2 - RUMO À REGENERAÇÃO

2. Rumo à regeneração

Recapitulemos a nossa viagem, agora fazendo-a pouco mais circunstanciada, para melhor assimilação.

Universo em expansão... Planeta Terra, centro de nossas atuais preocupações, aqui onde o homem estabeleceu a crença venerável de que uma grande explosão deu origem ao Universo...

Ora, fixando-nos em uma tamanha massa, difícil fica explicar tal expansão. Sabemos, sim, que várias grandes explosões se verificaram, mas apenas uma minúscula parte se pode entender. Numa estreita dimensão, o homem ainda sucumbe em suas intenções de tentar entender os parâmetros da grandiosidade do Universo. Se lançarmos vista ao sistema de que mais nos fazemos próximos, encontraremos um Universo em plena expansão. Vemos a Terra tal um gigante organismo se alimentando e crescendo, mostrando a sua grande expansão. Da mesma forma é vista a nossa Via Láctea, a apresentar a mesma situação. Todavia, enganável é aos olhos que o Universo se vá expandindo. Conforme a galáxia vai tomando diferente forma, valendo-se de determinados agentes que lhe promovem o crescimento, aí se mostra a garantia de um todo que se nos afigura os caminhos do desconhecido.

A Terra cria as suas microvidas e permite que elas se desenvolvam, cresçam, cumpram o seu ciclo vital, o qual garante a própria sobrevivência do planeta. Similarmente, é observado que a nossa galáxia está em contínuo crescimento. Fixando Andrômeda, a galáxia de nós mais próxima, observamos a sua expansibilidade, ocasionada por campos ativos, a alimentá-la até mesmo com sistemas rochosos propiciadores de geração de microvidas, enriquecendo e alavancando a observada expansão.

Com vistas numa novae, observamos uma tão grande explosão, a exemplo do que ocorreu com o núcleo da Terra quando ainda viajava em busca de sua órbita. Tais explosões mostram que tais corpos como que se devoram a si mesmos, produzindo uma alção química e nuclear de espantosa intensidade. Dessa mesma forma é observado no grande cosmo.

Nossa Terra, inserida nesse contexto, vagava à procura do seu próprio quadrante, este recaindo no bojo deste nosso sistema solar. Era ela apenas um cometa se preparando para se transformar num planetoide. Recebia o impacto direto de outros corpos celestes promotores de certas explosões e da própria condição rochosa. Sob tais fatores bruscos ela caminhou pelo espaço, até definir a sua própria órbita. Na extensão da força gravitacional que ela constituía, necessitaria de um satélite que equilibrasse as suas energias. Eis então a sobrevinda de um gigante asteróide, impossibilitado de se chocar com a Terra pelo próprio impedimento da força gravitacional das duas semi-órbitas que então se formavam. O impacto de asteróides foi estabelecendo o núcleo da Terra e a caracterização do seu sistema gravitacional. Tal agente transformava aquela matéria em metal, este se transformando em silício e este gerando o oxigénio. A expansão do oxigênio, a devorar os gases venenosos, já estabelecia uma tal camada envolvente protetora que impedia a intrusão de qualquer corpo cósmico estranho, a não ser queimado por esses mesmos fatores.

Por sua vez, a Lua vivia a ação dos mesmos agentes. Embora apresentasse uma expansão menos ativa do que a Terra, já contava com o seu sistema orbital em conjunção com aquele da Terra, estabelecendo suas mútuas atrações e influenciações. Essa conjunção dos dois corpos se manifestava tal uma ligação de um cordão elástico, a sofrer os efeitos da atração e repulsão.

Aproximando-se do Sol, em seu movimento de translação, a Terra acelerava a sua velocidade, sofrendo a atração gravitacional da sua estrela-mãe, a exemplo do que ocorria com os demais planetas do sistema. Nesse contexto é que a Terra fazia a sua expansão e ia tornando viável o seu campo albergador da vida. Este ganho do fator vida se oportunava apenas quando a Terra se fixava no seu equilíbrio orbital, pois anteriormente, no seu período de formação, necessitava do impacto dos corpos estranhos, quando passava pelas fases de asteroide, cometóide, cometa, planetóide, planeta. Uma vez firmando-se na categoria de planeta, com o seu núcleo já firmado e processando a gestação de metais, do silício e do oxigênio, é que a Terra ganhava enfim a sua atmosfera. Esta estava impregnada de infinidades de microvidas em desenvolvimento, e então, repetimos, tornava-se impeditivo o choque de corpos estranhos. É certo que houve várias invasões de matéria cósmica, mas o grande protetor eletromagnético filtrava os fatores negativos e permitia a expansão equilibrada de desejáveis microvidas que enriqueciam a ecosfera planetária, ficando garantida a evolução de toda a magnífica biodiversidade que até hodiernamente é ostentada.

Vidas minúsculas se expandiam então. Ainda hoje podemos presenciar aqui grandes lagos, a existência de ricos plânctons, cujo odor característico denuncia a existência de gases venenosos — ali onde se vê em pequena escala o que se observava genericamente em quase todo o nosso planeta...

Assim é que vemos a Terra a cumprir as suas destinações, muitas vezes desafiando os próprios profetas e físicos de séculos passados, eles que vinham colocando a Terra como o centro do Universo, onde a Providência criaria uma humanidade apenas num sistema ou num único planeta. Obviamente que através das lunetas, alcançando os astros, o homem, pelo seu próprio conhecimento, já descartava tais pretensões erróneas, e a partir daí colocando o Sol no seu devido lugar, ou seja, no centro do nosso sistema, onde também a Terra ocupava o seu lugar secundário, acompanhando a movimentação de sua estrela-mãe, que, por sua vez, acompanha a movimentação da galáxia. E assim é que, seres imortais criados por Deus, somos com a Terra e outros astros os eternos viajores em busca do nosso espaço e do nosso equilíbrio.

Se observamos a natureza, vemos que uma pequenina semente gera uma grande árvore que se torna centenária e até multicentenária, chegando até a mil anos. Entretanto, a grande árvore pode tombar sob a força do tempo, pode ceder a sua matéria orgânica à expansão da vida em outras direções. Assim em todo o reino vegetal e animal, porque a sabedoria do Pai estabeleceu que nada se perca e tudo se transforme. Assim como a Terra vai crescendo, também o Universo tem o seu desenvolvimento. Cada corpo evolui no seu próprio espaço; energias se vão modificando, sob um permanente crescimento.

