BANQUETE DO DESEQUILÍBRIO

Todos temem o desequilíbrio espiritual. Evite, pois, as quedas morais.

O desajuste interior, decorrente do abalo moral que você sofra pela prática do mal ou pela simples omissão diante do bem que deveria ser realizado, é porta aberta para a instauração do banquete do desequilíbrio.

O desequilíbrio nasce em você, de você mesmo. Não busque, fora de seu próprio coração, a origem de suas perturbações diante da vida, porque será em você mesmo que você deparará com as causas de todos os seus dissabores.

Espíritos podem participar do banquete de seu desequilíbrio, porém como meros convidados que você terá recolhido nos desvãos do mundo.

Você não poderá censurá-los, porque eles estão a secundá-lo.

Estão no ágape de seu desajuste em resposta a seu convite.

O desequilíbrio é a própria insensatez.

E será mais profundo ainda quando você quiser que outros sejam os culpados pelos seus desencontros interiores, pois que tal atitude de acusação retardará o seu resgate desse campo tão contristador.

O desequilíbrio é mau conselheiro.

Ele lhe segredará que você deve abandonar os caminhos retos do Evangelho, insinuando-lhe que as vitórias no mundo são coroas distribuídas apenas aos que se tornam injustos e sem escrúpulos.

Se você der-lhe ouvidos, aumentará suas atribulações.

O desajuste lhe dirá que você é vítima.

O tolo, que lhe der ouvidos, mergulhará nas Sombras.

O desequilíbrio sentará junto à porta de seu coração, buscando dominar todos os seus sentimentos e conturbar a sua inteligência, para incliná-lo mais facilmente aos falsos valores do mundo.

Ore e vigie a si próprio - convocou Jesus estabelecendo a regra fundamental para não cedermos às insinuações de nossos desajustes e para que não mantenhamos abertas as portas dos salões de nosso mundo interior para o banquete do desequilíbrio.

Roque Jacintho