CAPÍTULO 10

CAPÍTULO 10

Salomão e Oscar estavam dando duro no trabalho quando avistaram Olivia chegando para avisá-los de que o almoço, enfim, estava pronto.

— Pai, o senhor sabe que eu detesto fofoca, mas o almoço atrasou porque chegou uma visitinha la' em casa e atrapalhou o trabalho da Laura, que hoje era a responsável pela cozinha — informou Olivia, salivando veneno.

— E quem foi o vagabundo que achou de fazer visita no meio da semana e em pleno horário de trabalho? — interveio Oscar, irritado.

— Foi o Eduardo, filho do seu Juca, que voltou da cidade atrás da Laura.

— O que o filho do macumbeiro queria? — indagou Salomão, incomodado.

— Escutei ele dizendo para a Laura que so' voltou porque não conseguia mais viver longe da alma gêmea dele, a Laura, o seu amor de infância.

— E onde estava a sua mãe, que não colocou aquele traste para correr da porta de nossa casa? — perguntou Salomão, bufando de raiva.

— A mamãe não viu nada do que aconteceu, pai.

— Como não viu nada, se a obrigação dela como mãe e' zelar pela honra das filhas? Onde estava a Alzira quando isso aconteceu? — questionou Salomão.

— A mamãe estava no quintal quando chegou alguém chamando na porta. A Laura foi atender e, ao reencontrar o seu principe encantado, se esqueceu de suas obrigações e ficou batendo papo na porta de casa feito uma rapariga desocupada.

Então, fui atrás para saber quem era a visita e, para minha surpresa, encontrei os dois pombinhos dando gargalhadas escandalosas.

Furioso, Salomão imediatamente seguiu para casa determinado a dar uma bronca na esposa por sua falta de atenção para com a honra da filha.

Oscar tentou acalmar o pai, contudo, Salomão estava dominado pela raiva. Olivia maldosamente sabia como provocar ódio no pai, fazendo com que ele se comportasse exatamente como ela queria que agisse: agressivamente.

Quando Alzira viu o esposo entrar com cara de bravo, pensou: "Mais uma batalha que terei de enfrentar".

Revoltado, Salomão interrogou a esposa:

— O que aconteceu aqui na minha ausência, Alzira?

— Não aconteceu nada, Salomão.

— Cadê a Laura?

— Ela não estava se sentindo bem e foi descansar um pouco.

— E voce acha que eu vou acreditar nessa mentira?

— Então va' ate' o quarto dela e confira — disse Alzira, olhando irada para Olivia.

A filha caçula, satisfeita com a confusão, baixou a cabeça para que a mãe nao visse seu rosto corado de prazer por mais uma vez vingar-se dela e da irmã, que a tinham rejeitado desde pequena, sabe Deus por qual motivo.

No quarto, Laura rezava, pedindo a intercessão dos amigos espirituais. Enquanto isso, Salomão queria explicações da esposa:

— Que negócio e' esse, Alzira, de voce, na minha ausência, permitir que a Laura receba o filho do macumbeiro aqui em casa?

— A Olivia foi maldosa colocando minhoca na sua cabeça. Não houve nada de errado aqui durante a sua ausência, meu bem.

— Não seja falsa, me chamando de meu bem. A verdade e' que voce e a Laura não gostam da Olivia so' porque ela não e' fingida como voces. Na minha presença, falam com mansidão na voz, se passando por pessoas verdadeiras, mas estão sempre me apunhalando pelas costas.

— Eu e a Laura não somos pessoas fingidas. Apenas aprendemos a nos relacionar de maneira harmoniosa com as pessoas que pensam diferente de nós — defendeu-se Alzira.

— Voces não me enganam mais. Eu sinto que voce rejeita a Olivia desde que ela nasceu — disse Salomão com a voz alterada e com um olhar julgador.