Lançando vistas ao organismo humano, vemos nele bilhões de microvidas, e vemos as minúsculas células constituindo os tecidos, estes, por sua vez, constituindo os seus órgãos, estes se desenvolvendo em seu espaço, tudo criando um campo bioenergético. O sistema ósseo, como se fora a parte rochosa de um planeta, dá a sustentação física ao organismo. Nesse conjunto, o sistema nervoso também se vê comandado por uma fonte energética chamada cérebro. E assim seria também a nossa visão cósmica do sistema solar: o Sol central com os seus planetas, satélites e incontáveis asteróides.

Se olharmos para a enervação do corpo humano veremos o fluir da mesma energia elétrica apresentada pela Terra e pelo seu campo gravitacional, gerador do seu campo eletromagnético.

A evaporação, o enriquecimento do oxigênio atmosférico vão promovendo um contínuo crescimento do planeta.

Assim, onde quer que lancemos a nossa visão vemos o processo evolutivo da vida.

Eis o imenso Universo apresentando situações e situações nesse contexto de perene evolução.

Entendamos que as galáxias não se vêm devorando mutuamente, tal como poder-se-ia acreditar; elas vêm crescendo nas suas dimensões.

Tudo está afeto ao ser superior a quem chamamos Criador, até onde possa alcançar a pobreza da análise humana. E nós, seres imortais, fazemos parte de todo esse contexto que passa ainda por desconhecido à fragilidade da nossa ciência.

Não há apenas o Deus do nosso planeta: é o Deus de todo o Universo. Mas, fixando-nos nesse fator, podemos encontrar o Cristo na qualidade de criador da Terra, de um sábio arquiteto capaz de conduzir este corpo celeste através da expansão do espaço e do tempo, ocupando várias dimensões, no sentido de que tudo se expande no rumo do aperfeiçoamento determinado por essa Providência cujos desígnios maiores nos fogem ao entendimento. Jesus herdou este planeta na qualidade de pai de cada um de nós.

Os estudiosos da Terra direcionam ao cosmo os seus aparelhos, tentando decifrar os parâmetros de todo o nosso sistema e de todo o Universo.

Há vida inteligente noutros orbes?

Ora, acreditar que a Terra alberga a única civilização desta imensa galáxia, com suas infinidades de estrelas e sistemas planetários, é desacreditar da existência da Providência, acreditando orgulhosamente sermos os únicos seres inteligentes dessa incomensurável Obra. Errônea pretensão! Na dimensão em que nos podemos situar já somos levados a observar, nesse sentido, muito além do que nos pudesse levar a nossa própria imaginação.

Fixemos o olhar nesta massa física terrestre em que pisamos, na qualidade de seres encarnados. Aí sentimos a sensação de seres carnais, tocamos nos objetos, nos seres vivos, acreditando na expansão da nossa própria força bruta. Porém, não podemos acreditar que o cérebro seja a única energia capaz de aprisionar esse magnífico campo de memória que é o ser inteligente, a única energia capaz de passar ao corpo somático as contínuas informações para que ele se mantenha vivo.

Negar a existência do espírito é o mesmo que mergulharmos na escuridão e de nada obter qualquer resposta.

Ora, raciocinemos então: no Universo todo, por mais distantes estejam os sistemas, encontramos seres inteligentes, espíritos guiando espiritonaves e ganhando diferentes dimensões numa velocidade tal que difícil seria imaginar. Eis então prodigiosas civilizações povoando o Universo, civilizações muito mais antigas do que a nossa, ou ainda civilizações bem inferiores, com primitivos sistemas de alimentação onde mutuamente devoram a própria carne, tanto quanto há civilizações adiantadíssimas neste particular, alimentando-se de emanações florais ou extraindo do seu próprio espaço aéreo a sua energia vital, tal como se respirasse aqui o oxigênio.

Até mesmo os animais aprenderam a olhar para o céu, enxergar nele o perigo que os ronda, sentindo a expressão energética de determinados campos ativos, a exemplo de terremotos, maremotos, inundações catastróficas. Reage o seu cérebro informando que algo de maléfico lhes está para acontecer.

Ora, se tal ocorre com os animais inferiores, por que então o homem, ser tão mais superior, não haveria de perscrutar o firmamento e buscar a resposta que o atendesse em suas dúvidas e necessidades?

E vemos, pois, a grande expansão dos sistemas, criando no cosmo determinadas fendas dimensionais, originando buracos negros, o que nos vai dando a certeza de que o nada não existe. Mas a nossa ignorância estaciona nos seus próprios limites, quando há tanto e tanto de fenômenos que ainda se mostram tão distantes da compreensão humana, porque esta se chumba à estreiteza de crer apenas no que pode ver e tocar, descartando a própria soberania da mente e da imaginação. Há de se mergulhar nas codificações da alma, que mantém o seu DNA espiritual, garantidor de todas as suas situações.

Encontramos, pois, a realidade existencial de espíritos de planetas vários alcançando a Terra para que esta se desenvolvesse. Na espiritosfera terrestre circulam naves e naves que se utilizam da adequada energia para atuar neste plano, gerenciar a evolução dos seres, preparar a reencarnação dos espíritos.

Colocando-nos nos limites da Astronáutica do plano material terrestre, se preparássemos uma nave capaz de viajar pelo espaço à velocidade da luz, nosso corpo somático jamais suportaria romper a barreira de tal velocidade; voltaríamos ao estágio da infância, atingiríamos a dimensão anterior ao nosso reencarne e até mesmo outras reencarnações pretéritas. Isto ainda é o desconhecido aos terráqueos.

Mas eis a Terra com o seu envoltório protetor, impedindo, como já dissemos, a intrusão de corpos estranhos condutores de microvidas que pudessem combater com aquelas que aqui já haviam sido desenvolvidas quando da condição de pré-planeta, quando ainda unia as situações para a sua formação, na fixação nas matérias explodidas no cosmo.

