ESPIRITISMO: MEDO OU PRECONCEITO?

A SERVIÇO DE JESUS !

O ESPIRITISMO COM KARDEC:

UMA EXPLICAÇÃO

"Nuns o medo do ridículo, noutros o receio de se prejudicar pelo choque de certas suscetibilidades,
impedem a proclamação bem alta alta de suas opiniões." (A. Kardec)

Nunca estivemos tão necessitados do conhecimento da Doutrina Espírita quanto agora.

Muitas pessoas se encontram sofrendo processos violentos de desequilíbrio e trilhando seus caminhos ideológicos, políticos e até religiosos, de maneira trágica, pois que se comportam como verdadeiros insanos.

Outra exemplificação não qualifica melhor o desajuste social que impera no mundo todo, quando grande número de criaturas parecem haver resolvido fazer justiça (ou o que consideram como tal), pelas próprias mãos, como se uma voz oculta as incentivasse aos desatinos, oferecendo-lhes "razões" de sobejo para tal procedimento.

Dessa forma, apesar de haver sido sempre motivo para profunda expressão da parte oficial, estas atitudes agora provocam também nas populações uma revolta muito grande pois que tal proceder as coloca à mercê de verdadeiros assassinos, estabelecendo-se por toda parte a insegurança completa.

Não tomemos a causa pelo efeito. Na realidade, tudo se transforma na época presente, até mesmo os valores que estão sofrendo como que uma aparente defasagem e estão sendo muitos deles violentamente trocados, sob a convicção de que nesta inversão total se encontra a verdade, a solução, o melhor.

Tal se dá principalmente no plano social pois que ele reflete os pensamentos, as crenças e a filosofia de vida dos cidadãos.

Há conceitos ultrapassados, inoperantes, conflitando com os novos, em disputas que geram violências, ao mesmo tempo que o progresso tecnológico abre ao homem as portas de um mundo totalmente desconhecido e insólito, o que gera no ser inabilitado e inexperiente, as mais diversas reações, inclusive a do medo. De fato, não temos ainda o preparo ético para esse desbravamento tranquilo e suficientemente equilibrado da tecnologia. Na estranha corrida entre o progresso científico e as conquistas morais, aquele venceu com grande vantagem.

Também no campo da filosofia as soluções nitidamente materialistas são incompletas e falaciosas na aplicação de uma legítima Moral Social,
eis que o homem sente em seu íntimo a carência de uma força maior que (e só ela) possa oferecer-lhe a base para sua auto-afirmação tanto psíquica quanto moral.

De todos os lados surgem as "soluções". Até mesmo os "grandes sacerdotes" que à maneira dos Anticristos que já procuraram inúmeras vezes, no correr da História, conquistar as platéias humanas, aí estão surgindo por toda parte. Os jovens, principalmente, sucumbem a essas expansões de fanatismo, deixando-se arrastar pelo muito de brilho e ilusão desses movimentos que explodem inesperadamente.

Apesar da crise acalentamos o desejo de ver instauradas gradativamente as comunidades que se reequilibrarão pela submissão ao Amor e à Fraternidade.

O Terceiro Milênio, trazendo consigo a oportunidade da renovação já sancionada e programada pela Espiritualidade Superior representa o cumprimento das promessas feitas por Jesus com referência à paz e à harmonia que um dia haveriam de reinar neste planeta, quando o homem cumprisse as Leis de Deus.

O mundo se refaz, de fato, mas a duras penas. O critério da seleção dos preceitos morais está plenamente delineado, marcado no próprio coração do homem. Sempre esteve. Todavia, poucas vezes essa voz pôde ser ouvida porque os valores profundamente grifados por concepções filosóficas e religiosas deficitárias e, ultimamente, pelo Materialismo, o impediam.

Quantas vezes não temos escutado a célebre frase: — Por que se esforçar tanto, Fulano? Deixe disso!. . . Sempre o menor esforço, o egoísmo, o "deixa estar para ver como fica", etc.

Nossos desencontros com as falanges de Espíritos Instrutores que percorrem a Terra na distribuição das tarefas prioritárias para o encaminhamento da humanidade é que geram todos esses desequilíbrios e esses atrasos na colocação dos reais valores e das novas instituições.

Se soubéssemos o grau de responsabilidade que pesa sobre cada um de nós, encarnados, numa hora como esta, ninguém faria outra coisa senão trabalhar ativamente nesse sentido, procurando realmente corresponder aos reptos do Senhor que nos conclama à participação.

