NA MANIFESTAÇÃO DO MAL E DO BEM

Os pérfidos prendem-se nas malhas da cobiça.

Se você, todavia, eleger a caridade por sua norma de vida, salvará a si mesmo dos erros que poderiam retardar a sua evolução espiritual nas linhas justas do Evangelho.

O malvado cai em angústia.

Quando, porém, você se dedica ao bem de seu semelhante, você redobra a certeza em seu futuro e sabe que superará as suas atuais limitações sob o amparo de Jesus.

O hipócrita atribula a todos com suas palavras. Tornando-se você, contudo, a expressão do sentimento de amor ao próximo, o seu verbo se transfigurará em luz e esperança, em fé e ânimo forte aos que se deixaram arrasar pelos seus próprios equívocos.

A perversidade arrasta para a ruína.

O amor, no entanto, serve de guia aos que procuram ajustar-se às Leis Divinas que lhe regem a vida, realizando a sua verdadeira natureza espiritual.

No dia da provação redentora, os valores materiais não são solução para os enigmas da alma e menos ainda para os seus tormentos.

Ajustar-se, porém, à lei de ação e reação, acoolhendo a dor por mestra retificadora de nossas inclinações, é o que nos salvará dos erros de nosso presente e de nosso passado culposo.

A impiedade abre um abismo sob os pés.

Mas no momento em que você se exercita em acolher o seu semelhante no degrau espiritual que ele alcançou e em que se manifesta, você aplainará o seu próprio caminho e seguirá ao encontro de horizontes mais amplos.

O mau obreiro destrói o ensaio do bem.

Você, no entanto, em amparando aos obreiros anônimos de toda obra genuinamente cristã, ajudará a que eles prosperem e ampliem as suas atividades nobres para a felicidade de muitos.

Aquele que está confundido em si mesmo, despreza o próximo.

Você, todavia, que se nutre do bom-senso, auxiliará o seu próximo em qualquer esforço de renovação e guardará silêncio diante de seus equívocos, para redobrar o ânimo deles no bem e para que se superem a si mesmos.

Quem semeia crueldade prejudica o seu presente.

Aquele que cultiva o amor faz bem a si próprio.

Roque Jacintho