CAPÍTULO 15

CAPÍTULO 15

Alguns anos tinham se passado, e Juca, como experiente médium, sentia que a nora ja' estava pronta para assumir a sua independência. O veterano não teve dúvida ao aconselhar Laura a montar seu próprio centro, para que ela pudesse fazer os atendimentos em um ambiente adequado para lidar com a energia dos espiritos.

Laura concordou com a sugestão do sogro e, mesmo sem muitas condições financeiras, construiu uma modesta casa de apoio espiritual, na qual passou a receber as pessoas que surgiam de todas as partes em busca de ajuda e consolo.

A médium não cobrava pelo trabalho que desenvolvia. Mesmo assim, alguns fazendeiros que recorriam aos seus serviços faziam questão de retribuir a sua dedicação dando-lhe gratificações em dinheiro. Com as recompensas que recebia, Laura acumulou uma boa quantia, que usou para construir uma casa de apoio mais confortável para acomodar melhor as pessoas que vinham de longe e não tinham onde se hospedar durante o tratamento, que, em alguns casos, levava semanas para ser concluido.

A fama de boa curandeira de Laura se espalhou e tomou uma dimensão tão relevante que ganhou uma data comemorativa anual, periodo em que o seu centro espirita era transformado em uma grande concentração de fe'. Era a 'epoca em que a médium abria as portas de sua casa de apoio para receber centenas de pessoas que vinham ate' de outros estados para Ihe agradecer as graças alcançadas por meio dos eficazes tratamentos que a médium realizava.

Mesmo diante do sucesso da filha, que atuava como médium e ajudava inúmeras pessoas, Salomão continuou evitando aproximação com a espiritualidade.

Juca acompanhava tudo de perto e percebeu o deslumbramento da nora com o destaque que o seu nome havia conquistado na opinião pública. Incontáveis vezes, ele tentou alertá-la para não se deixar levar pela fama.

No entanto, Laura, com o ego inflado pelos elogios que recebia, acreditava que o sogro estava na verdade com ciúme de seu sucesso. Sentindo-se superior a Juca, Laura ja' não pedia mais a opinião do experiente médium que Ihe passara os conhecimentos que a tornaram conhecida.

Dolores, bem idosa, alertava a amiga sobre esse deslumbramento. Laura deixou de Ihe escrever, dando como desculpa a quantidade de gente que necessitava de seu atendimento. Dessa forma, aquela linda amizade, mantida durante anos por meio de inúmeras cartas, foi minguando. E um dia as cartas pararam de chegar. Não demorou muito para Laura se esquecer da amiga.

Além disso, Laura ja' não citava mais o seu mentor espiritual como parceiro na resolução dos casos, para não ofuscar a sua imagem de boa curandeira que as pessoas tanto exaltavam nas sessões de cura que promovia.

Eis que mais uma vez chegou o dia da tão esperada festa que ocorria na primeira semana do mês de dezembro, oportunidade em que a médium dava inicio a reunião de mãos dadas com os convidados, fazendo um emocionante ritual e agradecendo a espiritualidade as graças conquistadas. De maneira alegre, atravessavam a noite comemorando e fazendo novos pedidos para o ano vindouro, degustando deliciosas comidas tipicas e, por fim, acontecia o momento mais esperado do encontro: Laura incorporava o seu guia espiritual, que vinha especialmente transmitir uma mensagem de encorajamento aos ja' agraciados que ali se faziam presentes.

A noite estava apenas começando e o casarão estava apinhado de gente. Os voluntários que auxiliavam com boa vontade a espiritualista na organização da festa corriam alegremente de um lado para o outro, colocando em ordem os últimos detalhes para a realização do concorrido evento.

Enquanto isso, a médium estava reclusa em seus aposentos, concentrando-se e preparando-se espiritualmente para dirigir a emocionante celebração.