E isto não é uma expressão vazia! Deus realmente conta conosco porque se os encarnados não participarem, como poderão os Espíritos Superiores e as Entidades a eles subordinadas realizar sozinhos as tarefas?

Ninguém vai pretender que também eles, por mais elevados que sejam, mas sempre desmaterializados (e por isso mesmo) disponham de alguma varinha de condão que lhes possibilite remodelar o planeta sem a colaboração de nossos cérebros e de nossos braços.

Eis porque é chegado o momento da conscientização.

Nenhuma outra doutrina oferece tão completamente as explicações que a Doutrina Espírita apresenta, no sentido de valorizar a participação do ser humano na construção do Novo Mundo. Nós temos, todos, o quinhão de participantes, à nossa espera. Contudo, para tal, faz-se imprescindível uma certa maturidade moral e principalmente um razoável conhecimento dos ensinamentos de Jesus devidamente explicados e compreendidos à luz da Revelação dos Espíritos.

Aí está a lógica da urgência de nossa divulgação doutrinária: o problema tem bases universais. É a reconstrução para um mundo melhor, que está em jogo. Nenhum interesse existe em nós para o proselitismo, única e exclusivamente.

Não nos importa manter nos quadros estatísticos os números infindáveis de engajados ao Espiritismo mas importa-nos, sim, conscientizar as pessoas, torná-las capazes de assumirem a atitude positiva daquele que deseja participar e sabe por que o deve fazer.

É essa noção do imprescindível e do fundamental que nos cabe transmitir.

No entanto, falou-se em Espiritismo e imediatamente se ouve:

— Ah. Eu tenho medo!

— Medo de quê?

— Ah, não sei. Eu tenho medo dessas "coisas"!

Nós não saberíamos dizer por qual motivo as pessoas têm medo. Mas, de Espiritismo, isso nós podemos explicar.

Todas as observações feitas até agora pela quase totalidade da população sobre a Doutrina Espírita sempre esteve influenciada de maneira decisiva pela idéia falsa e preconceituosa que quase todos fazem do Espiritismo.

Para começar, poucos sabem, de fato, o que é Espiritismo.

Os próprios simpatizantes, muitos dos que se rotulam espíritas, também até hoje parece-nos que não se conscientizaram dos verdadeiros objetivos da Doutrina. Tanto não se inteiraram que, se nos "trabalhos" que pretendem frequentar não se efetuarem "práticas espíritas" no tocante à função de médiuns videntes e de incorporação, eles não os considerarão dignos de frequências. E simplesmente deles se afastarão, ainda que apresentem o Estudo Metódico do Evangelho segundo o Espiritismo, que — este, sim — É INDISPENSÁVEL.

Em face disto, bem legítima é a posição de cautela a que nos aconselham os Espíritos Instrutores, quando nos concitam ao estudo. A rigor, nem reforma de caráter moral eficiente se consegue fazer sem o lastro do conhecimento.

Dizíamos, pois, que grande parte da população tem uma idéia falsa e preconceituosa de Espiritismo.

Quase todas as pessoas ligam (e confundem) as expressões culturais folclóricas — tais como sessões de mediunismo em terreiros de Umbanda, nas rodas de Candomblé, nas maquinações quimbandeiras, as pessoas ligam e confundem essas expressões, dizíamos, com o Espiritismo.

Também, além disso, ainda que fossem capazes de discernir sobre essas questões fundamentais, desde sua infância têm sido "prevenidas" por outras correntes religiosas, que lhes dizem:

— Cuidado. Espiritismo é coisa do diabo!

E, de noção errada em noção errada, o conflito se estabelece e, — mesmo sob as injunções de problemas obsessivos graves dentro da própria família, o cidadão prefere muitas vezes deixar morrer o ente querido ou confiná-lo para sempre num manicômio, — a procurar salvá-lo dentro das vias normais do tratamento desobsessivo, só porque para esse recurso faz-se mister o contato com uma Casa Espírita.

Nosso intuito, nesta série de comentários publicados alguns no Jornal Espírita e a maioria numa Coluna Espírita para leigos e espíritas, no "Diário do Grande ABC", é tratar do Espiritismo tanto na sua
Teoria, no que apresenta de superior e redentorial, quanto na sua aplicação prática.

