IRMÃOS DE SATURNO

A primeira vista, parece-nos extraterrestres; na verdade, todos aqueles que vivem fora do veículo carnal são extraterrestres.
Os que têm "olhos de ver", se olharem para o espaço, à noite, terão visões extraordinárias. Por exemplo, quando os Instrutores trazem à Terra grupos de estudantes para o aprendizado da comunicação, colocam esses discípulos juntos e fazem à volta deles um grande círculo.

A luminosidade das suas auras protetoras, unidas, vistas de longe, parece-nos uma imensa e luminosa nave; daí, ter aparecido um livro, onde um jovem nos fala dos "Astronautas de Jesus".

Isto, porém, não quer dizer que não sejamos visitados por seres extraplanetários, em diferentes épocas. Vejamos o Grupo dos Irmãos de Saturno. Estamos na era em que as criaturas, que erraram outrora, procuram ressarcir os seus débitos, através de um trabalho construtivo. Assim, fazendo parte de grupos que não deixaram boas ações praticadas na Terra, esses Espíritos procuram dar bons e diferentes exemplos, para que seja esquecido o mal que fizeram.

Desse modo, utilizando a mesma denominação do pretérito procuram agir de forma a dignificar essa denominação. O que ou quem são, finalmente, os Irmãos de Saturno? — Espíritos altamente dotados de inteligência. Engamados em uma época em que os governos da Terra estavam das mãos de criaturas medíocres, para esquecer a miséria do povo eles se entregavam às grandes Saturnais "Antigas festas em honra ao deus Saturno." (Dicionário Aurélio.)

Essas criaturas (como os antigos alquimistas) comparavam as pessoas com o chumbo que precisa do fogo para ser derretido. Porém, ao chegarem ao plano espiritual, observaram que, em vez de se derreterem, os seus pensamentos estavam mais lúcidos. Propuseram-se, desde então, a trabalhar para a melhoria da Terra.

Inteligências extraordinárias, começaram a ocupar-se com o eletromagnetismo, criando aparelhos e até mesmo cabines, para auxiliarem a purificação mental daqueles que, chegando às novas Colônias imbuídos de enorme Boa Vontade, se dispusessem à colaboração fraterna.

Na Colônia dos jovens encontramos essas cabines construídas com material supersensível, porém altamente purificador, onde os seres se preparam, ora para refazimento, ora para exames espirituais.

Essas inteligências atuam, sobremaneira, nos grupos jovens que, ansiosos por ajudar, dedicam-se às pesquisas eletrônicas, a fim de colocarem a Ciência e a Natureza a serviço da evolução espiritual.

Na Terra, os homens criam máquinas que destroem. No Espaço, esses Espíritos constróem aparelhos que fazem com que os seres espirituais possam, analisando-se a si mesmos, procurar o método, a maneira mais rápida da própria recuperação.

São, ainda, da criação desse Grupo os aparelhos ultra-sensíveis, usados para filmar pensamentos e reações daqueles que, trabalhando com as fraternidades nas Casa Espíritas, estão sempre sendo alvo de atenção, para que se tornem elementos positivos nas transformações do Planeta.

São microfilmadores que gravam as mais delicadas reações mentais e emocionais, para que não faltem o apoio e a atenção para a nossa melhoria.

Os Irmãos de Saturno recebem, também através de aparelhos especiais, orientação de seres extraplanetários, interessados em que o Universo se torne realmente uma escola, mesmo usando corpos de diferentes apresentações, porque cada plano se mostra com a forma capaz de não quebrar a sintonia do ambiente.

Assim, os homens podem observar os seres, tendo estes a forma adequada ao ambiente, onde os homens estiverem; mas, enquanto não atingirem a sensibilidade ou a sutileza necessária para enxergarem as formas mais delicadas, estas não ficarão ao alcance do homem.

Nesse sentido, como se sentiria deslocado um selvagem em um salão aristocrático, assim também nos sentiríamos em um ambiente espiritualizado, porque as nossas vibrações cheias de indagações personalizadas não compreenderiam as mentalizações, amorosamente fraternais, desses seres, que, por já terem passado pela Terra, compreendem as nossas dificuldades e aguardam, pacientemente, que aprendamos a valorizar o que realmente o Mestre Nazareno nos quis dizer:

"Ama o teu próximo como a ti mesmo."

Martha G. Thomaz