— Essa e' uma acusação incabivel que voce esta' levantando contra mim. Isso que disse não tem o menor fundamento. Eu amo todos os meus filhos da mesma maneira — declarou Alzira.

Olivia interveio:

— Fala logo a verdade, mãe. O que o meu pai falou e' a mais pura realidade. A senhora so' gosta mesmo e da Laura. Desde que eu me entendo por gente, nunca vi a senhora se dirigindo a mim com o mesmo carinho que dispensa a Laura.

— Eu não vou negar que tenho mesmo mais afinidade com a Laura, Olivia. Mas isso não quer dizer que eu não te amo da mesma maneira. Pare com esse drama de pessoa carente e dependente, minha filha. O meu amor de mãe e' igual para com todos os meus filhos.

— O senhor percebeu, pai, que nas entrelinhas das palavras da mamãe ha', sim, algo oculto que contradiz o que ela fala da boca pra fora?

— Percebi sim, minha filha. Infelizmente voce tera' de aprender a lidar com esse sentimento de rejeição. Entretanto, não vamos debater esse assunto agora. O que me interessa neste momento e' saber o que aprontou aqui na minha ausência o filhote de frango da macumba — bradou ele.

— Por que essa tempestade toda, meu Deus do céu? O rapaz nem pôs o pe' dentro da nossa casa! — exclamou Alzira.

— E ai dele se tivesse invadido a intimidade do meu lar.

Laura surgiu na porta do quarto e, com sarcasmo, perguntou para a irmã:

— Voce esta' satisfeita, Olivia, com os momentos de harmonia que o seu coração bondoso sempre promove entre seus familiares?

Quando Olivia viu a irmã toda arrumada, ironizou:

— Nossa! O amor realmente transforma as pessoas! Veja a elegância da Laura, pai. Antes de o principe encantado reaparecer, ela quase nem se arrumava, e agora, de um instante para o outro, ja' esta' toda perfumada, com o cabelo penteado...

Aconteceu um milagre, minha irmãzinha? — cutucou Olivia.

Laura mordeu os lábios de raiva ao ouvir a provocação da irmã. Salomão interrogou:

— E' verdade que o filho do macumbeiro teve a petulância de aparecer aqui na minha ausência para galantear voce?

— Ele esteve aqui sim, pai — confessou Laura, um tanto quanto sem vontade.

— Pois, se aquele projeto de homem vier aqui mais uma vez, eu darei a ele uma boa lição para que aprenda a respeitar o meu bigode — avisou Salomão.

Nesse instante, o mentor espiritual de Laura se aproximou dela e disse:

— Diga que voce não tem interesse em se relacionar com o rapaz.

Ela acatou a orientação de seu guia e declarou:

— Pai, eu não tenho o menor interesse em namorar o Eduardo. Aliás, jamais vou me envolver com alguém que não seja de seu agrado — garantiu ela, fazendo com que o pai pensasse que ele tinha vencido a batalha.

Salomão deu-se por satisfeito e foi lavar as mãos para almoçar.

Naquela noite, Laura não conseguiu conciliar o sono, ficou ate' altas horas da madrugada virando-se na cama e imaginando-se nos braços de seu amado. Aproveitou a insônia e escreveu uma longa carta para Dolores, relatando o que sentia por Eduardo. Ao terminar de escrever, sentiu-se mais calma e adormeceu.

Na manha seguinte, Rosana a procurou e marcaram o encontro. Ao receber a boa noticia, Eduardo agarrou a irmã e rodopiou com ela nos braços comemorando, deu-lhe um carinhoso beijo no rosto e falou:

— Voce e' a melhor irmã do mundo! Eu não conhecia esse seu lado cupido.

Contente com a alegria do irmão, Rosana disse:

— A minha parte eu ja fiz, agora o resto e' com voce.

Eduardo novamente abraçou a irmã, expressando a sua gratidão pela forga que recebera dela. Determinado a conquistar o coração de Laura, passou o dia ensaiando o que iria falar quando estivesse diante de sua amada no fim da tarde.

