CAPÍTULO 9 - JESUS,
O CRISTO DE DEUS II

CAPITULO 9 - JESUS, O CRISTO DE DEUS - II

Onde Jesus nasceu?

Maria e José, pais de Jesus, moravam em Nazaré da Galiléia (Lc 1:26-27). Jesus, porém, nasceu em Belém da Judéia, afirmam Mateus e Lucas. "Estando eles ali [em Belém], aconteceu [a Maria] completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito" (explica Lucas).

Que os teria levado a viajar para tão longe, justamente quando Maria estava prestes a dar à luz? Um recenseamento (diz Lucas), determinado por César Augusto (imperador romano).

Observação:

Os romanos, periodicamente, faziam recenseamentos em toda a população do império (a Palestina fazia parte dele, como povo dominado), a fim de obter dados para o serviço das armas e para a coleta de impostos.

Por que foram se recensear em Belém e não noutra cidade? Cada qual se alistava na cidade de origem de sua família. E de José era de Belém, por ser descendente de Davi.

Qual a importância de Jesus ter nascido em Belém e não em Nazaré?

Assim se teria cumprido uma profecia de Miquéias sobre o Messias (5:2): "E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o guia que há de apascentar o meu povo de Israel."

Estudiosos (entre os quais Herculano Pires) consideram que essa informação sobre o nascimento de Jesus em Belém é um "arranjo", visando a convencer os israelitas (tão apegados ao Velho Testamento) de que Jesus era mesmo o Messias anunciado pelos profetas.

Para nós, porém, o importante é que Jesus tenha vindo à Terra em sua abençoada missão, não fazendo diferença se nasceu em Belém ou em Nazaré mesmo, a cidade de seus pais.

Em que data foi o Natal?

O natal (nascimento) de Jesus foi durante o reinado do rei Heródes, o Grande (Mt 2:1). O imperador romano era, então, César Augusto.

Em que ano?

A princípio, foi calculado e fixado pelo diácono Dionísio (exíguo, pequeno) como tendo ocorrido no ano 754 da fundação de Roma. Começou-se a contar então, do nascimento de Jesus, uma nova era: a cristã, passando a indicar-se "antes de Cristo" (a.C.) ou "depois de Cristo" (d.C).

Esse cálculo, porém, estava errado e, atualmente, se ensina que Jesus pode ter nascido entre oito anos antes a quatro anos depois da data fixada.

Eis informações nos Evangelhos que talvez ajudem nos novos cálculos:

1) Houve um recenseamento, feito por Quirino, governador da Síria.

O censo realizado por Quirino, quando governador da Síria, ocorreu no ano 6 d.C. Mas Lucas fala em um primeiro recenseamento, o qual pode ter sido feito antes, na época em que Jesus nasceu.

2) Uma estrela apareceu aos magos.

Teria sido uma "nova" (forma estelar que, numa explosão de grandes proporções, produz enorme clarão)? Mas não há registro de "novas" na época do nascimento de Jesus; ocorreram no ano 134 (a.C.) e 173 (depois).

Além disso, uma estrela não se movimentaria nem se deteria no céu, como está narrado no Evangelho. Por outro lado, pode ser um modo de falar: a estrela teria ficado visível ou não e sua posição no céu iria mudando, conforme a rotação da Terra.

Kardec chega a sugerir que poderia ser, também, um efeito físico luminoso ou um Espírito irradiando grande luz (A Gênese, Cap. XV, item 4).

Segundo cálculos do astrônomo Kepler, pode ter sido: uma conjunção dos astros Saturno e Júpiter, na constelação de Peixes, no ano 7 antes da nossa era.

Em fins do século XIX, Schnabel decifrou uns escritos cuneiformes do instituto técnico de Sippar, na Babilônia, e viu confirmado que tal conjunção ocorreu no ano citado por kepler; e que o fenômeno foi perfeitamente visível na área do Mediterrâneo, por três vezes: em 29 de maio, em 3 de outubro e em 4 de dezembro.