Aqui repetimos: o Universo, como um todo, não explodiu sob aquela força determinada por um imaginável Big-bang. Sabemos, sim, que explosões e explosões ocorrem constantemente no Universo, pois vemos astros se transformando em outros astros, o que traduz a bondade da Providência possibilitando a transformação e a geral melhoria de todos os seres.

Lentes gigantescas dos cientistas terrenos procuram no mais distante as respostas, rasgando o Universo, indagando sobre a solução de um tudo, o início de um todo.

O poder sacerdotal dos irmãos terrenos colocara a Terra no centro do Universo, privilegiando-a a determinadas situações, mas depois a ciência tudo mudou. O Sol está lá, como centro do nosso sistema, com suas radiações, com a poeira solar que lança ao cosmo e atinge os seus planetas e satélites.

Vimos já o tema da criação e trasnformação da Terra. Entendemos que, passando a ser já um planeta, conjugando as suas forças de expansão interna aos fatores externos, consolidando o seu núcleo, expelindo por vulcanismo o seu magma, minerais tais quais o precioso diamante — a Terra promovia uma espécie de implosão, uma explosão fechada dentro do seu núcleo, unificando variadíssimos agentes. Tomada a sua forma planetária, vegetais e animais se foram desenvolvendo, estabelecendo-se um vasto campo e programa evolutivos.

Nesse estágio, a Terra já deixara de ser atacada por corpos cósmicos: estes, tentando penetrar na sua atmosfera, eram destruídos. A poeira solar não fazia tanto os seus efeitos, porque o Sol, àquele tempo, ainda não ganhara a força expansiva que hoje observamos, grande parte de sua estrutura ainda se constituindo em gelo. O sistema implosivo dando lugar a um sistema explosivo, foi então que a energia solar alcançou a expansão a determinar a constituição de todo o nosso sistema.

Quando essa estrela-mãe emitia toda aquela energia e expelia a sua matéria, estabelecendo o seu equilíbrio orbital, a Terra também ganhava a sua forma.

A vida se foi então expandindo no nosso planeta. Estabelecia-se nos minúsculos seres a diferenciação entre masculino e feminino. O fluxo energético dos fatores geológicos e da própria influência lunar determinava modificações e modificações nos seres.

Nesse período, a Terra recebia o bombardeio de asteróides, mas não mais trazendo o perigo de microvidas nocivas, pois estas se aniquilavam ao impacto com a atmosfera protetora, mais porque tudo o de que necessitava nesse sentido a Terra já possuía.

A evolução se processava no reino vegetal, cujas espécies alcançavam a superfície seca, deixando o meio aquático. E também o reino animal já dava os seus passos. Contudo, antes de tudo isso acontecer, uma espiritosfera superior já existia aqui, administrando tudo com amor e carinho. Os espíritos supervisionavam o plano material promovendo contínuas ações, às vezes até se materializando. Com a grande disponibilidade de energias magnéticas, tais espíritos se projetavam na superfície de forma bem tangível, apresentando-se tais humanóides que já eram projetados para o planeta. Os animais viam e sentiam tais humanóides semi-materializados, manifestando então um certo medo, por saberem que se tratavam de seres estranhos ao ambiente físico. Assim, os animais já iam fixando o medo e o respeito para com o humanóide, sabendo tratar-se de um ser superior, algo similar ao que poderia considerar-se um deus.

Tais espíritos trabalhavam o reino animal no sentido de que seres animais se transformassem em primatas e estes em humanóides. Assim, agiam diretamente no solo terrestre, da mesma forma que se observa hoje em Marte, os espíritos trabalhando para que ele se torne um planeta com características de vida similares à Terra atual.

Aqueles eram espíritos bastante evoluídos. Instalaram colônias no nosso planeta e às vezes traziam espíritos de outro planeta para que aqui repousassem. Tais visitantes assumiam aqui a condição momentânea da semi-materialização, valendo-se do grande reservatório de energias vitais aqui existentes, e depois eram recambiados aos planetas de origem.

Os animais terrestres se acostumavam, assim, com a presença do homem. Com o passar do tempo, surgiam os símios que mais se aproximavam da forma humanóide. Espíritos vieram trabalhando aqueles símios para que alcançassem a forma humana e com isto evoluíssem. Os símios deram então um grande passo transformando-se em primatas. Estes sofreram uma mutação e passaram a caminhar com os dois pés no chão, nisto se acercando bastante do humanóide. A Terra oferecia variadas situações evolutivas. Muitos daqueles primatas até tentavam conversar com os espíritos semi-materializados. Na medida em que os primatas perdiam os seus pelo e desenvolviam diferenciadamente as pernas e braços, pés e mãos, na medida em que modificavam os hábitos alimentares, adequando-os ao que era oferecido então pelo planeta, sofreram substanciais transformações, chegando a quase-humanóides, mas conservando ainda a sua categoria de primatas. Estes se espalhavam e desenvolviam em todos os recantos do planeta, até que começaram a usar mais ostensivamente a inteligência para a conquista de certos alimentos, para que não fossem aniquilados pela sua própria expansão. A própria natureza, criando necessidades de sobrevivência, contribuiu para que eles se modificassem, até que enfim surgisse a primeira categoria de humanóide sobre a Terra. Firmava-se a regularidade da reencarnação de primatas na condição de humanóides, despertavam-se-lhes de outra forma os instintos e a consciência, tudo supervisionado por espíritos instalados em esferas espirituais mais altas, gerindo aquele grande palco reencarnatório. Espíritos de outros orbes que reuniam as mesmas condições evolutivas chegavam à Terra e assumiam também as primitivas formas humanóides, assim auxiliando também na evolução da Terra.

Tudo se aperfeiçoava na nova ordem de evolução física. E, na medida em que tudo se intensificava, cada vez mais dificultosas se iam tornando aquelas materializações de trabalho dos espíritos supervisores. Esporadicamente isto ocorria, quando eles se projetavam no meio das povoações para instruí-las, auxiliá-las, guiá-las a um determinado fim.

Os humanóides ganhavam inteligência. Seus pelos desapareciam cada vez mais, passando a sentir a necessidade de cobrir a pele em função do calor ou do frio, dependendo da região em que se encontravam. Famílias já eram criadas, constituindo tribos, e o atrito entre elas já ocasionava debates. Lutava-se pelo campo de caça e habitação, tribos se dizimavam.