Marcas indeléveis, porém, acompanharão a pessoa que entrar em contato, ainda que poucas vezes, com a verdadeira Doutrina dos Espíritos.

Marcas que lhe acumularão no ser a certeza cada vez maior nos altos desígnios da Providência Divina quanto ao destino do homem. Na sua natureza espiritual perfectível e na felicidade que o espera no dia em que passar a fazer dessa prerrogativa, o móvel principal de sua existência.

Sejam felizes, pois, os leitores que, nesta oportunidade, deixando de lado o possível medo ou procurando demonstrasse isentos de preconceitos, aceitem o repto e enfrentem o desbravamento do terreno ainda desconhecido.

Permitindo-se o interessado essa atitude de desassombro, oferecerá a si próprio a oportunidade inestimável de se defrontar com toda sua problemática existencial plenamente justificada, agora, pelos esclarecimentos profundamente racionais e lógicos constantes na Revelação dos Espíritos.

Allan Kardec, ao codificar essas Revelações, abriu para a humanidade um portal iluminado, permitindo ao velho homem o encontro de si mesmo, dentro de novas luzes, com as possibilidades infinitas para uma renovação constante e total.

Dessarte, o Codificador ofereceu asas espirituais ao ser antes tão infeliz e apequenado, promovendo-lhe a projeção para as esferas surpreendentes do aperfeiçoamento moral e espiritual, rumo ao Infinito.

DEIXE O MEDO OU O PRECONCEITO: CONHEÇA O ESPIRITISMO!

Os velhos entraves da humanidade gerados principalmente pelo desconhecimento de tudo, pela ignorância atroz, estão desaparecendo gradativamente pois que a Ciência avança e nessa arrancada vai limpando a velha face do planeta de tantos mitos, e consequentes mistificações, que a perturbam.

A maior dificuldade se resume na promoção do progresso moral do ser humano. Uma constante luta nesse sentido tem sido travada pelos obreiros do Espaço quando, a mandado do Senhor, promovem, com o auxílio dos encarnados mais capacitados para essas tarefas, os planos de revisão e revitalização de certas atitudes consideradas sadias, em detrimento de outras que absolutamente nada acrescentam (a não ser negativamente) no comportamento humano já tão deficitário, de um modo geral.

Contudo, apesar dos esforços de tantos Espíritos de escol, encarnados e desencarnados, que se dedicam a incrementar a elevação dos padrões morais da humanidade, nem sempre isto é conseguido tornando-se imprescindível então que o próprio tempo o consiga promover, por um processo contrário ao que deveria ser feito, em bases racionais, para a obtenção do pretendido.

Dessarte, somente quando o obsoletismo das crenças e a náusea dos desequilíbrios morais tomam conta da população chocando-a pelo negativismo e não como deveria ser, isto é, promovendo-se a subida dos padrões morais pela positividade, com boas atitudes e exemplos, somente quando a população se choca pelos excessos da desfaçatez, da desordem, da ausência de escrúpulos e da decência, enfim, com o caos, é que a reforma se faz. Isto é, a duras penas. Magoando, matando, fazendo sofrer intensamente.

E tantos culpam a Deus por tal estado de calamidade!

Pois se muitos dos planos de renovação e de progresso, propostos pela Alta Espiritualidade são simplesmente rechaçados por preguiça, por incúria e despreparo dos encarnados que, pura e simplesmente deixam-se estar no planeta e permitem que tudo aconteça, que tudo se estrague, tudo se perca, tudo se estiole só porque não desejam largar sua placidez e sua "vidazinha cheia" (de correrias e de valores materiais) para ser "palmatória do mundo", segundo sua própria expressão desinteressada e até cínica !

— Eu? Vou me esforçar para quê? Para me arrebentar enquanto os outros ficam aí de braços cruzados, só se aproveitando do que eu lhes propicio? Eu, hem? Só se for muito tolo!

E quase todos pensam assim. Raros os que compreendem os fatos como eles realmente são.

E por isso, pois, que o Espiritismo precisa, TEM que ser divulgado.

Porque uma vez entendendo o que se coloca por trás de toda ação bem dirigida, compreendendo a razão das encarnações, a finalidade do Espírito que é imortal e perfectível, o homem não relutará em arregaçar as mangas e trabalhar pela coletividade, trabalhando, em última análise, para si mesmo.

É a oportunidade de se promover o saneamento do planeta, totalmente assolado pela insânia coletiva.

