XLIII - A PARTIDA DE JOÃO BATISTA

A PARTIDA DE JOÃO BATISTA

OS quatro apóstolos seguiram ao Jordão e, lá chegando, João viu Judas e lhe disse:

— Judas, alegram-se os meus olhos vendo-te aqui! E o teu Mestre?

— Tem feito muita maravilha! Vimos coxo andar, cego enxergar, imundo se curar e até morto ressuscitar. Imagina, João, o que vimos! Todos diziam que uma certa menina estava morta e somente Jesus dizia que ela apenas dormia. Ora, Jesus a tocou e ela voltou à vida!

Olhos sob grande brilho, disse João:

— Bendito sejas Tu, Pai que estás no Céu! O meu coração muito se alegra, porque 0 mundo está na mão do Teu Filho bem-amado!

Já era tarde e João lhes disse:

— Comei e bebei!

Sentaram-se ali, à margem do Jordão, e comeram e beberam.

Os seguidores de João, que eram tantos, levaram fartura de comida até ele para que distribuísse aos demais. João pregava a todos que muito importante era a partilha do pão e que todos tinham o direito de comer e beber, e assim repartia ali tudo o que lhe doavam.

Naquela noite João pregou a todos dizendo que o Messias já estava na Terra, que até os grandes reis tremulariam à frente dele. E berrava:

— A minha voz prega no deserto, mas o Messias pregará em todos os templos! Todos ouvirão a voz do Messias e as profecias já se cumprem!

Disse-o e abraçou os seus seguidores na maior alegria. E comeram e beberam.

Nas primeiras horas das manhã, o rei Herodes, Herodíade e Salomé faziam a travessia do Jordão naquele mesmo local.

João Batista estava sentado com os seus discípulos quando viu no céu um carrossel de fogo que ali chegava. Olhava para o Jordão e via aquelas bolas de fogo saindo das águas e incendiando tudo. Uma forte voz ele ouviu:

— Estas são as filhas do adultério! João foi ter à frente daquela comitiva real e gritou:

— Detém-te, Herodes! Serás julgado, condenado e lançado ao fogo do Inferno, se não desceres daí e te arrepender! Tomaste do teu irmão a mulher e a filha! Herodíade, sombra do mal, força da traição, mulher adúltera, se quiseres arrepender-te, desce daí, vem a mim e te livrarei dos demônios que estão dentro de ti! Herodíade disse a Herodes:

— Este homem é louco! Manda prendê-lo!

Mas Herodes entendeu que aquele não era o momento certo para prendê-lo. E dizia João Batista a Salomé:

— Filha do mal, arrepende-te! Tocaram os cavalos para cima de João e ele se esquivou para o lado, segurando naquela carroça e proferindo aquelas palavras fortes:

— Arrependei-vos enquanto ainda o podeis fazer, para que sejais salvos por Deus!

Empurraram-no e quase foi atropelado pelos cavalos da guarda de Herodes.

À frente dos seus discípulos, João gritou ainda para que Herodes e as duas mulheres se arrependessem, mas nada disto aconteceu.

A comitiva real se foi e, já no palácio, disse Herodíade a Herodes:

— Que vergonha passei à frente daquele homem e daquela multidão, ouvindo aquele homem me chamar de prostituta, xingando a ti, xingando a minha filha! És aqui a autoridade máxima. Manda prender e matar aquele homem o mais rápido possível!

Herodes disse:

— Por que queres que eu o faça, se ele está certo no que diz? Não ouviste? Ele não disse nada errado. Agora, como ele sabe disto, não sei! Vê bem! Se eu prender aquele homem, o que achas que irá acontecer?
Aquela multidão rodeará o nosso palácio e não teremos tranquilidade de forma nenhuma. Não viste a grande multidão que o segue? Deves estar louca pedindo a prisão dele! Estás muito errada!

