DICIONÁRIO ESPÍRITA

"(...) recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade
- a caridade da sua própria divulgação."

Emmanuel - Estude e Viva, cap. 40.

Ganha dimensões impressionantes a literatura espírita no mundo. Como seria possível alguém, por melhor dotado que seja, dominar ou reter essa gama imensurável de idéias, pensamentos, descrições, teorias e sensações expressos nessa vasta literatura, máxime considerando-se que, no decorrer de uma existência na Terra, há que se deduzir o período da infância e o tempo destinado a atender às inúmeras obrigações de ordem pessoal impostas pela vida? Dir-se-ia tarefa impossível.

Diante da vastidão dos conhecimentos expressos nos livros e das limitações naturais de cada um de nós, impunha-se encontrar um método prático capaz de obviar os inconvenientes de não se dispor de nenhuma informação sintética a respeito de cada obra espírita. Na vida moderna generalizou-se a especialização, com suas conveniências e inconveniências. A complexidade dos conhecimentos, o progresso contínuo das ciências e da tecnologia, a necessidade de prontas soluções de problemas variados impuseram a especialização na medicina, no jornalismo, na administração pública e privada, nos estudos científicos e, praticamente, nas diversas atividades humanas.

Entretanto, o processo de divisão dos conhecimentos para sua melhor aplicação, não exclui o conhecimento genérico dos assuntos, pelos especialistas. Do mesmo modo, a leitura ou o estudo mais aprofundado de muitas obras essenciais para o conhecimento da Doutrina Espírita, o que é imprescíndivel, não impede que o estudioso perlustre centenas de outras, através de notícias sintéticas a respeito de cada uma, elegendo o próprio leitor, de acordo com o seu interesse, ou necessidade, aquelas que pretenda conhecer mais a fundo.

JUVANIR BORGES DE SOUZA

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