CAPÍTULO 3 - A TUDO QUANTO TENS

CAPÍTULO 3 - A TUDO QUANTO TENS

Apólogo é uma história mais ou menos longa, que ilustra uma lição de sabedoria e cuja moralidade é expressa na conclusão.

Em Apólogos orientais, de Gustavo Barroso, encontramos página assim, que nos introduz ao tema da renúncia.

Voando, revoando sobre as ondas revoltas, a águia marinha avistou um peixe que brincava, por vezes imprudentemente, sobre a crista espumante das vagas.

Como um raio caiu sobre ele, segurando-o no bico longo e acerado. Depois, batendo o ar fortemente com as largas asas, demandou o rochedo solitário em que fizera seu ninho e onde os filhotes a esperavam, famintos.

Mas, de toda a parte, começaram a surgir grandes aves do mar, gulosas de saborearem aquele peixe claro e gordo, e começaram a perseguir a águia pescadora. Bico ocupado pela presa, ela não se podia defender e os seus adversários a bicavam ferozmente na cabeça e nas costas.

Vendo-se ensanguentada, sentindo-se ferida, a águia do mar pensou: se isto continuar, serei morta antes de alcançar meu ninho. E não há somente este peixe no oceano, há milhares de outros que poderei pescar em outras paragens.

Então, largou no espaço o peixe brilhante. Atrás dele, enceguecidos, mergulharam todos os seus perseguidores, enquanto ela, soltando um grito de alívio, elevou-se no espaço, num largo remígio triunfante.

Conclui o apólogo: Como a águia marinha, todos nós devemos saber largar em tempo o objeto de cobiça, dos nossos inimigos, para não morrermos com ele tolamente no bico.

QUE É RENUNCIAR?

E abdicar, desistir, deixar voluntariamente a posse de alguma coisa.

Para abdicar, terá de ser de algo a que se tem direito, porque usufruir sem direito é usurpação. Quem ilegalmente desfrutava, ao deixar de o fazer não está renunciando, e, sim, deixando de usurpar.

Para desistir, terá de ser de algo possível, pois, deixar de fazer algo por impossível não é renúncia, é reconhecimento de impossibilidade. O homem não desiste da ideia de voar por si mesmo, ele reconhece que não pode fazer isso.

Quanto a deixar a posse, terá de ser de algo que se possui. Deixar a posse do que não é seu? Neste caso, seria restituir ao legítimo dono.

A águia renunciou a um peixe, mas a renúncia pode ser de tudo: coisas, pessoas, situações, sentimentos.

Zaqueu, o rico chefe dos publícanos, esclarecido e motivado por Jesus para a modificação de sua alma, afirmou: "Senhor, eis que dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado" (Lc. 19 v.8). Do que tomara indevidamente, sentia-se obrigado à restituição; do que era seu, renunciava à posse para repartir com os pobres.

RENÚNCIA E EIBERDADE

Se alguém nos tira algo, podemos procurar reaver, resignarmo-nos a perder, ficar lamentando a perda, ou nos revoltarmos contra ela.

Em nenhum desses casos terá havido renúncia, porque abdicamos, desistimos, deixamos a posse, mas não foi voluntariamente.

A característica fundamental da renúncia é ser voluntária, a vontade livre, o poder optar, escolher reter ou largar, fazer ou não fazer.

Errôneo, pois, dizer: "fui obrigado a renunciar". As circunstâncias podem tornar premente a escolha, mas não determiná-la.

Para a renúncia se caracterizar, a vontade livre é que se manifestará entre duas possibilidades, como no exemplo da águia, que avaliou dois bens, vida e peixe, optando por um, renunciando a outro.

RENÚNCIA E RAZÃO

A renúncia envolve escolha, livre-arbítrio, é procedimento que o ser não possui no início de sua vida, quando apenas princípio inteligente, mas vai conquistar na sua trajetória evolutiva.

Nos vegetais, podemos observar como assimilam o que lhes é necessário e rejeitam o que lhes prejudica a existência. Ainda não é renúncia, porque só obedecem a leis que poderosamente os regem.

No reino animal, o campo de ação se apresenta ampliado, com maior variedade de elementos ao dispor do ser: há o necessário, o conveniente, o agradável; não pode ser tudo ao mesmo tempo e os efeitos são diferentes. Notam-se, então, as primeiras "renúncias". Para escolher, o ser aprende não só a tomar e reter mas também a "voluntariamente" deixar, não fazer, e isto, mesmo que as circunstâncias não constranjam a uma escolha imediata.

No ser humano, a capacidade de seleção está muito ampliada e aperfeiçoada, a vontade desenvolvida pelo exercício e, em tudo quanto as as leis biológicas e humanas nos ensejam opção, usamos razão e vontade para escolher.

Selecionando, usamos largamente a renúncia, para fazer e não fazer.