— Ora, estás manchando o sangue do teu pai, o sangue do rei! Imagina se César ficar sabendo dessas coisas, como é que ficarás nesta história! Um religioso fanático aí fora te ofendeu e nada fizeste! Estás louco!

— Quem manda no meu reinado, quem manda em toda esta região sou eu! Não recebo ordem de ti nem de ninguém!

Todavia, Herodíade não esquecia aquilo, não deixava de falar e falar daquilo. Herodes se perturbava ouvindo sempre a mesma coisa, a importuná-lo bastante, e lhe dizia:

— Por que tanto temes esse João Batista? É apenas mais um desses profetas que estão por aí. É um profeta do povo, a falar a linguagem do povo.

Enquanto ele não nos incomodar mais seriamente e estiver fazendo o trabalho dele lá nas margens do rio, que o faça à vontade. Não, de forma nenhuma me intrometerei nisto!

Herodíade o ouvia mas discordava e não se cansava de falar daquilo com os guardas, com todos dali. Herodes foi ficando premido por aquela situação e ouviu dela:

— Chama-o aqui pelo menos para interrogá-lo e se retratar do que falou.

Herodes por fim concordou: ordenou que os guardas buscassem João no Jordão e que também fossem levadas testemunhas de que João não seria um prisioneiro, que seria apenas um diálogo dele com o rei.

E assim foi feito. João seguiu com os seus discípulos ao palácio.

Chegando na porta do palácio, João começou a gritar aquelas mesmas e contundentes palavras, sob o mesmo e agressivo tom. Com isto, impediram a entrada dos seus discípulos.

Os guardas o seguraram e ele fixou os olhos de Pedro, dizendo:

— Dize a Jesus que o caminho já está livre! Dize-lhe que fiz tudo o que pude para que ele tivesse limpo o seu trajeto!

Os discípulos tentaram retirar João das mãos dos guardas, mas não conseguiram. João foi levado preso, seus discípulos acampando à porta do palácio.

De repente a guarda de Herodes os expulsou de lá e então apareceu à frente do palácio toda aquela multidão de seguidores e admiradores de João.

Os apóstolos de Jesus se retiraram de lá e foram ter às margens do Jordão. Subitamente Pedro disse aos demais:

— Vamos até o nosso Mestre! Judas discordou:

— Mas por que iremos agora? Não podemos abandonar João Batista!

Pedro disse:

— Jesus quer que vamos até ele! E Judas, intrigado, indagou:

— Mas como é que sabes disto, Pedro?!

— Eu sei!

— Como é que sabes?!

— Somente sei que sei, não sei como! Quem quiser ir comigo, que vá, e quem não quiser, que fique!

Os quatro seguiram à casa de Jesus, comentando sobre aquele episódio que tanto os acabrunhava:

— Como puderam prender João Batista?!

— Pelo jeito não o soltarão tão cedo.

— Vamos ter com Jesus. Talvez que ele possa vir soltar João.

Chegando em casa de Maria, lá encontraram Jesus a aguardá-los.

Pedro, preocupado, foi dizendo:

— Prenderam João! Prenderam João! Jesus pediu:

— Acalma-te, Simão Pedro! E o que foi que João vos disse?

— Disse que o caminho já está livre à tua passagem, Senhor.

— Agora é chegada a hora de João! E não demorará para chegar também a minha hora!

— Mestre, vamos até lá! Todos sabem que curas as pessoas, todos sabem dos milagres que operas. Talvez possas convencer Herodes a soltar João.

— Espera!

Levi se acercou de Jesus e indagou:

— Senhor, João está preso?!

— Sim! Levi, vem comigo!

Jesus caminhou dali com Levi e, tentando acompanhá-los os apóstolos, disse-lhes:

— Vós não! Aguardai-me aqui! Aonde vou não podeis ir.

Pedro insistiu:

— Mas Levi vai e ele nem é um dos nossos...

— Ele também é meu irmão!

Disse-o Jesus e retomou a caminhada, com tal rapidez que Levi quase não lograva acompanhá-lo.

