CAPÍTULO 4 - A PALESTINA
NO TEMPO DE JESUS

CAPÍTULO 4 - A PALESTINA NO TEMPO DE JESUS

A PALESTINA AO TEMPO DE JESUS

Situação geográfica

A terra onde os hebreus viveram, onde Jesus nasceu e realizou sua missão neste mundo, situava-se no Oriente Antigo (atual Oriente Médio), tendo por vizinhos: ao sudeste, o Egito; a leste, o deserto da Arábia; ao norte, a Fenícia e a Síria; e a oeste, o Mar Mediterrâneo.

Dimensões

Estende-se numa faixa entre o mar Mediterrâneo e o rio Jordão, medindo 240km, de norte a sul, variando, de leste a oeste, entre 45 e 85km, dando uma superfície de 25.000km2 (pouco maior que o estado de Sergipe).

Nome

Canaã (terra baixa) chamava-se a planície costeira, a oeste do rio Jordão, onde os hebreus se instalaram de início, após se libertarem do cativeiro no Egito.

Terra de Israel passaram os hebreus a chamar não só essa região, mas todo o território que foram conquistando de outros povos que lá habitavam (amorreus, filisteus, idumeus etc.)

Esses limites viriam a ser modificados posteriormente, em virtude de questões políticas, reduzindo-se bastante.

Palestina foi o nome que (logo após a era cristã) os escritores gregos e latinos deram ao território israelita.

Terra Santa foi como se tornou conhecida na Idade Média, à época das Cruzadas.

Topografia

Apresenta uma divisão física que exerce importantes reflexos no clima e, também, muito influiu na política da Palestina bíblica.

1) Região marítima, onde é banhada pelo Mediterrâneo. Essa região é muito fértil e quase inteiramente plana, a não ser pelo monte Carmelo, ao norte.

2) Cordilheira central, continuação das montanhas do Lí¬bano. Aliás, com exceção da região costeira, a Palestina é pre¬dominantemente montanhosa, não sendo raros montes com mais de mil metros de altitude.

3) Vale do rio Jordão, formado por uma grande depressão, que é a maior falha geológica do globo terrestre e divide a Palestina de norte a sul. Por essa falha corre o rio Jordão e faz o seu vale.

4) Planalto oriental, muito fértil, quase todo a 990m de altitude, estende-se desde os penhascos que cercam o vale do Jordão até o deserto da Síria.

Hidrografia

Canaã é paupérrima em rios. Dos poucos que tem, o mais importante é o:

Rio Jordão, que nasce na Síria (tem origem em várias nas¬centes) e corre ao longo da falha geológica. Em seu trajeto, forma o lago de Genesaré e vai descendo até desembocar no mar Morto, percorrendo pouco mais de 200 quilómetros.

Nele, João Batista mergulhava (batizava) os que atendiam à sua pregação e Jesus também foi batizado, havendo então manifestação espiritual que revelou ser ele o Messias.

Lago de Genesaré: mede 23.613 metros de comprimento, desde a entrada do rio Jordão até a sua saída. De largura, tem em média de 9 a 11 mil metros. E muito piscoso. Suas águas ficam 225 metros abaixo do nível do mar e não são muito profundas.

Também é chamado de "mar da Galileia". Da Galileia, porque ficava nessa província. De "mar", porque:
- assim os israelitas denominavam qualquer quantidade maior de água (a qual não era abundante na Palestina);

ou, segundo outros, porque:

- em certos momentos do dia, suas águas, insufladas pe¬los ventos, se agitavam em grandes ondas, como as dos mares.

Parece tomar o nome da região ou cidade que lhe ficava às margens, porque é mencionado nos Evangelhos, por exem¬plo, como "lago de Tiberíades" (ao lado dessa cidade) ou lago de Genesaré (ao lado das terras assim denominadas).

Nesse lago e ao seu redor, Jesus esteve muitas vezes e reali¬zou muitos fenómenos (pescas "milagrosas", andou sobre as águas, acalmou tempestade etc), além de transmitir muitos ensinos, e também apareceu ressurgido aos discípulos, na praia.

Mar Morto: é também um lago. Fica entre a província da Judeia, a Peréia e o deserto da Arábia. Mede 76km de com¬primento e 17km de largura. E o mais profundo do globo (392 metros abaixo do nível do mar Mediterrâneo).

