar de todos os nossos mesquinhos interesses, para, tão-somente, nos preocuparmos em fazer contato com as Entidades altamente espiritualizadas, oferecendo todas as nossas possibilidades vibratórias, a fim de que as Fraternidades pudessem trabalhar no restabelecimento da paz em nosso Planeta.

Depois de termos feito o Ofertório, saímos do Templo; o ar purificado do ambiente, junto à nossa integração com a Espiritualidade, fez com que as flores nos parecessem mais belas e as estrelas mais brilhantes; voltamos os nossos pensamentos de glorificação ao Senhor da Vida, que nos oferta tão grandes oportunidades de aprendizado, a fim de que reconheçamos todos os homens como Filhos de Deus e, comportando-nos como irmãos, possamos dar felicidade uns aos outros.

OS SINTOMAS DA ALMA

Como filhos de Deus, herdamos dele a capacidade de criar com nossa própria mente, desenvolvendo e alimentando essas criações.
E, à proporção que vamos conhecendo a grandeza do Senhor da Vida, mais cresce a nossa vontade de aprender a servir melhor.

Assim é que, ainda, fomos conhecer outro Pavilhão, cujas paredes, transparentes e prateadas, abrigam os seres, que, por terem sofrido choques violentos, ou porque guardaram na própria mente os resíduos da doença, chegam feridos e fracos.

Esse Pavilhão é uma verdadeira UTI, pois ali encontramos Perispíritos sangrando ou mutilados, os quais as Entidades, especializadas em recuperação desse gênero, ao mesmo tempo em que cuidam dos ferimentos com gazes e anestésicos procuram reeducar a mente desses seres, a fim de que todos eles, refazendo-se das suas dificuldades, possam voltar à normalidade.

Nesse local, tivemos a oportunidade de conhecer vírus que são desconhecidos na Terra, porque são criações de mentes doentias e temerosas.

Ao termos noção da causa de tanto sofrimento, desejamos saber como teriam sido descobertos os novos métodos de cura, ali programados.

Os Guias Espirituais que nos instruíam pediram que usássemos toda a nossa capacidade de observação, a fim de acompanharmos delicada intervenção que seria feita em uma jovem, vítima de uma violência tão grande que, mesmo depois de alguns dias de desencarnada, ainda se convulsionava em gritos desesperadores.

Entidades especializadas, trazendo vasos translúcidos, separaram uma pequena porção de matéria áurica; pudemos, então, acompanhar essas Entidades a outro Pavilhão, no qual as paredes pareciam feitas de preciosos topázios. Nesse recinto, Inteligências privilegiadas, com aparelhos luminosos, procuravam analisar o material, que foi submetido a exame rigoroso, até que encontraram vários corpúsculos escuros.

Estudando a existência desses corpúsculos e procurando conhecer a sua origem, as Entidades descobriram que eles haviam sido criados pelos pensamentos do medo e da desesperação.

Aprendemos, ainda, a verificar o contágio desses vírus, através do encontro dos pensamentos, pois a desencarnada enviava seus medos aos encarnados, que se ligavam a ela pela angústia.

Essa doente ficou isolada, para ser submetida a uma espécie de tratamento, que seria feito, através de projeções luminosas especializadas, as quais, penetrando a aura, conseguiam transformar os corpúsculos em energias curativas, isto porque a impregnação dessas luzes iam desintegrando a sombra.

É importante que saibamos como transformar o medo em segurança, transmitindo vibrações de amor, que fazem desaparecer a angústia e o desespero.

Se soubéssemos a quantidade enorme de corpúsculos virulentos que expelimos, através de pensamentos malsãos ou de palavras imprevidentes, teríamos mais cuidado na nossa reeducação mental.

A vida e as experiências espirituais podem carecer de particularidades, porém discípulo nenhum pode exercer absoluta autoridade descritiva sobre um assunto tão transcendental, sofrendo, ainda, as limitações próprias do seu estado evolutivo; no entanto, o que nos deslumbra é verificarmos a Sublime Bondade do Criador, que oferece às suas criaturas as mais diversas moradas e os mais avançados estudos, para que todos nós possamos exercitar o amor ao próximo.

Martha G. Thomaz