Com isso, os antigos primatas e os espíritos candidatos dessa categoria já não mais encontravam aqui as condições ideais para que se transformassem em humanóides. Com isto abriu-se a porta à chegada de espíritos de outros planetas, aqui encontrando eles o campo certo à sua expansão evolucionai, perante uma grande biodiversidade. Estes já formavam as suas vilas e já passavam a auxiliar os terráqueos preexistentes. Erguiam-se as habitações e o homem já começou a manifestar a vergonha de se apresentar nu.

Em tempos anteriores a esse estágio, quando a Terra era habitada por animais de porte gigantesco, houve uma dizimação deles em função da mudança climática da Terra, ocasionada por vários acidentes. Enormíssimos animais se extinguiam então, muitas vezes vítimas dos próprios desastres naturais, sem que tivessem inteligência suficiente para que se salvassem de tais perigosas ações ocasionadas pela expansão dos continentes, pelos terremotos e maremotos. A tudo isso sobrevivia a raça humana, a ganhar vigor e inteligência. Tais homens, agrupados aos inteligentíssimos espíritos provenientes do sistema da estrela Capela, participaram então daqueles períodos da construção de monumentais obras arquitetônicas que quase nada perderiam para aquelas hodiernas. Tais espíritos criavam variadas situações, diferenciadíssimas perante o que se conhecia na Terra, e operaram coisas maravilhosas, garantindo a sobrevivência dos terráqueos de modo geral. Ganhavam assim o seu significativo espaço. Através do fogo podiam fazer coisas extraordinárias, com isto marcando a sua expansão física e espiritual, semeando cidades e civilizações, obras e situações de arte e ciência.

Aqueles espíritos oriundos de outros planetas tinham o seu programa reencarnatório a cumprir, a sua missão de alavancar o progresso da Terra, mas tantos e tantos deles erraram bastante em suas ações, o que redundou no quadro que hoje vigora na Terra. O próprio destino evolutivo da Terra pedia e permitia a dizimação de tais povos, e então foram retirados daqui milhares e milhares deles, muitas vezes cidades inteiras sendo devoradas pelas águas marinhas ou oceânicas, vítimas de mudanças climáticas, vítimas da força expansiva da própria pobreza de pensamento.

Naqueles tempos o homem era capaz de viver por mais de trezentos anos, porque a isto a evolução da Terra os condicionava, já que a química vigente lhe era totalmente favorável. Saudável era a sua alimentação, isenta de carne, do álcool ou de algo assim. Havia os que, pela sua ignorância, ainda abatiam os animais para sua alimentação, mas, de modo geral, com um alimento sempre saudável, sem doenças, a maioria vivia por largo tempo. Porém, a partir de quando começaram a agir irresponsavelmente, abusando da liberdade, foram sendo retirados do plano físico. Muitos deles, alcançando o plano espiritual e provocando e sofrendo pressão unilateral, foram confinados no centro da Terra, em razão de sua própria imperfeição.

A partir de então tomavam forma as camadas da espiritosfera terrestre, espíritos garantindo ali a sua instalação específica.

Como resíduos das civilizações desses irmãos são encontrados, ainda hoje, vários monumentos singulares que desafiam os pesquisadores, a exemplo das pirâmides, das construções andinas. Doutra parte, encontram-se construções ou objetos gigantescos nos fundos marinhos e oceânicos, o que ainda deixa perplexo o homem de hoje. Eis um antigo universo de construções antigas tragado pelos abismos das profundezes dos oceanos, vestígios ainda inexplicáveis aos olhos dos cientistas.

Ora, se em nossa viagem ao passado remoto mergulhássemos na superfície da Terra de então, encontraríamos aquelas civilizações tomando conta do nosso planeta, de tudo aquilo que atraía a sua insaciabilidade.

A devastação foi genérica. Poucas tribos sobraram e tomaram esparsos cantos da Terra, tribos que, barradas em suas força expansiva, começaram a lutar exclusivamente pela sua própria sobrevivência, muitas delas perdendo as suas próprias raízes e tornando-se populações primitivistas, embrenhadas nas matas e valendo-se da caça para manutenção da vida.

Tais espíritos foram vivendo novas situações, morrendo e reencarnando, enfrentando dificuldades com as mudanças se operando no planeta. Seu tempo de vida caíra para trinta ou quarenta anos, eles tudo fazendo para garantir a sua própria existência. Ao invés de evoluírem, estagnavam, buscando situações e situações. No Oriente se foram aglomerando tais espíritos, buscando aprimoramento. Com o passar do tempo ganhavam domínio sobre a natureza e sobre si mesmos.

Readquiriam o uso mais inteligente do fogo, dos metais, com isto logrando matar mais facilmente os animais. Reformulavam-se, perdida que ficava toda aquela individualidade exacerbada que no passado fizera expandir a sua ignorância e imperfeição, quando evoluíram apenas materialmente, relegando a moralidade.

Nesse estágio, espíritos elementáis, na espiritosfera inferior, foram propiciando o seu auxílio aos encarnados, sempre supervisionados pela Espiritualidade superior, garantindo a sobrevivência das espécies.

Fitando este mundo, despertamo-nos à bondade do Criador a olhar para cada pecador da Terra, vendo em cada rosto a expansão da evolução, a nova chance de viver.

Porém, a desigualdade tomara o coração daqueles seres e eles começaram a lutar entre si, na luta pela própria sobrevivência. Uniam-se em tribos, tornavam-se reis e constituíam reinos, formavam situações e situações, criando fábulas e deuses, imperando nas regiões de seus interesses. As forças se atritavam, provocando mortes que intercalavam situações e situações no plano espiritual, espíritos se enraivecendo, endurecidos, perante os que os haviam abatido. Mas tais espíritos, tomados dessas perturbações de ódio, não compreendiam a sua própria situação de espíritos livres, desencarnados. Eram levados a novo reencarne, no mesmo meio da vida anterior, e, reencontrando os convivas anteriores, mutuamente se afeiçoavam.

O planeta ainda não se figurava na categoria da prova e da expiação, porque os espíritos ainda não eram tomados da conscientização quanto às consequências de seus atos e de suas situações, dos fatores do encarne e desencarne. Suas reencarnações eram rápidas, sucessivas, indivíduos se reagrupando em novas situações e assim garantindo o seu progresso, embora frágil.