Em que mês?

Entre as três datas citadas, os estudiosos descartam o 29 de maio (porque o nascimento teria sido mais para o fim do ano), e o 4 de dezembro (porque já seria muito frio para ainda haver pastores no campo, à noite, com os seus rebanhos, como Lucas menciona).

Sugerem tenha sido no mês de setembro ou de outubro.

Observação:

Na região em que Jesus nasceu, o frio é intenso em dezembro, janeiro e fevereiro (em média cerca de 2,8 graus abaixo de zero), condição imprópria para o pastoreio. Por isso, segundo o Talmude, os rebanhos eram levados para o campo em março e recolhidos ao despontar de novembro.

Em que dia?

Não se sabe ao certo. Mas o da conjunção de Saturno e Júpiter foi 3 de outubro. O 25 de dezembro foi fixado pelo Papa Júlio I, a partir do século IV d.C. (em 360) para substituir por motivos e hábitos cristãos certas comemorações pagãs.

Observação:

Em dezembro, se dá o solstício de inverno europeu e asiático. O sol retorna e, no firmamento, surge em primeiro lugar a Constelação da Virgem. Muitas festas pagãs homenageavam, então, o deus Mitra, o Sol Invicto; os romanos realizavam suas saturnais, festejando o "Natale Invicti Solis".

Colocando o natal de Jesus a 25 de dezembro, a Igreja Católica procurou substituir o Sol Invicto por Jesus, que é "a luz do mundo".

Não se pensa em corrigir o dia do Natal de Jesus, porque já está muito arraigado no pensamento popular o dia 25 de dezembro.

Não importa tanto a exatidão do local, dia e ano em que Jesus tenha nascido e, sim, que esse Espírito altamente evoluído veio àTerra, sendo isso motivo de grande e justificada alegria para a humanidade.

A visita dos magos, a fuga para o Egito (Mt 2:1-15)

Após o nascimento de Jesus, "vieram uns magos do oriente a Jerusalém", procurando um "recém-nascido Rei dos Judeus", porque haviam visto "sua estrela no oriente" e ali estavam "para adorá-lo" (prestar-lhe homenagem).

Observação:

No relato evangélico, os magos não são reis, não são três e não têm nomes: citam-se apenas "uns magos". Segundo os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte, magos eram sacerdotes muito conceituados entre os medos e os persas; era uma casta que se ocupava sobretudo em medicina, astronomia (astrologia) e ciências divinatórias (coisas espirituais).

Baseado na profecia de Miquéias, o rei Herodes informou reis magos que era em Belém que deveriam procurar o recém-nascido. Pediu também que, se o encontrassem, voltassem para avisá-lo, pois também o queria adorar. Em verdade, desejava destruí-lo, pois pensava que vinha para tirar-lhe o trono.

Mas, em sonhos, foram avisados:

- os magos, para não retornarem a Heródes (voltaram à sua terra por outro caminho);

- José, para fugir rumo ao Egito, levando Maria e o menino (e ele assim fez).

A matança dos inocentes (Mt 2:16-18)

Ao perceber que fora frustrado em seu intento (porque os magos não voltaram ao palácio), Heródes, furioso, mandou matar todos os meninos (de dois anos para baixo) em Belém e arredores. Cumpria-se outra profecia: "Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem." (Jeremias 31:15)

O retorno à Palestina (Mt 2:19-23)

Após a morte do rei Herodes (que se deu poucos anos depois), José foi avisado em sonho de que já podia voltar para a Palestina, com Maria e Jesus, "porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino".

Ao chegar de retorno à Palestina, José soube que o novo governador na Judéia era um filho de Herodes, Arquelau, e teve medo de voltar para a Judéia. Então, "retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré".

A infância em Nazaré

Da infância e mocidade de Jesus, sabe-se apenas que ele as passou em Nazaré da Galiléia, mas não há, nos evangelhos, outros relatos a respeito. Os evangelistas não tinham por objetivo descrever a vida íntima de Jesus e, sim, divulgar o seu ministério público.

