CAMINHO ESPÍRITA

Há caminhos, os mais diversos, tanto quanto existem princípios religiosos, os mais diferentes.

E se as estradas, sejam quais sejam, expressam-se por vias de comunicação, no plano físico, as religiões de qualquer procedência, são vias de intercâmbio, no reino da alma.

Fácil verificar que se temos caminhos agrestes, nas vastidões do campo, surpreendemos religiões primitivas em paragens remotas da Terra; se contamos com estradas particulares, unicamente abertas aos que jazem segregados no critério de elite, identificamos sistemas de fé somente acessíveis aos que, se comprazem na idéia exclusivista do previlégio.

Se dispomos de trilhas improvisadas, absolutamente distantes de qualquer sentido de estabilidade ou de ordem, valendo por estreitos esboços de rodovias futuras, encontramos veredas religiosas, fundamentalmente presas à interpretação individual, carecentes de organização e de lógica, simbolizando simples esforços isolados que servirão, de algum modo, à consolidação da verdade no porvir.

Recorremos a semelhantes imagens para definir a
Doutrina Espírita, como sendo atualmente a avenida segura de nossos interesses imperecíveis, — lembrando rodovia legalmente constituída ante os Poderes Superiores da Vida —, administrada à luz dos códigos de trânsito, formados na base da justiça igual para a comunidade dos viajantes.

Nela, a Doutrina Espírita, que revive os ensinamentos do Cristo de Deus, possuímos a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, cujas diretrizes funcionam na consciência de cada um, com amparo e orientação para todos e sem favoritismo ou exclusão para ninguém, tão válidos na Terra, quanto em qualquer outro Lar Planetário da imensa família cósmica.

Os companheiros desencarnados, reunem lembretes como sinais de proveito à vossa jornada, através do reino interior da alma, onde, tantas vezes, nos inquietamos, à frente de problemas e desafios, quais encruzilhadas e nevoeiros, induzindo-nos à dificuldades ou à indecisão.

Estudemo-lo, juntos, nos minutos que nos sobrem, entre os afazeres cotidianos, — passos obrigatórios e rápidos a que somos levados na trilha do tempo, — e compreenderemos que o caminho espírita é a estrada real da criatura com todas as indicações exatas para a viagem de nosso aperfeiçoamento e libertação.


EMMANUEL
Uberaba, 2 de Janeiro de 1967.