Era esse um processo lentíssimo de progresso moral: mesmo com dezenas de existências sucessivas, aqueles seres quase nada mudavam, não querendo deixar a chance do amor brotar em seu coração.

A Espiritualidade provocava então, com o passar do tempo, a inspiração para que se começasse a acreditar num Ser Superior que lhes falasse de amor e justiça, assim tentando guiá-los a novas situações de alcance moral. Dons mediúnicos faziam o seu papel, provocando revelações, novas instruções formando códigos religiosos, profetas e profetas mostrando a realidade de uma outra dimensão. Com tal suporte espiritual, o homem foi acreditando na essência dessa luz divina, muitos sendo aprimorados nesse sentimento falando de um determinado Deus. Projetado à vida espiritual, o espírito já se despertava à consciência da culpa pelos próprios erros, culpa que já lhe rendia muito sofrimento. Passava a entender que, uma vez fazendo o mal, este o iria acompanhar. Desabrochava o medo de padecer por aquele mal que pudesse praticar. O peso consciencial passava a lhe estabelecer uma melhora moral.

Com a evolução da espiritosfera, estabelecendo ambientes diferenciados, aqueles seres que iam melhorando iam ganhando ali melhores situações. Reencarnações sucessivas reforçavam os núcleos familiares, as populações crescendo.

Conhecimentos sobre armas e utensílios cresciam, ao passo que o conhecimento moral era preciso ganhar rumo, para o aprimorar os sentimentos.

E dessa forma se chegou aos tempos do patriarca Abraão. Este surgiu tal um marco significativo a estabelecer o sentido da prova e da expiação que se formava através dos defeitos, das dívidas, da falta de amor. Um novo elo evolutivo se criava na humanidade, buscando na glória de Deus a razão da vida, da Terra, do Sol. Inspirado pela Espiritualidade, procurava fixar na razão do homem a existência de um único Deus, um Criador capaz de gerir as razões de um todo, de um grandioso Universo.

Colocava-se a Terra como centro do Universo e historiava-se aquela cosmogonia: Haja luz e haja trevas. E falava-se da criação do dia como sendo a expressão da luz, e da criação da noite como sendo a expressão da treva. Mostrava-se que um Deus grandioso criara o Universo e que o homem e o seu mundo foram criados à semelhança de Deus.

Nessa direção comungaram vários pensadores daquela época, ressaltando em cada um a força dos delitos provocados pela força ruinosa das lâminas, em nome de uma crença que lhes cobrava tudo o que era de direito.

O homem percebia, vagarosamente, o desabrochar dos seus sentimentos à sua própria realidade de ser livre e responsável pelos próprios atos. Assentado no seu medo, ele se dobrava ao poder de um grandioso Deus, mas também a um certo anjo da perversidade, aquele Demônio que, com a sua energia negativa, poderia medir forças com o Deus da luz e da justiça.

Duas energias divergentes foram criadas pela vontade do homem, que assim marchava pela Terra, obediente a Deus e temeroso da força do Demônio em que acreditava como sendo o Deus do Mal, em oposição ao Deus do Bem. E assim o homem procurava filiar-se ao bem, entendendo que este lhe rendia uma força gigante e capaz de expulsar o mal. Já entendia que havia de pagar pelos próprios erros, pois já acreditava na existência do Céu e do Inferno: aquele que errava sistematicamente era votado às chamas ardentes do Inferno, e aquele que seguia as leis divinas ascendia às miríficas paragens do Céu.

Nesse contexto, havia também aqueles que criavam os seus próprios mitos e cultuavam-nos como próprios deuses. Surgia aquele povo que criava o seu respectivo deus segundo os ditames da sua própria materialidade.

Aprisionava-se o homem ao seu próprio medo perante os desafios da vida e da morte, afogado no próprio desequilíbrio formado pela sua falta de conhecimento. Enquanto o mundo passava por suas transformações, o homem se fixava cada vez mais na sua culpabilidade, tentando entender aquele Deus tão temido por todos, prestando conta de tudo o que orbitava em sua própria consciência.

Na medida em que entendia ser mais pedido a quem mais fosse dado, o homem passava a considerar com mais força que já não mais valia a pena projetar no mal os seus sentimentos, que melhor seria direcionar o conhecimento para o caminho do bem, estar ao lado da luz enquanto ela ainda se fizesse presente.

No marco maior de fixar a existência de um só Deus, eis que descia à Terra o profeta Elias. O notável profeta chegava para desafiar o rei de Israel, mostrar que outro sentido deveria ser creditado à vida. Em sua expansão mediúnica, ele expressava o verdadeiro significado das leis divinas, cobrando ao homem a sua maior fidelidade a elas, na semelhança do fogo que descia dos céus e incendiava o chão, tal como viria também mostrar a ação de um outro grande profeta chamado Moisés.

Tudo levava a considerar que o homem deveria ser obediente a uma determinada lei, que deveria inclinar-se ao bem, pois, caso contrário, ele deveria pagar um preço mais ostensivo.

Pragas desciam sobre o Egito e dali um povo era retirado, chamado a desafiar o deserto e buscar a sua própria terra de promissão.

Sendo o povo hebraico exaltado por todo o Velho Testamento, eis Moisés fazendo parte viva nessa história. Um novo Israel era estabelecido e, sob a força da própria ira da indignação, fogos desciam dos céus sob as ações de Elias, mostrando que toda a grandeza de Deus se consubstanciava nas leis de amor e justiça. Abal treme diante da existência de um só Deus, Jesebel cai de joelhos ao chão, Acade estremece vendo a grandeza em expansão maior de um espírito de maior conhecimento, porque na Terra passava a vigorar o plano da prova e da expiação.

Sob tal sentido, animado por uma alta ação expansiva, o poder da palavra se fazia presente na boca do homem, onde imperava a força de olhar para os céus e acreditar no poder extraordinário do Ser Superior, e eis que foram rojados ao vale da morte aqueles sacerdotes que ousavam desafiar o poder de Deus Único. Cabeças rolaram, e o homem crescia sob a ostensiva cobrança da prova e da expiação, que mandava entender que haveríamos de quitar as nossas dívidas perante a justiça divina. E eis então que, na força desse novo entendimento, um certo espírito haveria de desprender-se da Alta Espiritualidade e caminhar pela Terra. Elias encontra Jesus e das mãos dele recebe a oportunidade de reparar aquilo de errado que promovera no passado.