Houve, porém, um acontecimento que Lucas registrou, certamente por considerá-lo importante e trazer uma contribuição sobre o trabalho de Jesus. Vejamos o que foi.

No Templo, com os doutores da lei (Ic 2:41-50)

Tinha Jesus doze anos, quando foi com seus pais a Jerusalém, em uma caravana, para uma das festas religiosas dos israelitas, no Templo.

Ao final das festividades, Maria e José se retiraram, acompanhando a caravana em que tinham vindo; pensavam que Jesus seguia também, em meio a amigos e parentes.

Um dia depois, se deram conta da ausência de Jesus e voltaram a Jerusalém à sua procura.

No terceiro dia (levaram um dia para ir, outro para voltar), "o encontraram no templo" (num dos pátios ou pórticos), "assentado no meio dos mestres" (doutores da lei), "ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas."

Observação:

Ao atingir treze anos, o menino israelita era levado ao Templo, para a bênção da virilidade. Tornava-se "filho do preceito" (Bar Mitsvah), passando a ser sujeito à lei, como todo homem israelita.

Equivalia à emancipação, nos dias de hoje. A bênção, porém, só era concedida se o menino revelasse bom conhecimento da Torá (coleção de livros básicos do Velho Testamento), numa espécie de exame que os mestres faziam com ele e para o qual os pais já o vinham preparando, desde alguns anos antes.

É perfeitamente aceitável, pois, historicamente, que Jesus, aos doze anos, tendo oportunidade de ir ao Templo, aproveitasse para conversar com os doutores da lei. Não os estava ensinando, mas "ouvindo-os e interrogando-os" e certamente demonstrava inteligência e conhecimento da lei com suas respostas, causando agradável impressão nos que o ouviam.

Ao encontrarem Jesus, no Templo, Maria lhe perguntou:

— "Filho, por que fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos, aflitos!"

— "Por que me procuráveis?", respondeu Jesus. "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?"

Narra Lucas que Maria e José "não compreenderam as palavras que lhes disse". Não entenderam que "as coisas" a que se referia Jesus eram os assuntos espirituais, e que "meu Pai", no caso, não era José, o genitor terreno, mas Deus, o Criador.

O registro de Lucas, porém, permite compreendermos que, aos doze anos, Jesus já estava consciente de sua responsabilidade perante Deus, interessado nos assuntos espirituais e com apreciável conhecimento das leis e dos profetas. Fazia antever o cabedal maior com que, na vida adulta, iria dialogar com os simples e os doutos sobre o "reino dos céus".

Após o episódio do Templo, Jesus "Desceu com eles, foi a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe conservava todas essas coisas no coração. E Jesus crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens." (Lc 2:51-52)

No mais, a infância de Jesus deve ter decorrido como a dos outros meninos judeus do seu tempo: entre brinquedos em casa e na vizinhança, o aprendizado do ofício de carpinteiro com o pai e os estudos das Escrituras na sinagoga de Nazaré.

Falta qualquer comprovação para relatos outros sobre a infância de Jesus, mesmo que sejam livros mediúnicos.

Jesus em família e na comunidade

Nos relatos de sua idade adulta, percebe-se que Jesus vive a sua vida com naturalidade, em adaptação ao meio em que vivia (hábitos, costumes, ideais), preparando-se para a sua futura obra, aguardando a maturidade orgânica e independência pessoal, bem como a época certa para se apresentar ante o povo como o enviado de Deus.

Jesus cresceu em família, era um membro dela, gozou de suas alegrias e benefícios e obedecia à sua disciplina.

Tinha quatro irmãos (Tiago, José, Simão e Judas) e algumas irmãs (Mc 6:3).

Observação:

Pensam alguns que esses irmãos eram filhos de José em um matrimônio anterior ao seu casamento com Maria. Opinam outros que eram os primos de Jesus. Mais natural e conforme com a Escritura é aceitar que fossem filhos que José e Maria tiveram, depois de Jesus.