Não tem escoamento, mas perde muita água pela evapora¬ção, por isso suas águas são as mais salgadas do mundo. São tão densas que os ovos jogados nelas flutuam e é quase impos¬sível alguém nelas se afogar. Ao contrário do mar da Galileia, quase não tem peixes.

Outros rios: além do Jordão, na parte oeste, existe prati¬camente só um rio com certa perenidade: o Quison, na pla¬nície de Jezrael. A leste, dois rios afluem para o Jordão: o Jaboc e o Jarmuc. O rio Arnon desagua no mar Morto.

Rios temporários: na época das chuvas, torrentes descem das montanhas dos altiplanos, na direção do mar Mediterrâ¬neo ou na direção do vale do Jordão, formando os wadys, rios interminentes e periódicos. Na época de chuvas, esses rios temporários formam barreiras naturais; durante a seca, seus leitos vazios (ravinas) servem de vias de comunicação, como uma estrada.

Ex.: Cedrom (escuro, túrbido) - é uma ravina que começa a noroeste de Jerusalém (meia hora a pé) e passa ao lado da cidade, indo ter ao mar Morto. Não tem águas correntes, mas, na estação das grandes chuvas de inverno, recebe as verten¬tes das encostas vizinhas. No resto do ano, é um vale seco, que separa a cidade de Jerusalém do monte das Oliveiras. Je¬sus o atravessou para entrar na cidade, vindo de Betânia, e para ir ao Monte, nos episódios de sua paixão.

Poços: O solo calcário do território absorve a água e, por isso, favorece o aparecimento de fontes e a escavação de po¬ços.

Ex.: O poço de Jacó, perto da cidade de Sicar, na Samaria. Em verdade, tem origem numa fonte subterrânea.

Clima

Como toda região subtropical, a Palestina praticamente só tem duas estações:

- o verão (de junho a outubro), seco e queimante, não raro danoso ao homem e à terra;

- o inverno (de outubro a junho), caracterizado por chu¬vas finas e constantes. As chuvas são mais abundantes na zona costeira e na cadeia central de montanhas. No vale do Jordão, principalmente ao sul, as chuvas são escassas.

Entre as estações, sopra um vento quente e seco, chamado siroco, que prejudica tanto as pessoas como os animais e a vegetação.

O clima, portanto, varia entre o tórrido, o temperado e o frio, conforme as estações e a altitude.

A bacia do Jordão é tórrida. O calor é muito forte, quase insuportável, esfriando à noite. Ali não cai o orvalho, que noutras regiões ameniza o calor.

Nos altiplanos, temos o clima temperado.

Na região costeira, o clima mediterrâneo (com amena bri¬sa do mar).

Divisão política

Ao tempo de Jesus, a Palestina estava dividida em quatro províncias: Judeia, Samaria, Galileia e Peréia.

A região mais importante era a que ficava entre o rio Jordão e o Mediterrâneo, Cisjordânia, abrangendo: a Judeia (ao sul), a Samaria (ao centro) e a Galileia (ao norte).

A Peréia ficava na parte oriental do Jordão. Junto com a Decápolis (dez cidades), de povoação grega, e com Gaulanites e outros territórios formava a Transjordânia.

A Judéia (terra dos judeus)

Situava-se entre o mar Morto e o Mediterrâneo (mar Gran¬de).

Seus habitantes eram predominantemente da raça mais pura dos judeus.

Jerusalém (lugar de paz, habitação segura).

Era o centro político e espiritual do judaísmo.

Fora capital do reino de Judá e era, agora, a capital da Pro¬víncia.

Nela estava o Templo, único local oficial para se oferecer sacrifícios a Deus. Por isso a chamavam a "cidade santa".

Situava-se no extremo de um planalto no monte Sião, a 760 metros acima do nível do mar, circundada por ravinas, menos pelo lado norte.

Normalmente, tinha 50 mil habitantes mas, nas grandes festas do Templo, chegava a receber 180 mil peregrinos. En¬tão, o procurador romano se deslocava para Jerusalém (nor¬malmente residia em Cesaréia), a fim de evitar tumultos e revoltas. A guarda do Templo era reforçada e outros contin¬gentes de soldados romanos se juntavam aos já existentes na torre Antônia.

Dos montes ao seu redor, mencionemos:

- o Moriá (onde estava o Templo);

- o das Oliveiras (ou olivete = lugar onde existem mui¬tas oliveiras). Era fronteiro à cidade de Jerusalém e dela separado pela ravina do Cedrom.