Elias haveria de cumprir a sua expiação por ter determinado a morte de vários sacerdotes, e, dessa feita, teria também a oportunidade de abrir o caminho à passagem de Jesus, o Mestre da Luz que vinha trazer a nova mensagem do amor e do perdão à humanidade.

João Batista, o antigo Elias, desafiou novamente Jesebel, ora no corpo de Herodíade e vivendo ao lado de Heródes. Chamada pela justiça dos Céus, ela se faz presente: deixando ali a sua cabeça, João Batista galgava o plano espiritual ao embate daquele justo reparo do seu erro, expiando a própria justiça que pregava, porque o plano da prova e da expiação estava e está em plena vigência, exigindo que a mão escandalosa seja cortada e rojada ao fundo do oceano caso se queira penetrar no reino dos céus. Sendo João Batista o próprio Elias reencarnado, tinha a sua passagem garantida ao plano superior, e ora renascia das cinzas da sua própria expansão, reintegrando-se à Seara de Jesus.

A força da verdade permanecia atuante na Terra, mostrando aos homens a grandeza do amor. Antes de a Terra ser eu já era — dizia Jesus. Não desço na Terra para julgar os homens que nela vivem, mas as minhas leis, tal um novo pacto, hão de permanecer entre os povos, porque a partir de hoje a Terra cumpre as profecias da sua mudança moral.

Dessa feita, orando ao Pai, derramando à Terra o seu sangue, Jesus seria capaz de pegar a terra, cheirá-la e exclamar: Terral Terra! Eis que o meu amor germina em ti! E assim as energias do amor se manifestavam, porque as estrelas anunciavam o surgir de um novo tempo em que a grandeza da expansão do amor seria regra geral, explicando a lei da justiça em que perece pela espada quem pela espada fere, e que há de se morrer pelo próprio veneno que se há aplicado contra outrem.

Perdido nos caminhos incertos da Terra, eis que o homem recebe Jesus na simplicidade, todo iluminado pelas estrelas. Perante o homem, fixado este no seu próprio egoísmo, sustentado na sua própria ambição, tentando erguer suntuosos templos para exibir o seu alto potencial, eis que, no templo da simplicidade, chegava o Rei dos Reis. Era a Luz do Mundo, vestindo a roupa da carne, o manto dos simples.

A Terra não seria mais a mesma: Ó Terra, é chegado o teu tempo, o momento da tua dor, o momento da tua lágrima, o momento da tua transformação, pois jamais serás a mesma depois que os meus pés pisarem este solo.

Constituía-se na ação tudo o que se poderia mostrar perante o Evangelho, promovendo a cura da humanidade, reerguendo corpos que há dias estavam tomados do sono da catalepsia, fazendo reerguer os paralíticos, restituindo a visão aos cegos, perdoando as prostitutas, seguindo em meio aos bandidos e ladrões, instalando na Terra o verdadeiro templo da simplicidade, transformando água em vinho, mostrando que uma nova aliança se firmava com a Terra. E todos aqueles que não se curvassem aos novos tempos perder-se-iam diante da sua própria verdade e acabariam praticamente no nada.

A partir de então a transformação moral do planeta passava a ser mais efetiva. O cinturão do aprimoramento a cingir os homens se torna um tanto mais apertado, pois conhecendo a verdade que liberta, conheciam a mesma verdade que os aprisiona.

Magos se fixavam naquela nova luz se projetando na Terra, a luz que trazia um novo código de moralidade. De que adianta lançar a ofensa sobre o meu irmão se ela recairá em mim próprio? Nesse palco de aprendizado reencarnavam infinidades de espíritos, bebendo das águas puras de Jesus. Os umbrais se esvaziavam paulatinamente. Mostrando a força da expansão das trevas, a Terra igualmente se expandia. A verdade era soberana e justa e vinha ligar-se diretamente aos homens.

Os tempos foram passando e todos os que se mostravam adversos à verdade, sucumbidos por alguma atuação mediúnica, foram sentindo o impacto do progresso moral da humanidade, das novas leis ditando a evolução da humanidade. Muitas vezes mergulhando no silênci do seu dom mediúnico e nos cenários do futuro, novos profetas grafavam o que poderia acontecer à Terra. E o Cristo, estribado nas leis universais, preparava o planeta à nova mudança.

Na sua pobreza moral, na sua ignorância, o homem haveria de erguer a cabeça, contemplar o alto e entender que a um Ser Superior todos devem obedecer, criar o marco da humildade e da simplicidade, assemelhar-se a Jesus quando erguia os olhos aos céus e pedia ao Pai o perdão àquelas criaturas que não entendiam a grandeza da luz.

Por causa da ignorância, da falta de fé, da falta de amor foi que Jesus foi erguido no calvário, para que todos também contemplassem o verdadeiro Rei da Simplicidade, o verdadeiro Rei do Amor, restabelecendo o novo reinado da luz neste planeta, mesmo que as trevas ainda desejassem imperar.

A humanidade experimentava as leis da prova e da expiação, e, deturpando a mensagem de simplicidade do Messias, erguia suntuosos templos de ouro, resgatando o mesmo bezerro dourado tragado pelas forças de um passado idólatra, fruto da era daqueles opositores de Moisés. Entendia-se, erroneamente, que as casas de Deus haveriam de ser templos cravejados de pedras preciosas, iluminados pelo brilho enganoso do ouro. Amealhava-se fortunas, esquecendo-se de que a simplicidade cristã, cantada nos Evangelhos, era a riqueza maior, o autêntico tesouro presenteado à Terra.

Ora, na simplicidade é que os lares deveriam receber as verdadeiras bênçãos, a verdadeira hóstia imaculada sagrando-se tal uma aliança a unificar os seres comungados no projeto do bem.

Eis que as mesmas forças expansivas do mal fazem entrelaçar as espadas da ambição, fazem armas cuspir fogo ao chão. Mais uma vez instalava-se nos corações o império da violência. Corpos perecíveis caindo ao chão, espíritos retornando ao seu plano — aqueles mesmos opositores que não compreendiam que a verdadeira Luz do Mundo estava naquela cruz, e que era a única salvação da humanidade.