E seus outros possíveis parentes, só é citada uma irmã de sua mãe, também chamada Maria, esposa de Cleófas (ou Alfeu) e mãe dos apóstolos Judas (Tadeu ou Lebeu) e Tiago (Menor), que seriam, assim, sua tia e primos.

Nem todos os familiares o entenderam em sua missão, começo do seu ministério, em Cafarnaum, ao ouvirem que ele estava rodeado por uma multidão, "sua mãe, irmãos e irmãs saíram para o prender", porque o julgavam "fora de si" (Mc 3:21). Maria talvez tentasse proteger Jesus.

Jesus não se deixou reter pelos parentes (Mc 3:31-35 e ' I ), mas compreendia as limitações deles, e os amava e ajudava na medida do possível. Do seu carinho pela mãe, diz bem sua atitude quando, mesmo em meio às dores de sua crucificação, pensa na mãe e a entrega aos cuidados do evangelista João (Jo 19:26-27).

Além da vida familiar, Jesus vivia na comunidade, partilhando das atividades gerais e acompanhando com interesse os acontecimentos, ligados à sua pátria, pois era um hebreu (raça de seus pais e de seu povo), israelita (descendente de Jacó, o Israel) e judeu (da tribo de Judá).

Na vida junto aos seus familiares, parentes, amigos ou concidadãos, Jesus não se distinguiria como um ser sobrenatural mas, simplesmente, como um tipo notável pela sua mentalidade, pureza de caráter e sentimentos nobres, elevados.

Sua cultura

Jesus devia falar em aramaico (idioma corrente entre todos os povos na Palestina) ou em hebraico popular. Acham alguns que também poderia conhecer e falar o idioma grego, igualmente muito usado na Judéia, mas sobre isso não há provas.

Sabia ler e escrever, porque João conta, numa passagem, que "Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo"(Jo 8:6).

Não fez estudos especiais. Se os tivesse feito, seus conterrâneos de Nazaré o saberiam e não se teriam admirado ao ouvi-lo pregar na cidade de sua infância e mocidade: "Donde lhe vem esta sabedoria e poderes miraculosos?" (Mt 13:54) Nem se maravilharam outros judeus em Jerusalém: "Como sabe este letras, sem ter estudado?" (Jo 7:15)

Observação:

Pensam alguns que Jesus, dos 12 aos 30 anos, teria estado com os essênios e estudado com eles. Supõem isso porque vêem alguma semelhança entre alguns pontos da pregação de Jesus e no comportamento puro e digno do Mestre com os dessa seita esotérica judia. Os essênios ensinavam o amor a Deus e ao próximo, a imortalidade da alma, pugnavam por virtudes austeras (eram celibatários, tinham bens em comum) e costumes brandos (condenavam a guerra e a escravidão). (Ver Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, "III - Notícias Históricas") Tal suposição não tem fundamento (apesar dos pontos concordantes entre as duas pregações), porque, como diz Emmanuel: "O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, dentro da superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio."

Como era chamado e por quê?

Jesus: foi o nome que o anjo indicou a José (Mt 1:21) e a Maria (Lc 1:31) para ser dado ao menino que ia nascer. Eles atenderam à indicação (Lc 2:21, Mt 1:25).

Jesus é imitação da forma grega Jeshua que, por sua vez, é forma antiga da palavra Jehoushua ou Joshua, Jesué, que quer dizer: Jeová é Salvação.

Jesus ou Jesué eram nomes muito comuns entre os israelitas. Os pais davam esse nome aos filhos querendo demonstrar que tinham fé em Deus como salvador de seu povo, ou que tinham fé na futura salvação de Israel.

No caso de Jesus, porém, designava sua missão especial: "porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt 1:21).

Cristo = ungido (em grego); o mesmo que Messias (em hebraico).

