JUSTIÇA E AMOR NA VIDA

A Justiça Divina é manifestação do Amor.

Ela consiste em dar a cada um segundo a sua necessidade.

Move-se no óleo santo da misericórdia, visando ao despertar da criatura para a sua natureza espiritual e encaminhá-la ao campo de experiências que farão germinar os talentos divinos que repousam no profundo de sua alma.

A reencarnaçào é seu instrumento. Renascendo, o homem esquece os erros de seu passado e se coloca em clima adequado para resgatar seus débitos de amor e reconstruir e construir o seu destino glorioso.

Os recursos amealhados nas vielas do mal de nada servem.

Quem assim amealha riquezas e prestígio aos olhos do mundo, inscreve-se na pauta de reencarnações redentoras para libertar-se da morte espiritual a que se entregou.

Jesus ampara o justo e o injusto.

Aquele, porém, que ainda não aprendeu a amar, em tempo oportuno receberá a visita da Dor, a fim de que se desfaça da impiedade que avassalou ; o seu coração.

O negligente empobrece-se até espiritualmente. A mão dos diligentes, porém, os enriquecerá do que se lhes faça necessário para a sua evolução espiritual, rumo à conquista do reino do céu em seu coração.

Quem discerne o tempo da colheita é prudente. Aquele, porém, que traz os olhos fechados e jamais se preocupa em conhecer o tempo justo da ceifa, dorme quando o fruto amadurece e retarda o seu progresso.

Quem ama o seu próximo recolhe bênçãos Infinitas do Céu.

Aquele, contudo, que apenas finge fraternidade, dissimulando seus propósitos infelizes contra o seu semelhante, traça o seu encontro inevitável com o sofrimento que lhe abrirá portas para a sua reformulação de hábitos enfermiços.

Os bons deixam grata lembrança.

Os que se algemam no campo do mal, no entanto, caem no esquecimento ou são dolorosamente recordados pelos espinhos que distribuíram ao longo de todos os caminhos.

Quem tem coração sábio, ajusta-se ao Evangelho.

Os tolos, contudo, arruínam-se a SI mesmos, querendo inclinar a Providência Divina a favor de seus propósitos com as artimanhas da corrupção a que se habituaram entre os homens, findando em grande desalento.

Quem caminha com retidão no bem salva-se a si mesmo.

Aquele, todavia, que torce seus próprios caminhos espirituais, toma o rumo de abismos insondáveis, elegendo reencarnações dolorosas para se resgatarem dos próprios equívocos.

Todos estamos sujeitos a cometer erros. Sabe-se, no entanto, que o amor vivenciado cobre a nossa multidão de pecados, esculpindo a nossa angelitude e fazendo-nos, com Jesus, filhos do Pai Celestial.

Roque Jacintho