Antes do horário combinado, ansiosamente o apaixonado ja' estava no local do encontro aguardando a chegada da desejada moça. Inquieto e com os lábios sedentos de desejo por um beijo de sua amada, Eduardo caminhava de um lado para o outro e, a todo instante, lançava um olhar na direção da curva da estrada de onde Laura iria surgir. Mas, frustrando a sua expectativa, passadas mais de duas horas do horário combinado, nada de Laura aparecer. Desencantado, Eduardo se questionava:

— Sera' que confundi o horário do encontro? Ou sera' que ela desistiu de vir?

Entristecido, ele resolveu deixar o local. Porém, após dar alguns passos, olhou mais uma vez na direção da estrada e não acreditou no que viu surgindo ao longe. Era Laura que vinha a passos rápidos, com seus cabelos longos soltos ao vento e acenando com a mão, pedindo que ele esperasse. Eduardo sentiu-se premiado ao vê-la se aproximando. Quando Laura chegou perto, ele foi ao seu encontro e rapidamente disse:

— Pensei que voce tivesse desistido de vir ao nosso encontro.

— Perdoe-me pela demora. E' que foi uma tarefa muito dificil me livrar do olhar vigilante da minha irmã, que segue os meus passos a todo instante — explicou Laura, ofegante.

— Sinto que nosso encontro não podera' ser demorado — observou Eduardo.

— Ainda bem que voce ja' entendeu a minha situação.

Naquele tempo, o primeiro beijo so acontecia depois que os pais da donzela consentiam o namoro. Respeitando essa regra, Eduardo tornou as mãos da moga, levou-as aos lábios, beijou-as delicadamente e, olhando-a com amor, disse:

— Minha querida, nós ja' perdemos tempo demais por causa de seu pai. A partir de agora, se depender de mim, nada mais vai nos separar.

Diante do olhar penetrante de Eduardo declarando o seu amor, Laura sentiu o coração batendo acelerado, um fogo subir intimamente e o fôlego encurtar. Definitivamente, Eduardo havia reconquistado a sua confiança.

— A única coisa que me interessa agora e' saber... Voce quer ficar comigo?

Envolvida, ela baixou a cabeça em silencio por um instante, depois levantou o rosto com os olhos cheios de lágrimas e respondeu:

— Tudo que eu mais quero e ficar ao seu lado para sempre. Mas existe uma barreira entre nós que não sei como vamos superar.

— Qual e' o obstáculo? — perguntou ele, ja' sabendo a resposta.

— O problema e' o meu pai. Ele e' tão preconceituoso que, mesmo tendo sido beneficiado pelo trabalho mediúnico de seu pai, continua odiando as práticas espirituais que o seu Juca desenvolve e, por isso, jamais vai permitir que as nossas familias se misturem.

— E voce vai deixar de ser feliz por causa dos preconceitos de seu pai? Voce vai anular as suas escolhas para viver as vontades dele? Voce conhece alguma pessoa que foi feliz agindo contra o próprio coração?

Aquelas indagações enfáticas de Eduardo tocaram fundo na alma de Laura. Ele, inconformado com a sua submissão, prosseguiu:

— Acorde para a vida, Laura. Eu não creio que voce vai viver para sempre de cabeça baixa, dizendo sim para tudo que o seu pai deseja e fazendo so' o que ele quer.

Ficou uma longa pausa na conversa.

Laura refletiu, porém em sua mente não surgiram respostas para os questionamentos de Eduardo, que continuou indagando:

— Sera' que o seu Salomão não entende que a gente nasceu um para o outro?

Laura novamente tentou encontrar argumento, mas diante do olhar penetrante de Eduardo, seu coração batia acelerado, seu corpo queimava de desejo e a vontade de se entregar ja' estava vencendo a sua postura de moça dificil.

