PRINCÍPIOS DE JUSTIÇA

A Justiça Divina, banhada no óleo santo da misericórdia, consiste em dar a cada um que erra as oportunidades necessárias para a sua própria redenção espiritual.

O Pai quer a salvação de quem se equívoca.

Não seja insensato dizendo que o Pai Eterno castiga.

As crises, que nos visitam, são originárias de nossa necessidade de ajuste e reajuste, de evolução e aprimoramento, quase sempre filhas de nossas inclinações menos felizes.

Abstenha-se de disputas e conflitos.

Esses não são os caminhos da Justiça-amor. Qualquer tolo emaranha-se em controvérsias, mas aquele que abraça o Evangelho perdoa e, assim, livra-se dos abismos a que se arrojam os impiedosos.

O preguiçoso nunca encontra tempo para semear o bem e, por isso, em vão perambulará em busca dos frutos da felicidade que não semeou.

Não se confie à omissão diante da dor de seu próximo.

Somente terá abundância de pão espiritual que lhe alimentará a vida, aquele que não se deixar empobrecer por ter perdido as oportunidades de praticar a caridade.

Quem tagarela faz planos e não os realiza.

Não se atrele, pois, aos que têm lábios fáceis, se você pretender inovar a sua vida com as obras do bem vivenciado.

Não diga jamais:

- Eu mesmo farei justiça!

Aguarda a manifestação do Mais-Alto, que buscará aquele que lhe ofendeu ou dilapidou, para ofertar a oportunidade de que ele próprio repare seus erros.

De Jesus dependem nossos passos.

Confiemo-nos, pois, ao Senhor e Ele nos abrirá as sendas mais ajustadas para a nossa redenção espiritual, desde que sejamos operosos obreiros do bem.

O amanhã é Jesus.

Para vencer o hoje, contudo, predispondo-se ao porvir glorioso e de serenidade, valerá confiar-nos aos princípios do Evangelho, onde encontraremos o Caminho que nos levará ao encontro da Verdade espiritual de nossa verdadeira Vida.

Roque Jacintho