ALEGRIA E TRISTEZA

A alma guarda suas amarguras.

Um estranho, por mais queira, não consegue participar do esforço de renovação do que se passa na intimidade de outro ser.

Alegria ou dor são colheitas de cada um.

Os ardis dos pérfidos serão destruidos.

A alegria dos que laboram no exercício da caridade florescerá com a vivência continuada no bem.

Há caminhos que parecem gloriosos.

Cuide, porém, de não tomar os atalhos espirituais que conduzem à morte das virtudes, já que muitas das glórias humanas são ante-salas de enfermidades fatais para o seu sentimento.

O sorriso pode esconder tristeza.

A tristeza, não raro, finda em quadros de angústia e aflição.

O ingênuo acredita em suas próprias forças.

O homem prudente, contudo, vigia as suas inclinações e não se confia por inteiro em suas próprias verdades, mas busca as que se encontram na Boa-Nova de Jesus.

O insensato sente-se seguro no mal.

Revela sabedoria, porém, somente aquele que do mal se aparta e que busca exemplificar a beneficência, a compaixão, a caridade moral, elevando seus sentimentos na direção do Mais-Alto, fonte de toda inspiração sublime.

O irrascível abraça desatinos.

O falso a si mesmo atrai o desamor.

Os tolos caem nas armadilhas da insensatez.

Os prudentes, todavia, terão em suas cabeças a coroa da vida, por permanecerem fiéis à obra de amparo a seu semelhante.

O mau render-se-á diante dos atos do bem.

Roque Jacintho