COMO SE ELEGE UM PAPA?

Quando o Sumo Pontífice morre e deixa a Sé Apostólica vaga, o novo papa é eleito pelo Colégio de Cardeais reunido num conclave.

As regras desse conclave foram mudadas significativamente, quando, em 1975, o papa Paulo VI promulgou a Constituição Apostólica Romano Pontifico Eligendo.

O papa João Paulo II fez outras alterações na sua Universi Dominici Gregis, mas sem mudar radicalmente a estrutura tradicional da eleição do Pontifex Maximus.

Ao ser notificado da morte do papa, o Cardeal Camerlengo - o tesoureiro do Sagrado Colégio - deve cumprir um ritual para se certificar disso.

Ele chama o papa três vezes pelo nome, sem resposta. Só então autoriza a emissão do certificado de óbito e torna o evento público. Depois, o Camerlengo fecha os aposentos particulares de sua santidade e providencia que o selo papal e o "anel do pescador", o simbolo do sumo pontifice, sejam quebrados.

Daí, ele executa os ritos funerários do chefe da Igreja, os novemdieles - nove dias de luto. Durante esse período, o Camerlengo fica responsável pelo governo da Igreja. É ele quem dirige a eleição do novo papa, ajudado pelos cardeais escolhidos para esse fim pelo Colégio de Cardeais.

Após 15 ou 20 dias de Congregação Geral, onde se celebra o finado chefe da Igreja, os cardeais iniciam o conclave, do qual um deles sairá como o novo papa.

Os cardeais escrevem o nome do seu candidato numa cédula e, então, o Camerlengo, auxiliado por três assistentes, contam os votos.

O papa só é eleito se receber mais de dois terços dos votos. Para obter esse número, os cardeais repetem as votações até 30 vezes.

Depois de cada votação, as cédulas são queimadas. Quando o papa é eleito, a fumaça da incineração das cédulas sai branca pela chaminé, avisando os fiéis que logo o novo santo padre surgirá da Capela Sistina.

Do contrário, a fumaça das cédulas é preta. Se até a 30ª votação nenhum cardeal obtiver os dois terços necessários, a eleição é, então, decidida pela maioria dos votos.

Quando um dos cardeais é escolhido e aceita sua nomeação, o Decano do Colégio pergunta o nome que ele quer usar como papa. Depois de ajudar o novo Pontifex Maximus a se paramentar, o Decano do Colégio vai até o balcão principal do Vaticano e declara ao mundo: "Habemus Papam !" - Temos papa!

Revista das Religiões