Jesus, o Cristo, quer dizer, portanto: Jesus, o ungido. Jesus não foi ungido com óleo e por mãos humanas (como os reis e sacerdotes). Mas foi ungido espiritualmente, por Deus, que lhe deu autoridade e poder para a sua missão. Por isso, "Cristo de Deus" = ungido de Deus, isto é, o que Deus ungiu.

Cristo pode ser nome próprio, quando isolado da palavra Jesus ou mesmo junto dela. Ex.: Cristo mandou vigiar e orar. Confiamos em Cristo Jesus.

Nesses casos, não se usa o artigo "o" à frente da palavra Cristo.

Mas teremos de usar o artigo "o", quando significar "o ungido". Ex.: O Cristo de Deus é o verdadeiro caminho.

Filho de José, filho de Maria

Para distinguir dos muitos outros homens chamados Jesus, que existiam no seu tempo, Jesus é citado como "o filho de Jose' .

Depois que José morreu, Maria deve ter ficado como cabeça da família e, então, diziam "o filho de Maria". (Ou, ainda, pela falsa noção de virgindade de Maria.)

Lucas e João sempre se referem a Jesus como "filho de José".

Filho de Judá, filho de Davi

Por ser da tribo de Judá e da família de Davi.

Galileu

Por ser da Galiléia, morar naquela região.

Nazareno

Por ser de Nazaré, ter morado lá.

Quando conta que a família de Jesus passou a morar em Nazaré, Mateus (3:23) encontra uma relação com uma profecia de Isaías (11:1). "Do tronco de Jessé sairá um rebento e das suas raízes, em renovo."

A primeira vista, não entendemos essa relação. Falta saber que:

- Jessé foi o pai de Davi (de quem o Messias seria descendente);

- Nazaré pode significar rebento, grelo, broto.

Agora, podemos entender: Se Jesus será chamado Nazareno, ele é o rebento, o renovo espiritual, que vem saindo da família de Davi.

Filho do Homem (ver Obras Póstumas, Cap. IX - "Um Estudo sobre a Natureza de Jesus").

Significa: o que nasceu do homem, em contraposição ao que está fora da humanidade.

No Velho Testamento, assim os seres espirituais designavam os humanos com quem falavam. Exemplos:

- "o Senhor me dirigiu então a palavra, dizendo: E tu, Filho do homem, ouve o que diz o Senhor Deus à terra de Israel" (Ezequiel 7:1-2);

- "porque Deus não ameaça como o homem e não entra em furor como o Filho do homem" (Judite 8:15).

Compreensível, natural, portanto, a designação que Jesus faz de si mesmo, com frequência: Filho do homem, ser humano. Em vez de dizer "eu", usa essa expressão.

Profeta

Não é nome nem título, mas uma função: o que fala em nome de Deus, porta-voz da espiritualidade.

O povo considerava Jesus um profeta (Mt 21:11, Lc 7:16, Jo4:19, 7:40,9:17). Os discípulos também (Lc 24:19). O próprio Jesus assim se qualificava (Mc 6:4, Lc 4:24 e 13:33-34, Jo 4:44).

Filho de Deus (Lc 1:35) Filho do Altíssimo (Lc 1:32) Salvador (Lc2:ll)

Também são qualificativos que designam Jesus por suas quaIidades e funções espirituais. Os anjos (mensageiros espirituais) é que falaram isso de Jesus.

Rabi

Quer dizer "doutor" ou "mestre" (em coisas espirituais).

Jesus era chamado assim pelos discípulos, apóstolos e pelo povo, por todos que o reconheciam como autoridade espiritual para ensinar.

Observação:

Deixamos de citar Emmanuel (Emmanuel) como um dos nomes de Jesus porque, embora signifique "Deus conosco", não se relaciona a Jesus (Mt 1:23). Como já vimos, refere-se a outra criança, que viveu centenas de anos antes, conforme a profecia de Isaías (7:14), e Mateus erradamente relacionou ao Messias e a Jesus.

Therezinha Oliveira