VIDA CONJUGAL

Seu lar é uma fonte perene de vida.

Beba nele a água espiritual que você acumulou na cisterna de suas esperanças e se dessedente nas vertentes desse encontro de almas em que você se localiza presentemente.

Não deixe morrer a fonte de seu lar.

As ruas e as praças públicas, a roda de amigos e o círculo de desafetos são outras experiências e não devem substituir a bênção de seu reduto doméstico, onde você tem o encontro marcado com as almas que mais se ajustam a suas experiências redentoras.

Seja bendito o seu ninho doméstico.

Alegre-se com o cônjuge, mantendo a juventude do lar.

Desenvolva um programa de experiências a dois, partilhando os seus tesouros espirituais mais caros com quem participa de sua mais profunda experiência de vida.

Fuja do tédio, se ele ameaçar a sua vida conjugal.

A partir do momento em que se perde o gosto pela conversação, abracem ambos, tarefas nobres além das fronteiras do lar, levando benefício a seu semelhante desvalido, para que o amor expandido renove a floração da árvore doméstica, prenunciando frutos generosos que nutrirão a sua própria vida.

Você marcou um encontro e encontrou.

O cônjuge é a alma com quem você tem compromissos.

Não houve acaso ou equívoco na escolha. Você semeou e agora faz a sua colheita. Aprenda a descobrir, entre os espinhos, uma flor.

Valorize as oportunidades do reencontro santificante ou de dores redentoras, para construir e reconstruir as linhas de seu destino, sem fugas e sem escapismos, a fim de viver as primícias do amor não vivido ou de resgatar os débitos de amor que você contraiu na contabilidade da Vida.

Examine seu cônjuge com carinho e gratidão. Envolva-se nas suas solicitações e busque descobrir ternura em cada gesto, para que você possa realizar a sua mais dignificante obra espiritual viivenciando as mais profundas manifestações de amor ao próximo, já que seu cônjuge é o próximo de seu próprio coração ..

Roque Jacintho