Concluido o trabalho de organização da festa, Eduardo dirigiu-se ao quarto onde estava a esposa. Devagar, ele empurrou a porta e entrou pisando macio para não desconcentrá-la. Ao vê-la sentada diante de seu altar com um terço na mão e de olhos fechados em profunda prece, tocou em seu ombro suavemente e comunicou que ja' estava tudo pronto. Laura disse:

— Va' recepcionar as pessoas que, dentro de instantes, iniciarei o evento.

Eduardo deixou o quarto e saiu para cumprimentar os convidados que estavam do lado de fora, proseando alegremente na frente do casarão.

Depois de dar as boas-vindas, Eduardo sentou-se para conversar com Salete, uma amiga de infância, quando Olivia surgiu com uma expressão de surpresa, como se estivesse dando um flagrante no cunhado ao encontrá-lo sorridente batendo papo com uma mulher solteira.

Enciumada, Olivia o censurou:

— Olha, Eduardo, quem ve voce assim, se divertindo na companhia de uma mulher solteira, nem imagina que voce e' um homem compromissado.

Incomodado com a postura da cunhada, ele retrucou:

— O que deu em voce, Olivia? Eu e a Salete estamos apenas conversando como amigos.

Olivia olhou para Salete rangendo os dentes como uma fera em ponto de ataque e, fuzilando a outra com os olhos raivosos, avisou em forma de ameaça:

— Eu estou de olho em voce, viu, sua sirigaita? Acho melhor voce ficar longe do marido da minha irmã, senão eu acabo com a sua raça aqui mesmo, na presença de todo mundo.

Salete se despediu de Eduardo fingindo que não tinha escutado aquelas palavras ofensivas, e Olivia ficou mordendo os lábios de raiva por ter sido ignorada pela moça.

Com esse mal-estar, Eduardo chamou a cunhada em um canto, longe das visitas, e questionou a atitude da jovem, que, chorando de ciúme, revelou:

— Eu so' fiz isso porque voce me traiu! Eu guardei a minha pureza para me descobrir mulher em seus braços... Mas voce não me esperou para se casar comigo.

Com aquela inesperada revelação, Eduardo teve noção da encrenca que estava prestes a se formar em torno de sua vida e, contrariando o desejo da cunhada, se aproximou da moça para que ninguem ouvisse o que ele ia dizer:

— Olivia, voce enlouqueceu de vez, menina? Coloca uma coisa na sua cabeça, garota... Eu amo a sua irmã. Voce ouviu o que eu disse? Vou repetir: eu amo a sua irmã e ela sera' a única mulher da minha vida.

— Pelo amor de Deus, Eduardo, não me fale que voce ama a Laura, não. Isso me machuca muito — suplicou Olivia, aos prantos.

Com firmeza e clareza, ele bradou:

— Falo, sim. Esta e' a mais pura verdade. E deixe de fazer drama, porque as pessoas estão observando e vão acabar ficando curiosas com o que esta' acontecendo entre nós aqui fora.

— Não estou nem ai para o que os outros vão pensar — desafiou ela.

— Se voce não tern medo de ser malvista, isso e' problema seu. Eu tenho o meu casamento a zelar — alertou ele.

— Eu não vou desistir de voce por nada neste mundo. Lutarei pelo meu sonho de ter voce ao meu lado ate' o último dia de minha vida — determinou Olivia, chorando.

— Desista dessa loucura! Não perca o seu tempo com essa ilusão. Eu sou muito bem casado com a sua irmã e serei fiel ao meu compromisso com a Laura para sempre. Ouça bem... Eu disse para sempre. Voce ouviu? Para sempre — repetiu ele, com mais ênfase ainda.

Olivia, convicta de que convenceria o cunhado a mudar de idéia, falou:

— Não adianta voce dizer que não sente nada por mim. Eu vi nos seus olhos outro dia que a sua alma me deseja.

— Isso que voce esta dizendo e' um absurdo! — discordou ele, revoltado.

Mostrando-se obcecada pelo cunhado, Olivia argumentou:

— Voce não vai conseguir fugir da vontade do seu coração. Esta na cara que nós ficaremos juntos e eu vou continuar pacientemente esperando voce tomar coragem de me transformar em sua mulher.