Chegando numa montanha, em meio às pedras, Jesus orou ao Pai com muita intensidade.

Os anjos Ismael e Miguel se lhe acercaram naquele momento e ele orou piedosamente, sob o mais profundo sentimento, dizendo:

— Se possível, Pai, alivia o sofrimento de João e não o retires de nós! Disse um dos anjos:

— Senhor, o meu coração está tão triste quanto o teu, mas é chegado o momento de João, e bem sabes que o teu se aproxima. Nem eu nem tu o pedimos, e sim o próprio João. Que seja feita a vontade de Deus e a vontade de João!

Levi não via os anjos, mas escutava aquela voz.

Jesus disse:

— Estarei com João Batista! Disse o anjo:

— Sobre o Céu e sobre a Terra, és o que tem maior poder, mais ainda do que nós!

Jesus saiu para um lado. Levi se sentou do lado dele e disse:

— Senhor, João é um bom homem e não merece perder assim a sua vida.

Jesus, chorando, disse:

— Levi, todos devemos passar por isto, às vezes com muita dificuldade e sacrifício, para que possamos, nesta Terra, nos rebaixar ao máximo, para que um dia sejamos exaltados.

— Mas ouvi aqueles homens dizendo a ti, Senhor, que João chamou Herodes e aquelas mulheres de adúlteros. Se João pedir clemência, Herodes não o perdoará?

— Não sabes, Levi, que, nascido de mulher, não há na Terra outro tão grande quanto João. Ele veio sob o propósito de perder assim mesmo a sua vida, para que eu trilhe o meu caminho. Quão doloroso é e o quanto isto nos dói! Porém, tanto clamou João pela justiça de Deus que a própria justiça de Deus se fez em João.

— Senhor, João é inocente!

— Levi, não compreendeste as coisas da Terra! Não há sãos no leito da dor: apenas os doentes aí se acamam.

— Mas, Senhor, disseste-nos que João é puro de coração!

— Nenhum dos que estão na Terra pode ser puro de coração, senão eu. João clamou pela justiça e Deus lhe fez justiça! João se preparara para este momento e o momento lhe é chegado.

— Senhor, nada podes fazer?

— Sim, Levi, posso fazer o que homem algum do mundo pode ver! Permaneceremos aqui nesta noite.

Todos dormiam lá na prisão em que haviam rojado João e eis que subitamente as grades se abriram ao ingresso de Jesus.

João se ajoelhou aos pés de Jesus e disse:

— Senhor, tanto clamei por este dia!

— Ergue-te, João! Viemos do mesmo Pai, viemos para dar testemunho à verdade! Bem sabes, João, que podes escolher: viver ainda ou negar tudo aquilo que fizeste.

— Estou preparado, Senhor, para morrer em teu nome!

— Tua escolha é sábia, mas não na glória do meu nome, e sim do nosso Pai. Serás aclamado por toda a Terra e por todo o tempo na condição de meu precursor e estarás comigo no Paraíso, ao lado do Pai!

João o abraçou, dizendo:

— Senhor, está tudo consumado!

Lá em cima, naquele momento, apareceu Herodíade, que ali preparava uma festa em comemoração à sua união com Herodes. João, vendo-a, gritou:

— Filha do adultério, arrepende-te se quiseres ir para o Céu!

Ela avançou o rosto e dali se retirou, com muita raiva e ódio.

Herodes começou a beber descontroladamente. Ânimo exaltado, fitava cupidamente o corpo de Salomé. Logo Herodíade percebeu o grande interesse dele por sua filha Salomé, muito sensual que era.

Herodíade ordenou a Salomé que se acercasse de Herodes, o que ela fez, perguntando:

— Queres que eu dance para ti?

— É o que mais quero!

— E com o que podes recompensar-me?

— Posso oferecer-te até metade do meu trono.

— Vou pensar!