Decidido a conquistá-la de uma vez por todas, Eduardo Ihe deu um apertado abraço para que ela sentisse a chama intensa que ardia em seu corpo também.

Quando Laura encostou o corpo no rapaz, sentiu um calor repentino tomando conta de todo o seu ser. Para que Eduardo não pensasse que ela era uma mulher fácil, distanciou-se dele por um instante e, fingindo-se irritada com a ousadia dele, disse em tom bravo:

— Ei, rapaz, voce esta' sendo muito abusado comigo. Va' com calma. Trate-me com mais respeito e delicadeza. Com que tipo de mulher voce pensa que esta' lidando, hein? Eu não dei liberdade para voce se esfregar em mim desse jeito não, viu?

Desconcertado, Eduardo defendeu-se da bronca:

— Calma, Laura. Eu apenas a abracei. Não consigo mais conter o desejo de ter voce nos meus braços.

Embora estivesse louca de vontade de ser agarrada, beijada e acariciada sem pudor, Laura manteve sua postura. Afastou-se dele um pouco mais e disse:

— Eu sei quais são as suas intenções, meu querido. Acho melhor voce não ter tanta pressa assim! Espere eu pedir o consentimento dos meus pais primeiro.

Eduardo novamente pegou em suas mãos, mas ela, percebendo seu jogo de sedução, outra vez esquivou--se, negando o contato fisico:

— Agora não, Eduardo. No momento certo nós teremos o que desejamos um do outro. Vou pedir a minha mãe que converse com o meu pai sobre nosso interesse. Porém, ja' posso ate' imaginar qual sera a reação dele quando souber que estamos querendo o consentimento dele para namorar.

— O bicho vai ficar tão bravo que ira' soltar fogo pelas ventas.

— Confio na lábia da minha mãe. Ela sabera' como amansar a fera e, com certeza, marcara' um encontro la' em casa pra voce ir me pedir em namoro.

Eduardo fez cara de homem destemido, mas sentiu um frio na barriga so' de se imaginar pedindo para namorar Laura diante do bravo pai dela.

Fingindo-se irritada com a ousadia do rapaz, Laura ordenou:

— Agora, solte as minhas mãos porque eu preciso ir embora daqui antes que a minha irmã venha no meu rastro, igual a um cão farejador, e encontre a gente.

Diante do comportamento arisco da moça, Eduardo entendeu que a melhor atitude seria não insistir em agarrá--la para não assustá-la. Então, contra a própria vontade, ele soltou as mãos dela lentamente. Assim que se viu livre, ela deixou o local do encontro a passos rápidos.

A encantadora moça, antes de sumir na curva da estradinha, parou por um instante, olhou para trás e acenou com a mão, pedindo-lhe que tivesse calma. Eduardo deu um sorriso de menino levado e consentiu. Laura jogou um beijo como recompensa e ele pulou no ar para pegá-lo.

Divertindo-se com a cena, ela disse a si mesma:

— E' impressionante como esse danado sabe me cativar!

Quando Laura chegou em casa, Alzira logo notou algo diferente em seu olhar e, preocupada, chamou a filha para uma conversa em particular. Como sempre faziam, as duas seguiram ate' o quarto e, sentadas na cama, a mãe indagou:

— Filha, o que esta' acontecendo com voce? Laura fez um charminho e respondeu:

— Não esta' acontecendo nada comigo, mãe.

— Como não esta' acontecendo nada, menina?

— E' que eu estou nos meus dias ciclicos e a senhora sabe que, nesse periodo de alteração intima, a gente fica com a alma abalada — mentiu ela.

— Minha filha, eu sou experiente. Nem venha com essa desculpa achando que vai me enganar.

— Juro por Deus que estou falando a verdade, minha mãe.

— Filha, não use Deus para sustentar as suas mentiras. Fale logo o que esta' acontecendo com voce.

— Fique despreocupada, mãezinha, esta' tudo bem comigo, ja' Ihe disse.