Corpos tombavam e as enfermidades cresciam na Terra. Porém, mais uma vez, espíritos iluminados viriam trazer aos homens a sua luz, tomando o ventre materno e renascendo para reconstituir a verdadeira paz, para relembrar tudo o que dissera Jesus. Autênticos missionários vieram restabelecer o Evangelho na sua perfeita ordem, rememorando aquela melodia antiga que transformar-se-ia na canção dos imortais, anunciando novos sinais ao mundo, para que ele novamente se iluminasse.

Homens inteligentes, doutra parte, se agrupavam no estudo das forças da vida, constituindo um novo universo de conhecimento, buscando nas fórmulas laboratoriais o recurso da cura aos males que o próprio homem fixara na Terra. Fazia-se com que a água, aprisionada a correr nos condutos de uma turbina, na conjugação de anéis de chumbo e cobre, participasse de um campo eletromagnético que colocaria à disposição do homem a energia elétrica que iluminaria materialmente as cidades.

Nesse contexto fluiu a evolução, com a chance de ver tudo crescer, tudo se transformar, tudo melhorar na Terra. O homem busca nas plantas a razão de cura a todos os males que vagarosamente vieram criando e que ora lhe servem de corretivo para que se coloque na trilha certa. E assim é que moralmente ele se vem modificando, buscando na própria ciência o coadjuvante à sua transformação moral. As indústrias se foram multiplicando, a moeda alcançando mais valor, na expansão política de o homem dominar tudo aquilo a que tem direito. Veículos extraordinários, aeronaves vão secundando a trasnformação do planeta, tudo alavancado por aqueles mesmos seres que no passado se animaram na busca da sua própria grandeza, medindo, estaca a estaca, a superfície do globo para provar que a Terra girava em torno do Sol: buscando o seu destino é que se foram reformulando sobre a Terra, alcançando enfim o sentido de uma ciência capaz de vencer tantos e tantos patamares, suplantar doenças que dizimavam verdadeiros exércitos. Uma simples pílula, uma simples injeção já eram toda a solução àquele problema que às vezes tomava conta de um tudo.

Assumindo novo campo de verdade, o homem cresceu com a Terra. Mas vemos uma estratosfera agredida pelo monóxido de carbono e outros gases venenosos, vemos a perigosa brecha na camada de ozônio. Observando a heterosfera, que se carrega de uma energia eletromagnética, vemos as funções da junção energética com o satélite da Terra, tudo funcionando em perfeita harmonia, mas vemos as diferenças, os fatores transformativos observados nos primórdios da Terra, há milhões de anos prisioneira de seu curso, da mesma forma que também somos prisioneiros deste sistema de que temos a obrigação de cuidar, conduzindo-o à categoria da regeneração.

Oportunidades eram dadas a tantos e tantos irmãos necessitados. Esses mesmos homens que lutam por uma Terra melhor vêm constituindo, através da inteligência a suscitar mudanças até no próprio ser humano, atravé de remédios, através de certas situações, manipulando as energias do silício, dos metais, do oxigênio, ou seja, a química que dera a razão de tudo nos primórdios do planeta. É a mesma liga, ora transformada, enriquecida pelos ácidos e sais minerais com que o homem busca a conquista de melhores situações para a humanidade, modificando ações e ações por sobre o corpo, fazendo com que a sua estruturação se torne um tanto mais poderosa do que é.

Se olharmos para o passado remoto, veremos a ausência de doenças, o homem vivendo por bem maior tempo. E hoje vemos os cientistas modificando vagarosamente a genética humana, apostando no aumento da idade para cem ou até mesmo cento e cinquenta anos, tudo na maior facilidade, sem velhice precoce, valendo-se apenas do campo químico-biomagnético, reestruturando a própria carcaça óssea, usando um certo fluido modelador e fazendo-a mais perfeita, revigorando nos órgãos vitais uma certa creatina que lhes garantirá uma perfeita saúde, alterando os intestinos. Na biodiversidade e nos parâmetros do corpo humano serão encontradas as respostas quando o código espiritual se restabelecer dentro do genoma.

Estará tudo na dependência da admissão de uma energia que, na visão grosseira do homem, seria secundária, mas que verdadeiramente é primária, porque é ela quem gera a inteligência suprema por sobre o corpo somático. Reconstituindo o código genético, entendendo a intimidade dos cromossomos, o homem descobrirá na existência da energia espiritual a razão de se modificar e aprimorar. Laboratórios trabalharão sob novas situações e novas descobertas. A ciência, a passos cada vez mais longos, vai dominando o Universo com o recurso dos satélites, rastreando e comunicando informações em segundos, e da mesma forma o conhecimento determinará a mudança no próprio homem.

Assim é que, reformulados pelas diretrizes perfeitas da ordem divina, veremos a mudança daquele mesmo ódio de espíritos que procuravam alavancar a sua própria verdade, a própria verdade indagada por Pilatos a Jesus e respondida através do silêncio. E o silêncio responde que cada qual tem a sua verdade, o seu próprio código espiritual.

A ordem se restabelece e o novo marco se ergue, em prejuízo daqueles que não quiseram compreender que a cruz se levantou para mostrar que o amor deve ser soberano e justo, e que aquele que não se filiasse a tal fator seria colhido pelo efeito reparador dessa mesma ordem perfeita. E eis o soluço da dor, criaturas ainda chumbadas ao seu plano de ignorância, valendo-se do seu conhecimento para alavancar cargas destrutivas, para construir armas através do ectoplasma, reavivando as nefandas guerras a que chamam santas. Ao tombar o corpo ao chão, o fluido disponível é tomado por tais irmãos que ainda não se curvaram diante de Jesus, a mostrar a sua luz e o caminho que leva até Deus. No sentido de mútua destruição, tais espíritos agem incessantemente na conquista do seu espaço.

Eis vigorando até o grande Armagedom, transformando essas criaturas em cinza cósmica, retirando para outros orbes essa sua massa perispiritual e lá operando a sua reestruturação.

