LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

A criatura terrestre pode realmente:

- aproveitar-se de leis que não subscreve;

- manobrar vantagens que não conquista;

- cruzar caminhos que não talha;

- habitar a casa que não levanta;

- comer o pão que não produz;

- trajar o fio que não tece;

- ampliar processos de reconforto que não inventa;

- colaborar na execução de programas que não planeia;

- utilizar veículos que não fabrica;

- medicar-se com elementos que desconhece...

Todas essas operações consegue a pessoa humana efetuar, ignorando, muitas vezes, onde o bem, onde o mal, onde a sombra, onde a luz.

Devemos convencer-nos, no entanto, de que, para
libertar-se, efetivamente, diante da vida, a criatura terrestre há de raciocinar com a própria cabeça.

Ninguém pode viver a toda hora, com discernimento emprestado.

É por isso que somos chamados, na Doutrina Espírita, a estudar instruindo-nos, e, pela mesma razão, advertiu-nos Jesus de que apenas o conhecimento da verdade nos fará livres.

Se aspiramos, assim, à conquista da emancipação espiritual para a imortalidade, é forçoso que cada um de nós desenvolva, com esforço próprio, as sementes da verdade que traz consigo.

ALBINO TEIXEIRA