Ficava quase 900 metros acima do nível do mar. Para che¬gar até o seu topo, levava-se um dia.

O monte das Oliveiras é muito citado nos Evangelhos, pois Jesus por ali transitou muitas vezes. No seu sopé, ficava o Get-sêmani (= lagar de azeite); era um horto, onde existia um lagar para extrair o óleo das azeitonas. Getsêmani ou jardim das Oliveiras parecem ser designações de um mesmo local; nele Jesus orou em agonia e foi entregue por Judas aos seus inimigos.

Calvário ou Gólgota (caveira): era pequena colina calcárea na passagem de entrada e saída de Jerusalém; nela Jesus foi crucificado.

Jesus lamentou Jerusalém, por não saber acolher os profe¬tas que Deus lhe enviava (como ele próprio) e profetizou tris-tes consequências para ela, como a destruição do Templo. De lato, no ano 70 d.C, a cidade foi invadida por Tito, houve um incêndio e o Templo foi destruído.

Outras cidades da Judeia: Arimatéia, Belém, Betânia, Betfagé, Efraim, Emaús, Jericó.

A Samaria

Situava-se entre o mar Mediterrâneo e o rio Jordão, ao sul da Galileia e ao norte da Judeia.

Seus habitantes - os samaritanos - eram em parte descen¬dentes do extinto reino de Israel (das dez tribos), que se ha¬viam mesclado com outros habitantes da região e adquirido alguns de seus hábitos e costumes. Não seguiam todos os preceitos da lei nem as tradições, como os judeus.

Por essa mescla de raça, costumes, religião, os samaritanos iram mal vistos pelos judeus, que os consideravam hereges e "gente de má vida", hostilizando-os. Foram até proibidos de I requentar o Templo de Jerusalém.

Os samaritanos revidavam a hostilidade que sofriam e cons-nuíram seu próprio templo, no monte Garizim, ali na sua região. Ao tempo de Jesus, esse templo já fora destruído, mas 06 samaritanos continuavam a oferecer sacrifícios no local, mesmo ao relento.

Samaria tinha sido capital do reino das dez tribos e, ao tempo de Jesus, era a capital da província e sua cidade princi¬pal.

Seu nome inicial era Semer (= vigia, sentinela), muito apropriado por ser edificada num planalto sobre um monte.

Outras cidades: Sicar, Siquém, Salim, Cesaréia (não a de Filipos, mas a que fica à beira do Mediterrâneo).

A Galiléia

Ficava ao norte da Samaria, entre o lago de Genesaré e o Mediterrâneo.

Pertencia à Tetrarquia de Herodes Ântipas (filho de He¬rodes, o Grande).

Era habitada por muitos gentios (ou seja, estrangeiros) e por isso não a tinham os judeus em boa conta ("da Galileia não se levanta profeta" Jo 7:52).

Em meio às suas montanhas, à esquerda do mar da Gali¬leia, situava-se o monte Tabor, um dos mais notáveis da Pa¬lestina (561 metros de altura), ainda que inferior ao monte Hermom. Teólogos do segundo século pensavam ter sido nele o episódio de transfiguração de Jesus, com a materialização, ao seu lado, de Moisés e Elias. Em outra ocasião, ao descer sua encosta, Jesus curou o menino lunático.

Jesus percorreu toda a Galileia, atraindo multidões com muitas curas e fenómenos e ministrando importantes ensinos em suas pregações.

A Galileia não tinha capital, mas possuía cidades impor¬tantes, como Séforis (a maior delas) e Tiberíades (ao tempo do império romano).

Para os cristãos, as cidades da Galileia que mais se desta¬cam são:

- Nazaré (onde Jesus passou sua infância e mocidade);

- Cafarnaum (chamada de "sua cidade", porque Jesus nela passou a residir, quando começou o seu ministério).
Merecem citação, ainda, as cidades de: Betsaida, Caná, Cesaréia (de Filipos), Corazim, Gadara, Naim, e as terras de Genesaré.

A geografia da Palestina evangélica*




Cidades mencionadas no Evangelho (além das capitais)

Da Judeia:

Arimatéia (modificação latina e grega da palavra Ramah = altura)

Cidade do norte da Judeia, muito próximo da Samaria. Era de lá (por nascimento ou morada) o homem rico, José, que foi pedir a Pilatos o corpo de Jesus para ser sepultado no seu jazigo novo, aberto em rocha.

