O ATO REVELA-NOS

Aquele que deseja fazer escola própria, esquecendo a excelência de render-se à sabedoria de Jesus, refugia-se nas furnas de seus próprios caprichos e se irrita contra tudo o que seja razoável e de sã doutrina.

Deseja dar vazão aos enganos que ensombram o seu coração, perturbando-lhe o discernimento.

A impiedade patrocina a desonra, resultando, porém, em futura vergonha ao próprio impiedoso.

Atente para as inclinações de fazer prevalecer apenas as suas próprias conveniências e pontos de vista, em prejuízo daquilo que seja justo.

Quem favorece a perversidade retira o direito do virtuoso.

As palavras insensatas são uma armadilha para quem as profere, complicando-lhe a própria vida.

A maledicência, embora recolhida como guloseima que satisfaz, por algum breve tempo, a quem a, articula e a quem a acolhe, é a beira de um precipício espiritual, de que se liberta apenas pela ação constrangedora da dor.

A negligência é irmã da destruição.

O Evangelho é recanto espiritual em que se agasalha aquele que almeja a própria redenção, ali encontrando segurança.

O orgulho é prenúncio de queda, enquanto a humildade é o caminho da glorificação espiritual.

O egoísmo é profundo vale de sombras que esconde sofrimento, enquanto que a caridade é certeza de salvação de nosso mundo de paixões.

Ouça, antes de responder.

Todo aquele que responde antes de dedicar um tempo para ouvir, cobre-se de confusão e não se desatrela da tolice.

Não se confie às insinuações do desalento.

Se a enfermidade ou as dificuldades visitam a sua vida, lembre-se de buscar refúgio em nosso Mestre Jesus, para reerguer seu ânimo combalido.

O Senhor é a fonte da Vida.

Os sentimentos, banhados pelas luzes do Evangelho. vão levá-lo à edificação da verdadeira sabedoria.

Se você se exercitar em ouvir as dores dos aflitos, consolando aos que sofrem, caminhará seguramente para o enriquecimento de sua vida interior.

A caridade abre caminho da espiritualização do homem, dando-lhe acesso a tesouros da vida eterna.

Evite ofender.

Você correrá o risco de transformar o ofendido num seu ferrenho oponente, pronto a persegui-lo com as armas do rancor.

Só o perdão poderá desvinculá-lo do mal.

De suas palavras é que você nutre as suas inclinações mais profundas.

Busque, pois, sempre as mais contato com o seu semelhante, laços de amizade real.

A morte e a vida estão sujeitas à manifestação de sua própria língua.

Use-a, portanto, para criar o bem à sua volta, porque você sempre comerá o fruto de suas próprias palavras.

O humilde fala sem agressões.

O orgulhoso, porém, despende farpas, ferindo e machucando mesmo quando tenha a intenção de construir.

Jamais maltrate os companheiros de tarefas cristãs.

Será por muito se amarem, apoiando-se uns aos outros em suas necessidades maiores, que os amigos da obra evangelizadora alcançarão a titulação honrosa de discípulos de Jesus.

Roque Jacintho