SABEDORIA

O verbo de quem ama é fonte da vida.

A palavra do indiferente, não raro, dissimula a violência moral com que se manifesta na linha de sua existência.

O ódio produz o fruto da desavença.

O amor, contudo, recobre todas as ofensas.

Nas expressões da pessoa sensata você encontrará a manifestação da sabedoria da vida, seja qual for a sua posição social ou cultural.

Nas expressões do tolo, no entanto, você terá o rumo do sofrimento.

Quem cultiva o amor, colhe pérolas no mar da vida. Os presunçosos, porém, acercam-se da própria ruína.

O salário do justo conduz à Vida.

O lucro do desajuizado leva ao erro.

Guarde a disciplina para encontrar-se com a vida.

Todo aquele que abandona o regime da ordem livremente aceita está prestes a extraviar-se até em seus mais nobres propósitos.

Quem difunde calúnia e propaga maledicência é insensato.

Se você fala em excesso, errará muito. Refrear o verbo, é por certo, medida do sensato.

Ouça quem se queixa, sem queixar-se por sua vez.

Ouvir, em respeitoso silêncio, os menos felizes, é caridade.

A língua de quem ama é valioso instrumento do bem.

O coração do desajustado, todavia, inspirará os lábios para cavar os abismos da própria loucura.

A conversação dos bons tranquiliza a muitos.

Os levianos, no entanto, falam com falta de juízo.

Roque Jacintho