O FALSO E O SINCERO

A palavra e o tom de voz podem ser armadilhas funestas.

Quem, contudo, fala para edificar, conversa para amparar, diz para soerguer os caídos, liberta-se da angústia e de suas dolorosas conseqüências.

Pela boca o homem se esgue ou cai.

Pela obra do bem, realizada com as suas mãos, o homem que se evangeliza abre sua própria senda rumo aos planos superiores da mente.

O insensato rejeita conselhos.

O sábio, contudo, por querer reto o seu caminho, a todos ouve com redobrada atenção, para agir com mais largo discernimento.

O desajustado, ao menor sinal de discórdia, explode em sua irritação.

O ajustado ao bem, no entanto, diante do ultraje se faz cego e não o vê, torna-se mudo e não o replica, ensurdece-se e não ouve, deixando que ajam os mais tolos que ele.

A testemunha falsa enreda-se nas malhas da própria mentira que profere, comprometendo-se em seu futuro.

Quem é sincero, porém, faz-se amigo do bem e cria laços de amizade para toda a eternidade.

O falador fere com sua língua.

A língua de quem ama, todavia, é instrumento a serviço do Evangelho e reproduz a vontade do Mais-Alto.

A língua mentirosa dura minutos.

Os lábios sinceros, no entanto, permanecem sempre constantes, revelando a sua superioridade no curso dos séculos.

No coração enfermo dos maus há enganos.

A serenidade vem sempre daqueles que distribuem conselhos de pacificação e brandura, compaixão e misericórdia.

A maldade faz germinar a tristeza.

O homem inovado, aos clarões do Evangelho, mesmo quando visitado pela adversidade, é um ponto de paz e alegria espiritual.

Os insensatos exaltam a si próprios.

O prudente, que alcançou luzes espirituais, oculta a sua sabedoria para auxiliar aqueles que desejam conquistar elevação.

Roque Jacintho