ATÉ E DEPOIS

Frequentemente, na Terra, declaramos sofrer:
- assédio de tentações;
- cansaço da vida;
- impaciência contínua;
- desânimo sistemático;
- acessos de cólera;
- crises de tédio;
- ingratidão de amigos;
- inaptidão ao serviço;
- isolamento doméstico;
- ostracismo social;
- desolação interior;
- incerteza de rumo.

Isso é perfeitamente compreensível até a ocasião em que somos felicitados pelo conhecimento espírita; depois do conhecimento espírita, entretanto, qualquer alegação dessa natureza denota algo errado em nós, reclamando a retificação necessária.

Um professor interpreta a lição para que o aluno se liberte da ignorância.

Um médico interpreta as informções de laboratório para restabelecer o doente.

Assim também, a Doutrina Espírita interpreta o Evangelho de Jesus, através de Allan Kardec, para que venhamos a entrar na vivência da Religião do Cristo, que é a Religião do Universo.

Para todos nós, os espíritas desencarnados, que não tivemos a felicidade de renascer em berço espírita, com a noção mais ampla de nossas responsabilidades e obrigações adquiridas mais cedo, a reencarnação na Terra se divide em dois quadros distintos para julgamento diverso: o que éramos e fazíamos, antes do conhecimento espírita, e o que passamos a ser e fazer depois dele.

Albino Teixeira