Belém (casa do pão)

Cidade da parte montanhosa de Judá. Fica ao sul de Jeru¬salém, à distância de 9.260 metros. Chamada Efrata para não confundir com outra de igual nome, na tribo de Zabulom.

Foi a cidade do rei Davi. Nela (segundo Lucas e Mateus), Jesus nasceu e foi visitado pelos pastores e magos. Nela e em seus arredores, ocorreu a matança dos inocentes, ordenada por Herodes.

Betânia (casa do aflito; no Talmude: casa das tâmaras ver¬des)

Aldeia na encosta do monte das Oliveiras, na estrada que vai para Jericó. Dista cerca de 15 estádios (2.775m) de Jeru¬salém.

Jesus ali esteve muitas vezes, na casa de Lázaro, Marta e Maria (três irmãos), que Jesus muito amava. Também esteve em casa de Simão, o leproso, onde foi ungido.

Não confundir essa aldeia com um lugar do mesmo nome ao oriente do Jordão, onde João batizava, logo depois que Je-MIS voltou da tentação no deserto. Esse outro lugar é citado como Betânia de Além-Jordão (Jo 10:28 e 40).

Betfagé (casa dos figos)

Aldeia perto de Betânia, também na estrada de Jericó a Jerusalém.

Ficava entre Betânia e Jerusalém, não longe da descida do monte das Oliveiras e perto da velha estrada que passa por cima do monte. Distava lkm de Jerusalém. Nas suas proximi¬dades Jesus parou, antes de fazer a entrada triunfal em Jeru¬salém.

Efraim (dupla fertilidade)

Localidade ao Norte da Judeia, a cerca de 15km de Jerusa¬lém.

Ali se escondeu Jesus com seus discípulos, quando o con¬selho de sacerdotes e fariseus decidiu eliminá-lo, por causa da ressurreição de Lázaro.

Emaús

Aldeia situada a 60 estádios (aproximadamente 1 lkm) de Jerusalém.

Na estrada para lá, Jesus ressurgido apareceu a dois discí¬pulos.

Jericó (lugar de suave odor)

Cidade importante, situada a 23km de Jerusalém, no vale do Jordão, no lado oriental, perto do mar Morto, ao sopé das montanhas que dão acesso à planície de Judá. Ficava a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo e, entretanto, goza¬va de clima tropical. Produzia palmeiras, árvores balsâmicas, sicômoros e a hera odorífica. Suas rosas eram famosas pela beleza. Foi a primeira cidade que os hebreus conquistaram ao entrar em Canaã.

Zaqueu, rico chefe de publicanos (dos vários agentes al¬fandegários que havia na cidade) subiu a uma árvore, para ver Jesus.

Jesus curou o cego Bartimeu, na estrada de Jericó.

Da Samaria: Salim

Cidade próxima à aldeia de Enon (nesta aldeia, João Ba¬tista esteve batizando, porque havia muitas águas).

Sicar

Cidade próxima ao monte Garizim e à aldeia de Enon.

Ali ficava o poço de Jacó (a uns poucos quilómetros); se¬gundo relato do Velho Testamento, esse patriarca fizera bro¬tar água da pedra; em verdade, é uma corrente subterrânea.
À borda do poço, Jesus conversou com a mulher samarita¬na, revelou-se-lhe como o Messias; ela contou a outros da cidade, que vieram conversar com Jesus e acreditaram nele.

Da Galileia:

Betsaida (casa da pesca)

Cidade à beira do lago de Genesaré, no vale do alto Jordão. Construída por Filipe (o tetrarca), que lhe deu o nome de Júlia, em honra da filha do imperador romano, Augusto. Deve ser a mesma Betsaida da Galileia.

Os apóstolos Pedro, Filipe e André eram naturais de Bet¬saida da Galileia.

Para esta cidade retirou-se Jesus, quando soube da morte de João Batista. Em seguida, saiu para o deserto, acompanha¬do pela multidão, tomando a direção oriental do lago e des-i endo cerca de 4km. Na tarde desse dia, produziu a multipli-i ação de pães. Os discípulos, então, por ordem de Jesus, en-i raram em uma barca, transportando-se para o outro lado do lago, em demanda de Betsaida. A viagem foi tormentosa. Ventos contrários dificultavam o serviço dos remeiros. Jesus alcançou os discípulos, "andando" por sobre as águas.