— Deixe disso, garota. Voce esta fantasiando. Se voce continuar com essa idéia maluca, eu vou ser obrigado a chamar a sua irmã aqui e contar tudo para ela — ameaçou Eduardo.

— Se voce fizer isso comigo, vai se arrepender amargamente.

— So' não farei por respeito aos convidados — ponderou Eduardo.

— Vamos, seja homem! Cumpra a sua ameaça. Chame a Laura e conte para ela que eu o amo. So' assim eu terei a oportunidade de escancarar meu coração e arrancar de dentro de mim esse sofrimento que esta me destruindo aos poucos.

— Pois fique voce sabendo, minha querida, que eu não tenho medo de suas chantagens e nem vou me arrepender de nada, porque não tenho o rabo preso com voce em nada — defendeu-se Eduardo, com segurança.

— Então vamos ver se voce se banca mesmo. Contarei em detalhes aos meus pais, na frente de todos aqui, que desde que eu era pequena voce vem me seduzindo, e agora, depois que voce conseguiu o que queria de mim, fica bancando o maridinho fiel — disse Olivia com voz rancorosa.

— Isso e' uma calúnia! Eu nunca aliciei voce, sua mentirosa.

— Aliciou sim. E se voce tentar colocar a minha familia contra mim, eu vou revelar toda a verdade sobre o que houve entre nós — tornou a ameaçar Olivia.

Chocado com o desequilibrio da cunhada, Eduardo disse:

— Mas nunca houve nada entre nós, Olivia! Voce enlouqueceu?

— Não importa se houve ou não, Eduardo. E eu acho melhor voce não me desafiar. Porque a minha palavra vale mais que a sua. Tenho certeza de que, se eu abrir a boca aqui e fizer um escândalo revelando que voce tem um caso comigo, todo mundo vai acreditar em mim.

— As coisas não podem ser conquistadas dessa maneira. Para um relacionamento acontecer, e' preciso que seja a vontade de duas pessoas que se gostam reciprocamente, e não a escolha de uma so' por meio de chantagens, como voce esta fazendo comigo.

— Voce esta' com medo do meu pai, e'? — perguntou ela com prazer.

Ele não respondeu a essa indagação e, voltando no tempo, questionou:

— Foi por isso que voce não quis assistir ao meu casamento com a Laura?

— Não fui assistir ao casamento de voces porque não suportaria vê-lo se casando com outra sem fazer um escândalo na igreja — confessou ela, soluçando.

— Mas sera que voce não entende que a sua irmã e' a mulher que eu amo? Me esqueça — suplicou ele, tentando livrar-se dela.

— Não tenho mais força para lutar contra o meu coração — insistiu Olivia.

— Entao voce vai perder o seu tempo com essa idéia, porque eu não vou cair na sua armadilha por nada — avisou Eduardo.

— Eu não tenho mais nada a perder — afirmou Olivia.

— Tem, sim. E a sua vida?

— Sem voce, eu la' tenho vida?

Eduardo deixou a cunhada falando sozinha e voltou para o meio da multidão. Frustrada, Olivia deixou a festa antes da cerimônia de abertura. Ela chegou em casa bufando de raiva, jogou-se na cama, esmurrou o colchão e se debateu como um peixe fora da 'agua, desabafando a sua revolta.

Enquanto a jovem apaixonada sofria a dor do desprezo, o clima na festa esquentava entre as pessoas que, alegremente, proseavam aguardando a entrada da médium e lider espiritual Mãe Laura, como era carinhosamente conhecida.

No horário marcado, um voluntário da casa avisou que iria comegar a reunião. Depois o jovem olhou para outro voluntário que controlava o acesso a 'area reservada onde a dirigente ficava e consentiu que ele abrisse o portão em que havia um lindo desenho de uma estrela de cinco pontas.

