9 - ENFERMIDADES E MEDICAÇÕES

9. Enfermidades e medicações

Dezenas de milhares de especialidades farmacêuticas, remédios em quantidade cada vez maior e em maior complexidade, enfermidades crescendo assustadoramente: este é o quadro preocupante que vemos hoje na Terra. Por quanto tempo ainda teremos uma monstruosa máquina econômicas gerindo esse estado de coisas? Diminuirão em breve as especialidades farmacêuticas e as próprias doenças?

O resultado que se vê é o fruto da ação da pobreza humana no correr do tempo.

O homem ainda luta por toda forma para se projetar por sobre os demais.

Mesmo no campo da ciência encontramos espíritas que vêm trabalhando no sentido de reverter a atual ordem de idéias, mostrar para o homem que a doença está dentro dele próprio, que o remédio está no próprio homem.

Observando o alimento do homem é que vemos a sua própria doença.

Fitando a natureza, se tivermos a paciência de observar os pássaros, veremos as soluções por eles procuradas para a cura.

Observando um certo veneno, veremos que ele vai buscar a cura em determinada erva.

Ora, se aquela planta cura aquele animal, certamente que ela curará também a doença que similarmente atinge o humanóide.

Se os animais, através do instinto, encontram a facilidade de assimilar certas situações e encontrar soluções, também ao homem é concedido tal fator.

Através da alopatia, o homem busca sedar determinada parte do cérebro, atingindo determinados neurónios, e é certo que assim pode alcançar outros resultados.

Contudo, o homem caminha hoje sobre o patamar da sua própria ignorância, embora tendo inteligência para promover maravilhas.

Ele poderia sustar a ação desses portentosos laboratórios farmacêuticos quando se projetam enganosamente sobre as populações, deixando de acudir os necessitados.

Entretanto, tais poderosos permanecem no desejo de suplantar os demais, estar sempre na frente, gastando fortunas na fabricação de medicamentos, mas sempre tirando proveito dos mais fracos, dos mais pobres.

Acompanhamos hoje situações e situações complexas criadas pela alopatia, alavancando a possibilidade de eliminar a dor e curar as doenças, mas sacrifica-se as criaturas com preços exorbitantes.

Da desigualdade à igualdade se faz a reforma do homem, fazendo com que se restabeleça uma ordem perfeita.

Sabemos que neste milênio reencarnaram grande número de irmãos cuja inteligência lhes foi ocultada.

O homem ainda caminhará sobre o seu egoísmo e a sua vaidade, mas virão outros espíritos que valer-se-ão dos conhecimentos já estabelecidos e usarão fórmulas para combater as enfermidades, quando então o fator de expiação e prova estará chegando ao fim.

O homem, buscando entender a natureza, encontrará fórmulas de combate a todas as doenças. Adquirirá uma certa resistência, podendo permanecer por mais tempo reencarnado, dobrando a sua idade, recorrendo aos recursos naturais e de dentro de si próprio.

Tal progresso ainda não lhe foi facultado porque ele ainda baila na ignorância, sob a pobreza do seu espírito, julgando que assentado no seu dinheiro se torna gigante, poderoso por sobre os demais.

Tal homem opulento partirá ao plano espiritual e não valerá nada mais e nada menos do que aquele pobre coitado que padeceu no leito do hospital por não ter condição nenhuma de obter a necessária medicação.

A esse poderoso, então, talvez não seja mais dada a oportunidade de continuar habitando a Terra, sendo possivelmente levado a outros orbes, até que aprenda a valorizar a lei do amor.

Ora, a grandeza maior da vida está inserida em uma justiça divina girando em torno de uma ordem perfeita, que vem fazendo com que permaneçam na Terra aqueles que a farão um mundo melhor.

GALILELU GALILEI