27 - PERANTE A MEDIUNIDADE

Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os fatos mediúnicos como extraordinários ou místicos. O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro.

Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence. Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.

Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade. Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as experiências e as provas que lhes cabem.

Por nenhuma razão elogia o medianeiro pelos resultados obtidos através dele, lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear. Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade acima dos eventos efêmeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais e religiosos da Terra. A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo. Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes receptivos. Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.

Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo companheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos cimos da vida.

Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em espiritualidade.

"E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne." - (Atos, 2:17)

André Luiz