Eis o ensejo para o encontro dos interesses mundiais, estabelecendo-se a paz. O mundo encarado não mais como um complexo de compartimentos estanques mas como vasta estrutura de vasos comunicantes: uma só e completa distribuição de riquezas e benesses do Senhor.

Nós sabemos que as pessoas relutam. Não aceitam a possibilidade da comunicação entre Espíritos e encarnados.

Está bem. Isto é o menos importante, por enquanto, para os que desejam (e sabem que necessitam) amealhar recursos para superarem as crises sociais violentas que, passando-se ao seu redor, também os ameaçam, funcionando tais perigos como verdadeiros lobos que nos espreitam para possíveis emboscadas.

Nós não desconhecemos que há, de fato, grandes lutas preconceituosas a enfrentar. E que somente depois de muito sofrer é que grande parte da população conseguirá aceitar o Espiritismo, devido aos problemas inúmeros que as condicionaram anteriormente fazendo essas pessoas afastarem-se da grande oportunidade redentora.

Entretanto, aqui nos pomos à disposição dos que tiverem desejo de conhecê-lo apresentando-lhes uma lista bibliográfica que funcionará como uma chave autêntica para o conhecimento correto e legítimo do Espiritismo.

Com a leitura destes livros em primeiro lugar, os homens de boa vontade estarão devidamente acobertados para o contato sadio com o Espiritismo autêntico, não correndo mais riscos quando outras noções e outras formas deturpadas de pretensas correntes espiritualistas lhes forem propostas.

ALLAN KARDEC — "O Livro dos Espíritos"

ALLAN KARDEC — "O Livro dos Médiuns"

ALLAN KARDEC — "A Gênese".

ALLAN KARDEC — "O Céu e o Inferno"

ALLAN KARDEC — "Obras Póstumas"

ALLAN KARDEC — "O Evangelho segundo o Espiritismo".

E ainda, obras: de Leon Denis, Gabriel Delanne, e vários Espíritos, entre eles Emmanuel e André Luiz (estes dois últimos psicografados por Francisco Cândido Xavier), além de muitos outros escritores de ilibada expressão.

Helena Carvalho

Os tempos atuais exigem uma fundamentação adequada dos conceitos e valores que devem nortear o ser humano conferindo significação e validade a cada ato consciente da Vida.

O Espiritismo efetua esse trabalho de renovação e revigoramento do homem no seu íntimo e na sua praxis.

Muitos ainda se conservam distantes da Doutrina dos Espíritos (medo? preconceito?) pois aprenderam a temê-la e evitá-la pelo muito que tem sido mascarada e deturpada por seus opositores.

Daí, o repto da Autora aos homens conscientes: conheçam o Espiritismo e analisem os inúmeros problemas atuais, principalmente os da conduta humana, à luz da nova filosofia de vida.

Fé raciocinada, sexo responsável, desquite e divórcio, como enfrentar as dificuldades, o aproveitamento de cada ângulo da experiência, como se tornar cada vez melhor, a alegria de se saber eterno, a postergação da morte, a vida vitoriosa, são alguns .dos temas abordados em ESPIRITISMO: MEDO OU PRECONCEITO?

É leitura indispensável aos que anseiam pela compreensão do mundo e pela paz interior.

1 - FIDELIDADE A JESUS

I - O ESPIRITISMO EXIGE ESTUDO

1 - FIDELIDADE A JESUS

II - MEDIUNIDADE

1 - FIDELIDADE A JESUS

III - A FENOMENOLOGIA ESPÍRITA

2 - EVOLUÇÃO

I - A RESPONSABILIDADE

2 - EVOLUÇÃO

II - SABER VIVER

2 - EVOLUÇÃO

III - COMO FAZER O BEM

2 - EVOLUÇÃO

IV - O ESFORÇO

3 - COMUNIDADE

I - NÃO PODEMOS CRUZAR OS BRAÇOS

3 - COMUNIDADE

II - EDUCAÇÃO PELO EXEMPLO

4 - EQUILÍBRIO

I - COMO EVITAR SOFRIMENTOS...

4 - EQUILÍBRIO

II - AH ! QUANTA IRRESPONSABILIDADE

5 - FIDELIDADE A KARDEC

I - A DISCIPLINA NOS C.E.

5 - FIDELIDADE A KARDEC

II - AO TRABALHO !

5 - FIDELIDADE A KARDEC

III - A PRÁTICA ESPÍRITA