Salomé foi conversar com a mãe, e esta, ouvindo-a, depois disse:

— Indaga a Herodes se ele pode oferecer-te tudo o que quiseres. Ora, tudo o que a ele pertence já é nosso também, e foi por isto que te propôs aquilo. Sim, tudo o que é dele já será nosso, meu e teu, por direito. Ele gosta muito de nós. Vai então e indaga dele se te pode oferecer realmente tudo o que pedires.

Salomé se aproximou novamente de Herodes e indagou:

— Podes oferecer-me tudo o que eu quiser?

— Sim, tudo o que quiseres!

Salomé chamou, a testemunhar, os capitães, e lhes disse:

— Dançarei para o rei. Ele me ofereceu tudo o que eu desejar, até mesmo a metade do trono. Não é isto, meu rei?

— Sim! Dança, Salomé! Dança!

E Salomé dançou e dançou, enquanto Herodes bebia e bebia, deslumbrado com o corpo dela. Depois de muito dançar, foi ter ao lado dele, a cobrar a sua recompensa.

Herodes disse:

— Dize o que queres e terei o maior prazer em te pagar.

— Quero a cabeça de João Batista na bandeja!

— Isto não posso dar-te!

— Queres que eu chame aqui os capitães e lhes diga que o rei é um covarde, que não cumpre o que prometeu?

Herodes, premido pela situação, chamou o carrasco e lhe ordenou:

— Vai até lá e traze na bandeja a cabeça de João Batista!

O carrasco foi ter com João no calabouço. João o fitou e disse:

— Arrepende-te de todos os teus pecados!

— Se eu não cumprir o que o rei mandou, cumprirá em mim mesmo a sua ordem!

— Vens para me cortar a cabeça!

— Como é que o sabes?!

— Cortarás a cabeça do meu corpo, mas não da minha alma!

João pediu que lhe fossem retiradas as correntes, por não querer morrer preso a elas. Dirigiu-se até onde era determinado, baixou a cabeça e o golpe foi certeiro.

O carrasco pediu ao guarda que pusesse na bandeja a cabeça de João e a levasse até o rei. O guarda, grandemente chocado, não quis tocar naquilo e chamou a outros para que o fizessem.

Porém, nenhum dos guardas se encorajou àquilo. O carrasco, então, pegou aquela cabeça ensanguentada e, com os olhos orvalhados, trêmulo, chegou com ela à frente de Herodes e, mãos ainda tremulantes, entregou-a.

Herodes, ao ver aquilo, empurrou a bandeja. O capitão a pegou e colocou ali. O carrasco desmaiou e foi ter ao chão. Tremulante, em péssimo estado, foi retirado a um canto.

Um grande desconforto tomou aquela festa. Tudo se acabou ali.

João Batista, do outro lado da vida, viu seu corpo inerte, decepado, e viu Jesus do seu lado.

Jesus tomou-o aos braços e o levou até onde estava Isabel, sua mãe, deitando-o junto ao corpo dela. Isabel o fitou comovida e João indagou:

— Onde está o Mestre? Isabel disse:

— Está aí!

João viu Jesus e indagou:

— Senhor, onde foi que errei?

— João, clamaste pela justiça e a justiça foi feita!

João mergulhou no sono e depois se recompôs fluidicamente. Do seu lado estavam Gabriel, Ismael e Rafael. Os três retiraram-no do lado de Isabel e com ele subiram às esferas superiores.

Jesus fitava tudo com os olhos lacrimejantes e retornou ao seu corpo. Acordou Levi e lhe disse:

— Vamo-nos! João voltou à Casa do Pai! João já não está neste mundo!

¦— Mas, Senhor, como sabes disto?!

— Levi, tudo ocorreu da forma que haveria de ocorrer.

— Viste tudo, Senhor?

— Levi, nada digas a ninguém. Somente tu deves sabê-lo.

Ainda era noite. Retornaram e encontraram todos dormindo em casa de Maria. Recostaram-se ali e dormiram.

