OUVINDO A FAMÍLIA

Seja atento à correção paterna.

A palavra daquele que o acolheu no berço, neste seu retorno às lutas redentoras, traz-lhe a síntese de uma experiência pessoal que lhe permitirá aprender com prudência.

Embora você seja você mesmo, valerá mais encurtar a aprendizagem necessária, espelhando-se no conhecimento acumulado daqueles que lhe ofertam ternura, que despender precioso tempo para aprender sob chuva de lágrimas.

Ouça a sua mãe.

Conserve os conselhos dela em seu coração. Seus preceitos são súmulas da vida e com eles você viverá.

No lar em que você se agasalha, na viagem reencarnatória, estão as lições de vida de que você é carente e, nessa circunstância, valerá absorvê·las com respeito e amor, para não ser um candidato às aulas dolorosas ministradas no seu relacionamento social.

Não abandone a sabedoria familiar.

Se você acolhê-la, ela o guardará de sofrimentos.

Se você souber amá-la, ela lhe dará proteção.

Conquiste a sabedoria familiar para ter prudência.

O conjunto de espíritos que formam a sua constelação consangüínea é de importância transcendental para as tarefas que você deverá desempenhar na presente reencarnação e um expressivo suporte para as suas lutas expiatórias.

Tenha-a em grande estima e ela iluminará a sua alma.

A redenção espiritual começa no lar.

Será aí, no aconchego do ninho doméstico, que a sua mente será estimulada para novos e mais amplos horizontes de vida e onde você recolherá as mais decisivas informações para garantir-lhe o porvir.

A tolerância pura, acompanhada da energia materna quando necessária, compondo os ingredientes do processo de educação familiar, são os temperos necessários para a maturação de seu caráter.

Aprenda, com elas, a fugir dos abismos da liberdade e a controlar as suas atitudes, concertando a sua posição mental, para edificar as bases de sua própria vida.

O Mestre Jesus, em nascendo em nosso mundo de lutas evolutivas, demorou-se trinta anos no convívio familiar, a fim de exercer o seu ministério divino durante os três anos em que houve de suportarnos.

Ele é o modelo celeste insubstituível.

Roque Jacintho