Cumprem-se as profecias de Jesus! E quando o homem se integrar aos fatores dessa ordem perfeita, quando ele entender que a grandeza maior está constituída nas leis de amor, tornar-se-á um gigante à frente dos demais. Em sua fortaleza, será uma criatura bondosa e sábia, capaz de vencer na Terra todas as enfermidades. O código divino falará a linguagem de tais homens, porque terão entendido a força do amor.

Fitamos este planeta em sua expansão nas áreas da provação, observando os continentes em que a pobreza vem crescendo tão fortemente. Mas eis que aí a mão divina se faz presente, fazendo com que os espíritos orgulhosos, chumbados no seu ódio, adquiram um corpo frágil para que assim mesmo assumam á última chance de continuar na Terra. Tragado por sua ignorância, o homem sentirá muita dor e ranger de dentes. Eis que a luz se lhe faz presente, a cobrar aprumo, e a sua capacidade o faz transformar para a simplicidade, tornando-se o elo da verdade. Mas é certo também que, neste final de tempo, muitos e muitos cairão, pois escrito está que até os escolhidos cairiam. Veremos então verdadeiros anjos distanciados da legitimidade do amor e se perdendo na Terra.

Almas buscam nos céus as respostas certas à reformulação do ser humano.

As doenças foram fixadas no nosso planeta, mas aos poucos ele vai eliminando o fator da prova e da expiação. Espíritos em condição de regeneração vestem o manto carnal, usufruindo das belezas do planeta.

Há aqui uma grande biodiversidade e, muito será ainda reconstruído pela própria mão do homem, através da genética. O homem venerará o animal tal como se fora o seu próprio irmão. Seres inferiores serão trazidos à Terra e aqui reencarnarão no reino animal.

No ritmo em que a Terra se modifica, grande parte dos espíritos aqui reencarnados não mais poderá permanecer neste planeta, por não ter acompanhado a sua evolução moral. Dissera Jesus: Bem- venturados os mansos e pacíficos, porque eles verão a Deus, e bem-aventurados são os humildes, porque eles herdarão a Terra. Então a humildade há de ser aquela virtude que ajude a entender a dor do irmão, crescer dentro do amor, ajudando a restabelecer uma nova ordem sobre a Terra.

Sabemos que muitos terremotos cortarão a crosta. Veremos os mares engolindo as cidades praianas, veremos desencarnes em massa. Cataclismos sacudirão a Terra, libertando espíritos sob a forma de ovóide que habitam a crosta, para que sejam levados a outros orbes e ali prossigam no seu processo evolutivo.

Assim é que o homem se aprimora no verdadeiro caminho do bem.

A luz está diante do homem e ele pouco pode compreender da luz! Há século e meio, eis se projetando na Terra um grupo de espíritos, agindo na Espiritualidade para que se abrissem os caminhos da nova ordem. Sacerdotes que trabalharam no bem, agrupados aos discípulos de Jesus, a exemplo de São Vicente de Paulo, Santo Agostinho, Bispo de Argel, São Domingos, São Miguel e outros luminares, criaram uma nova doutrina, explicando as origens do espírito e de suas enfermidades, segundo o Evangelho de Jesus, para que o homem se melhora-se sob esse novo contexto, para que se projeta-se diante de uma nova compreensão, para que essa filosofia se tornasse uma nova religião assentada nos Evangelhos e na própria ciência, para que pudesse iluminar outros credos.

O homem vai marchando sob esse progresso, sob essas luzes, sob essas grandezas. Médiuns e médiuns vêm recebendo e repassando mensagens, estas surgindo à feição de estrelas caídas do céu para iluminar este planeta e todas as suas religiões, salientando que o verdadeiro sentido da vida se constitui naquela verdade que é um código dentro de cada coração.

Somos imortais filhos de Deus! Se habitamos o plano carnal, a sua materialidade abre um forte canal, levando ao prejuízo os seres que às vezes não são capazes de distinguir o que é da Terra daquilo que é de Deus. Mas o prejuízo do passado ora se restabelece, reconstituindo-se dentro dos patamares da alma a ação única da transformação moral. Reformulando os seus sentimentos, o homem transfigura o seu amor.

Na evolução técnica, eis que através do exame será detectada a imperfeição ou perfeição físicas do corpo do nascituro. Diante de um defeito, reformulado será o corpo, através dos novos recursos da ciência, visando a obtenção da perfeição.

Serão aplicados nos nascituros os recursos inibidores de quaisquer doenças, estas sendo paulatinamente erradicadas do planeta.

Buscando as respostas na Espiritualidade, os espíritos estarão trazendo no subconsciente as linhas da renovação científica.

Quantas guerras já foram efetivadas! Quantos corpos tombados! Quantas dívidas formadas! Quanto e quanto o homem já destruiu! Quanta maldade já perpetrada sobre a Terra! Se compararmos as ações do bem e do mal, veremos a grande vantagem obtida pelo mal, o desequilíbrio preocupante na nossa atmosfera, ocasionado pelo prejuízo dessa mente ainda empobrecida, a lançar no espaço correntes mentomagnéticas negativas, de alta destruição, veiculando os sentimentos do ódio, do orgulho, da inveja, da ambição.

Contudo, há o esforço da Espiritualidade em reconstituir a perfeição deste plano. Através das tempestades, dos relâmpagos, são queimadas todas essas grosseiras energias.

O homem respirará o hálito da sua própria transformação, a grandeza da sua melhora.

No início tudo se formulava na simplicidade, e o homem resgatará tal sentido.

A Terra vai cumprindo vagarosamente a sua missão, vai cumprindo as profecias de Jesus, alcançando a categoria da regeneração. O sistema solar se vem reformulando. Os espíritos aqui fixados, já vencendo todo o seu sistema, vão deixando esta morada. ATerra vai-se conjugando ao seu sistema. O Sol, a estrela-mãe, vai perdendo a sua potencialidade, sua força gravitacional atraindo outros corpos celestes que lhe se integrarão numa única massa. O Sol viajará à busca de um campo ativo, de um buraco negro, sendo expulsa velozmente da sua própria galáxia. Ele tomará a sua nova dimensão no Universo e, mais uma vez, eis uma nova explosão, uma nova expansão, um novo campo de vida emergindo. Mais uma galáxia, mais vida.

E assim o Universo se vai transformando, reformulando, aprimorando — porque esta é a vontade de Deus!

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