Todos olharam na direção do portão. A médium surgiu trazendo na mão uma vela acesa e, nesse instante, os convidados mais sensiveis ja' estavam emocionados com a energia positiva que sentiam vibrando no ambiente.

Laura caminhou ate' o centro do salão, girou o corpo se apresentando a todos e fez um gesto de gratidão com as mãos juntas, reverenciando a presença dos convidados. Foi nesse instante que uma coisa Ihe chamou a atenção. Ela notou, pela expressão do rosto de seu marido no meio do aglomerado de pessoas, que ele era o único a não demonstrar alegria na festa.

O olhar distante do companheiro mostrava que a alma dele não estava ali presente na animada reunião, como esteve em outras ocasiões.

Entretanto, como se não tivesse percebido nada de estranho, a médium se ocupou de seu propósito, dando inicio aos trabalhos, como estava programado.

Feito o ritual, Laura incorporou o seu guia espiritual, abriu espaço para que as pessoas fizessem perguntas e, após a sessão de atendimento ao público, o espirito deixou uma acalentadora mensagem sobre a continuação da vida após a morte, arrancando das pessoas lágrimas de conforto e esperança. Depois da etapa ritualistica, foi servido o jantar e, no encerramento, entoaram emocionantes cânticos de evocação, clamando a proteção dos espiritos da natureza.

Ao acordar no dia seguinte, Laura sondou o marido sobre o motivo que o deixara introspectivo durante a festa. Eduardo, esquecendo-se de que a esposa, com sua clarividencia e sensibilidade apurada, captava qualquer situação no ar, alegou que os preparativos para o evento tinham Ihe consumido toda a energia e que na hora de festejar ja' estava esgotado.

Laura sentiu que o companheiro estava Ihe escondendo algo e, decidida a fazê-lo dizer a verdade, demonstrando-se irritada, taxativamente o indagou:

— Eduardo, voce se esqueceu de que eu sou clarividente?

— Por que voce esta' me perguntando isso? — desconversou ele, impaciente.

— Não se faça de desentendido. Voce sabe muito bem do que eu estou falando. Diga logo o que esta' acontecendo com voce — pressionou-o a esposa.

— Não esta acontecendo nada comigo — disse ele, saindo do quarto.

— Volte aqui. Vamos conversar como duas pessoas adultas.

Eduardo bateu a porta e seguiu para o quintal. Com a evasiva do marido, Laura foi preparar o cafe' da manhã.

Como era esperado, a partir daquele dia, Eduardo passou a manter distância da cunhada. Porém, quanto mais ele a rejeitava, mais a moça se sentia atraida pelo cunhado. Determinada a alcançar o seu objetivo, Olivia passou a assediá-lo de todas as maneiras possiveis.

Completamente apaixonada — na verdade, obcecada —, a jovem usava os mais arrebatadores apelos sensuais para persuadi-lo. E, por mais que Eduardo evitasse se envolver com a cunhada, quando a olhava, reconhecia que Olivia tinha o que mais o atraia em uma mulher: Olivia era dona de um belo corpo e, acima de tudo, ainda era virgem, atributos que acabaram despertando nele a curiosidade de descobrir os segredos da insistente cunhada. Ela, percebendo que o peixe estava mordendo a isca, não Ihe dava trégua nem um dia sequer.

A cada dia que passava, vendo as tentadoras curvas do corpo daquela moça pura e sendo coagido pelos seus jogos de sedução, Eduardo sentia-se mais próximo de um abismo.

Dominado pelo desejo ardente de tê-la em seus braços, ele ja' não dormia direito e, quando conseguia pegar no sono, tinha repetidos sonhos eróticos, cometendo as mais loucas fantasias com a cunhada. Quando acordava, as imagens dos picantes sonhos continuavam em sua mente como um filme, trazendo a sensação de que tudo aquilo tinha sido real.

Eduardo sentia-se tão mal que, ao conversar com a esposa, não conseguia nem encará-la. Para disfarçar o desconforto intimo que Ihe roubava a paz de espirito, tentava mostrar alegria com um sorriso da boca para fora.