Em Betsaida, Jesus realizou muitas curas e prodígios, como a cura de um cego (com saliva e lodo).

Foi uma das cidades incluídas por Jesus na lamentação: "Ai de ti, Corazim! Ai de ti Betsaida! E tu Cafarnaum...", por¬que apesar de tantos ensinos e fenómenos que nelas produ¬ziu, o povo não se arrependeu, nem lhe deu crédito.

Cafarnaum (aldeia de Naum ou de Consolação) Cidade a noroeste do mar da Galileia, na região de Zabulon e Naftali.

Era centro pesqueiro, de cobrança de impostos e posto mi¬litar do Império Romano.

Para ela Jesus se mudou, vindo de Nazaré, no começo do seu ministério. E nela centralizou suas operações, a ponto de a chamarem "a sua cidade".

Ali curou o servo do centurião, a sogra de Pedro, o paralí¬tico conduzido por quatro homens, o filho do régulo (oficial do rei), e muitos outros enfermos.

Na sinagoga de Cafarnaum: discursou, expulsou demónio (mau Espírito).

Ali, chamou Mateus (Levi) para o apostolado.

Nos seus arredores, teria produzido uma multiplicação de pães.

Incluída por Jesus na sua lamentação sobre as cidades im¬penitentes e anunciada a sua total ruína.

Caná (lugar de canas)

Aldeia a 7km a nordeste de Nazaré. Chamada Caná da Galileia, para distinguir da outra Caná na Colesíria.

Nela, Jesus operou seus primeiros fenómenos: converteu água em vinho num casamento e curou o filho de um régulo a distância (o moço morava em Cafarnaum).

Natanael era dessa aldeia.

Cesaréia de Felipe (Filipos)

Cidade a nordeste da Palestina, no sopé do monte Her-mom, vizinhanças do Líbano.

O tetrarca Felipe a embelezou e deu-lhe o nome em ho¬menagem a Tibério César.

Ali perguntou Jesus aos discípulos: "Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?" E Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!"

Corazim

Cidade situada perto do lago, a duas milhas de Cafarnaum.

Jesus ali pregou e fez muitos fenómenos. Mas seus habi¬tantes não corresponderam a tudo isso. Jesus a engloba na sua lamentação pelas cidades impenitentes.

Gadara

Ficava ao oriente do Jordão, defronte à Galileia.

Ali, Jesus expulsou a legião de Espíritos de um endemoni¬nhado, a qual se lançou aos porcos, que caíram no despenha¬deiro.

Há alguma confusão sobre Gadara e Gerasa. Naim

Pequena cidade aos pés do monte Tabor, na planície de Esdrelon, a 9km de Nazaré.

Jesus ali reanimou ("ressuscitou") o filho único de uma viúva.

Nazaré (verdejante, rebento)

Situada a oeste do lago de Genesaré.

Nela, residiam José e Maria, e Jesus passou ali sua infância e mocidade, até sair para o seu ministério público.

Jesus foi rejeitado ao pregar em sua sinagoga e quase o ma¬taram, querendo precipitá-lo no abismo.

Genesaré (terras de Genesaré)

Assim era denominada a região adjacente ao lago, no lado ocidental, por isso mesmo chamado ali de lago de Genesaré. E planície muito fértil. Marcos narra que Jesus fez ali muitas curas.

Cidades de outros países também mencionadas nos Evangelhos

Cirene

Importante cidade colonial da Grécia, situada ao norte da África.

Dali, era originário o Simão (Cireneu), que foi constran¬gido pelos soldados romanos a carregar a trave da cruz de Je¬sus.

Sidon e Tiro

Eram cidades da Fenícia, ambas habitadas por idólatras desregrados.

Sidon era próspera cidade. Tiro, inicialmente fora uma co¬lónia fundada pelos sidônios mas, mais tarde, eclipsou Sidon, por seu próspero comércio e indústria de púrpura.

Nessa região, Jesus curou a filha endemoninhada de uma mulher cananéia.

Bibliografia

De Jacques Garnier:
- Palestina no Tempo de Jesus.
De John D. Davis (Casa Publicadora Batista):
- Dicionário da Bíblia.

Therezinha OLiveira