— Filha, eu não vou deixá-la sossegada enquanto não me contar o verdadeiro motivo que a deixou com essa cara de quern viu passarinho verde.

— Acredite em mim, minha mãe. Esta' tudo ótimo, não insista com esse interrogatdrio. Pare de me amolar com essa investigação. Que coisa, meu Deus do céu! — disse Laura, fingindo-se irritada.

— Vamos, menina. Deixe de segredo, se abra comigo. Voce sabe muito bem que pode confiar em mim e que entre nós não ha' segredos — afirmou Alzira, criando laços de cumplicidade com a filha.

Vendo que não tinha outra saida, Laura disse:

— Eu sei que posso contar com a senhora, mãezi¬nha. Não se preocupe, não, eu estou bem.

— Filha, voce não vai me convencer de que tudo esta' bem com voce. Eu sinto que algo a esta deixando aflita. Vamos, desembuche logo!

— Esta' bem, eu vou falar! Preciso mesmo abrir esse meu coraçãozinho apaixonado.

— Por mais que alguém tente me esconder alguma coisa, a minha intuição não me deixa enganar — falou Alzira, gabando-se de sua percepção apurada.

— Nem sei por onde começo — disse Laura, meio sem graça.

— Fale logo, criatura! — a ansiedade era nitida no rosto da mãe. — Pare de fazer charminho.

Laura tornou coragem e abriu o jogo:

— Eu ate' que tentei resistir, mas não teve jeito... A coisa foi esquentando e aconteceu algo comigo e com o Eduardo que o meu pai não vai aceitar.

— Filha, pelo amor de Deus, não vai me dizer que o Eduardo...

Antes que Alzira completasse, Laura, com os olhos brilhando, interveio:

— Sim, mãe, o Eduardo conseguiu mexer comigo de um jeito que nenhum outro homem conseguiu ate' hoje. Depois disso, nunca mais voltei das estrelas para onde ele me levou.

Chocada, Alzira gelou quando escutou a expressão "mexeu comigo" e, ja' imaginando o que teria acontecido com a filha, algo jamais permitido para uma jovem solteira de seu tempo, indagou, preocupada:

— Laura, não venha me dizer que aquele abusado do Eduardo fez com voce o que eu estou pensando... antes do casamento.

Laura nem teve tempo de responder e Alzira disparou:

— Voce quer me matar de desgosto, menina?

— Calma, mãe! — pediu Laura, esperando uma pausa para se explicar melhor.

— Como vou ficar calma depois de uma noticia dessas?

— Na verdade, não e' bem isso que a senhora esta' pensando não, mãe. Quando eu disse que ele mexeu comigo, foi so' em meu coração e não em minha pureza. Isso so' depois do casamento — esclareceu Laura.

— Ai, meu pai do céu, que susto que voce me deu — disse Alzira, aliviada e com as mãos trêmulas de tanto pavor que sentiu.

Alzira, ainda nervosa, mostrou as mãos tremulas para a filha e disse:

— Veja o estado em que voce me deixou, minha filha. Laura se divertiu com a cara de assustada da mãe, que continuou:

— Nem quero pensar numa desgraça dessas, Laura. Se o Eduardo tivesse tirado a sua pureza, o seu pai acabaria com a vida dele em praça pública para lavar a honra da familia desrespeitada. Mesmo voce ja' sendo uma mulher pronta para se casar e seguir a sua vida, para o seu pai voce ainda e' uma menininha pura e indefesa.

— Indefesa eu não sou, mae. Mas pura, sim. E vou continuar intacta ate' o dia do meu casamento.

— Acho bom mesmo voce pensar e agir assim, porque não sabe o preço que e' cobrado de quem decide viver fora dessa regra.

— A senhora pode ficar tranquila quanto a isso — garantiu Laura.

Na manhã seguinte, Alzira, preocupada com o fogo da juventude, chamou a filha para conversar e indagou:

EVALDO RIBEIRO