Porem, isso não diminuia o estranhamento de Laura a respeito do comportamento diferente do marido. Por isso, ela questionou-o mais uma vez sobre o que estava acontecendo com ele e novamente não obteve resposta do companheiro.

De um lado, Eduardo evitava conflitos em seu casamento e também com a familia da esposa. De outro, Laura começava a ter a nitida desconfiança de que estava sendo traida e, por essa razão, passou a investigar os passos do companheiro, na tentativa de descobrir o que ele guardava em segredo.

Como não descobriu nada de errado no dia a dia de Eduardo, Laura fez o que mais a acalentava: procurou consolo no colo da mãe.

Alzira, por sua vez, tentava compreender o que se passava:

— Filha, o que aconteceu entre voces antes dessa mudança de seu marido?

— Não aconteceu nada de anormal entre nós, mãe.

— Como não houve nada de anormal, filha? Ninguém muda de uma hora para outra sem motivo. Ainda mais o Eduardo, que sempre foi um homem tão apaixonado por voce e responsável com as obrigações de seu casamento.

— E' justamente isso que esta' me deixando mais preocupada.

— Quando ele começou a se comportar com indiferenga? — questionou Alzira.

— Isso começou no dia da festa de comemoração anual do nosso centro. Estava tudo bem, mas quando entrei no salão para fazer a abertura da festa, notei que ele estava totalmente fora da realidade. Mesmo no meio da multidão, era a única pessoa que não demonstrava alegria. Como o conheço muito bem, percebi que sua expressão era de preocupação. O comportamento dele denunciava claramente que alguma coisa estava levando a sua mente para longe dali.

— Pode ser que ele esteja sentindo ciúme de voce — supôs Alzira.

— Ele não tem motivos para sentir ciúme de mim.

— Aconteceu alguma coisa desagradável durante os preparativos do evento que deixou seu marido chateado, minha filha.

— Não tenho dúvida disso, mãe. Com certeza aconteceu alguma coisa com o Eduardo naquele dia. Mas o quê? — questionou mais uma vez. — Eu ja' perguntei várias vezes o que houve, mas o homem vive isolado e não se abre por nada. Quando tento conversar, ele fica muito irritado e, como se não me devesse nenhuma satisfação, simplesmente diz que o estou incomodando com essas investigações, parecendo uma mulher insegura que fica vigiando ate' os pensamentos do marido.

— Filha, a coisa que mais deixa um homem nervoso e quando ele esta passando por algum problema e a mulher fica em sua orelha tentando descobrir o que e'.

Embora estivesse angustiada, Laura se divertiu com a observação da mãe.

— O homem tem um jeito de agir diferente da mulher — explicou Alzira. — Quando nós estamos passando por algum problema, conversamos com uma amiga, desabafamos e colocamos pra fora tudo aquilo que esta' nos afligindo. Ja' o homem, diante da mesma situação, age igual a tartaruga, ou seja, se esconde dentro de si mesmo tentando fugir do problema. Lembra-se de que sempre conversamos sobre isso?

Diante da resposta positiva de Laura, a mãe sugeriu:

— Pare de cobrar explicações dele. De tempo ao tempo.

— A pior coisa do mundo e' conviver com a dúvida — disse Laura, insegura.

— Não ha de ser nada — aditou Alzira.

— Posso ate estar enganada, mãe, mas a minha sensibilidade me alerta que algo estranho esta acontecendo com o meu marido. Não sei dizer com clareza o que de fato ocorre com o Eduardo. Porém, sinto que existe a presença de alguém manipulando energias perversas contra nós dois, colocando o nosso casamento em crise.

— Deixe o seu marido quieto no canto dele o tempo que for preciso. Somente vibrando energia positiva voce conseguira' afastar essa nuvem escura que circunda a relação de voces e trazer de volta a harmonia.

— Vou colocar suas dicas em prática — disse Laura, sentindo-se mais calma.

Alzira deu um carinhoso abraço na filha e despediram-se.

EVALDO RIBEIRO