Antes do meio dia chegou ali a notícia de que Herodes decepara João Batista.

Imensa multidão se dirigiu ao Jordão e ao palácio de Herodes. Foi um grande tumulto e com isto mais ainda se exaltou a figura de João Batista na condição de um dos maiores profetas, aquele que morrera pela causa do arrependimento dos homens.

No lar de Maria, todos choraram com aquela notícia.

Jesus fitou os seus apóstolos em lágrimas e disse:

— Não choreis por aqueles que julgais mortos. João não morreu! João está vivo!

Um deles disse:

— Mas cortaram a cabeça de João!

— Cortaram-lhe a cabeça do corpo, e não da alma!

— Mas, Senhor, por que aconteceu uma coisa dessa?!

— Porque João desejou que acontecesse.

— Mas mataram-no!

— Estais enganados. Agora é que ele vive! Todos gritarão o nome dele. Todos clamarão por ele. Tudo estava escrito. Ele cumpriu a sua missão. Hoje chegou o dia dele e não está longe também o meu dia.

— Mas, Senhor, todos te amam, todos te querem bem, todos se maravilham com a tua obra, todos ficam felizes por curares os coxos, os cegos. Sim, Mestre, estão todos felizes por ti. Não há nenhum ser da Terra desejando aniquilar-te, cortar a tua cabeça.

— Irmãos, falo a todos os povos, aos gentios, aos samaritanos, aos judeus, e a todos falo em nome de um só Deus. Em nome do Pai, nosso único Deus, é que falo a todos os povos. Todavia, ninguém pode chegar até Deus se não nascer de novo.

Simão Pedro indagou:

— Renascer no corpo ou na alma?

— O homem nasce para dar testemunho à verdade. Um nome lhe é concedido e, na glória, tal um canto angelical nos Céus, recebe o dom de viver, e ele vai experimentar o bom fruto e o mau fruto. Nesse caminho poucos acertarão e muitos se perderão, mas o Pai sempre estará reoferecendo o dom da vida. Pedro indagou:

— Senhor, como saber na vida o que é certo e o que é errado?

— Eu sou a videira e tenho muitos galhos. Que o galho que desejar produzir um bom fruto permaneça em mim, porque eu dou um bom fruto, porque tudo o que faço, faço-o em nome d'Aquele que me enviou à Terra, e aquele que está em mim está também ao lado d'Aquele que me enviou. Então todo galho que permanece em mim sabe que sou manso e humilde de coração, e sabe que produzo um bom fruto, e aquele que comer de mim estará farto e jamais sentirá fome, porque eu sou a videira. Mas aquele que não comer do meu fruto não sentirá a mim e então conhecerá o mal.

Todos se maravilharam com aquele esclarecimento de Jesus, que lhes disse:

— Preparai-vos, porque amanhã cedo viajaremos.

Todos descansaram e Maria bem os alimentou com pães e peixes.

Naquela noite, disse-lhes Jesus:

— Todos vós sereis preparados. O mesmo que ocorreu com João Batista ocorrerá comigo.

Pedro indagou, preocupado:

— Senhor, cortarão a tua cabeça?!

— Não! Pedaço algum do meu corpo será arrancado, osso algum do meu corpo será quebrado, porque assim está escrito e assim será feito. Mas o Filho do Homem, diferentemente de João Batista, será humilhado, será cuspido, será espancado.

Nesse dia, em que o Príncipe deste mundo estará se preparando para subir a Deus, haverá escuridão, e vós, que permanecerdes em mim, sentireis medo, mas eu não vos abandonarei, e nesses dias tereis a prova de que estarei convosco.

Mas tal tempo ainda não é chegado. Ainda é o momento da luz e a luz há de iluminar a Terra.

Puxando por sobre o rosto o seu manto, disse-lhes enfim Jesus:

— Agora é hora de dormir. E adormeceram.

JOÃO BERBEL