PREGUIÇA

Trabalho é lei da Vida.

Que faz você pensar em serenidade e paz, quando não houver trabalho algum a realizar, se paz ou serenidade são os frutos da árvore da vida, que opera sempre para produzi-los?

O preguiçoso enreda-se nas malhas da própria preguiça.

Termina, por fim, capturado nos laços de sua inércia, morrendo por falta de atividade enobrecedora, abreviando seus dias por sua enorme sensatez.

Não aguarde fiscal ou chefe para realizar o trabalho.

Você deve ser vigia de si mesmo.

Espanque a preguiça que o tornará indolente, sabendo que a indolência ê a mais grave enfermidade que encurta o caminho existente entre a vida e a morte.

Até quando dormirá o preguiçoso? Quando se levantará de seu sono?

Entre um pouco dormir, outro pouco cochilar, cruzando os braços para descansar e imobilizando as mãos para não cumprir com as suas tarefas, a sua pobreza espiritual se salientará e lhe dominará a vontade e a sua indigência interior se avultará, alcançando o nível do desequilíbrio.

A fuga do trabalho é edificação de inferno interior.

Mãos desocupadas são instrumentos passivos do mal.

Jesus trabalha desde o nosso princípio e segue trabalhando a favor de nossa evolução até agora e prosseguirá em suas obras até que todas as ovelhas estejam em seu aprisco divino.

E pode o preguiçoso ter vida, onde todos trabalham?

Examine a sua pobreza e a sua indigência. Não serão elas frutos da preguiça?

Lembre-se de que a riqueza espiritual e a independência da alma têm o seu princípio fundado em obras realizadas e em trabalho sempre ativo a favor do semelhante.

Roque Jacintho