Renunciamos: ao repouso, para nos lançarmos a obter o pão, ou para buscarmos o divertimento; a vícios, se a sociedade condena e dela dependemos, ou quando nos afetam a saúde e o bem-estar; a roupas, quando precisamos do espaço que estão ocupando, ou a vaidade exige renovação das peças; a artigos de bom preço, que poderíamos comprar, mas para os quais não teremos uso ou comércio; à independência, por necessitarmos de companhia, cooperação, realização pessoal.

Essa é a renúncia da razão. Como a águia do conto simbólico, renunciamos porque a razão nos diz da conveniência ou necessidade de o fazer. A renúncia racional já nos beneficia na vida da matéria, porque: evita sobrecarga desnecessária, assim como ao fazer malas para viagem selecionamos o estritamente necessário; previne prejuízos, como ao se observar o limite do cartão crédito para não ultrapassá-lo; enseja melhor relacionamento entre os seres, quando deixamos para falar depois, o que não é tão importante ou oportuno.

A RENÚNCIA CRISTÃ

Jesus nos convida a uma renúncia mais ampla "Aquele que não renunciar a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lc. 14:33); e mais profunda "Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo..." (Mt. 16:24).

A tudo quanto tensl A ti mesmo! Desafio inaceitável ditigido a nosso egoísmo, nossa insegurança, nosso orgulho e vaidade.

Andamos apegados a tudo quanto temos, ao que nos fizemos, nossa vida repousa sobre essas bases.

Não possuir nada como nosso, próprio, particular • definitivo!...

Nem conservarmos nossa personalidade, o que somos perante o mundo, nossas preferências...

Pede demais, o Nazareno. Não admira que tenha tão poucos discípulos!

Não bastariam as sobras, os excessos de nossa vida?

A tudo quanto tens, a ti mesmo... Como renunciar assim? E' impossível! Não deixaremos tudo isso voluntariamente. Só obrigados: quando a doença vem, quando nos roubam ou nos impedem.

E, quando isso acontece, não sabemos nos resignar, lamentamos e nos revoltamos.

Qual a dificuldade em renunciarmos? Sabemos o que perdemos, que são as posses, as situações, o que preferimos, mas não vemos nada a ganhar em troca, pelo menos nada a que saibamos dar valor.

OS DISCÍPULOS DE JESUS RENUNCIARAM

"Eis que nós tudo deixamos e te seguimos" (Mt. 19:27). Como puderam eles? É que acreditavam na alma imortal e, quando os convidava a renunciar, o Cristo apontava os bons resultados de o fazerem: Ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, (...) e no mundo por vir a vida eterna (Mc 10:29/30).

Cem vezes tanto? Já no presente, nesta vida? Parece incrível, mas se recordarmos Chico Xavier e sua vida abnegada em favor de muitos, teremos de concordar que, mesmo nesta encarnação, não obstante sua pobreza, contava com inúmeras casas e corações, de todos que o amavam e o convidavam insistentemente a estar com eles.

Vinde após mim, convidou-os Jesus, oferecendo em contrapartida: e eu vos farei pescadores de homens (Mt.
4:19). Deixavam a segurança material, adquirindo, em troca, atividade superior: aprendiam a lidar com as criaturas, liderando-as para o bem, conquistando amizade e respeito.

Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres... E terás um tesouro no céu, disse o Mestre a Zaqueu (Mt. 19:21). Em lugar de bens transitórios e perecíveis, adquiriria um tesouro eterno, indestrutível, valores próprios, virtudes e a fetos.

Jesus recomendou aos discípulos nada levarem consigo pelo caminho: nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto, nem vestirem duas túnicas. Só bordão e alparcas (Mc 6:8/9). Allan Kardec comenta o conselho do mestre: bens materiais são atrativos, para os quais há muitos disputantes, quanto menos tivermos, menos perigos e perseguições (O Evangelho segundo o Espiritismo, XXV, item 11).

Quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mt 17:25). Quanto menos enredados e comprometidos estivermos nos problemas materiais, nas questões puramente terrenas, mais tempo e forças poupamos, melhor aproveitamos espiritualmente e ficamos com mais liberdade de ação.

Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração... Violência e orgulho são nossas armas usuais de conquista e defesa. E preciso deixá-las, Jesus? E achareis repouso pena as vossas almas (Mt 11:29). Quanto menos violência e orgulho, menos reações externas, mais paz íntima.

RENÚNCIA E ESPIRITISMO

Para os materialistas, a palavra da cruz é loucura, diz Paulo (I Cor. 1:18), a renúncia cristã lhes parece um absurdo. O Espiritismo faz compreender melhor a mensagem de Jesus e, assim, evidencia o acerto e as vantagens da renúncia cristã, porque:

- Comprova a existência e imortalidade do espírito, levando-nos a usar os bens terrenos sem a eles nos apegarmos e sem a preocupação de os entesourar nem disputar.

- Revela a ação do espírito, pensamento e vontade plasmando elementos materiais e espirituais, a relação que existe entre a alma e o corpo, e lei de causa e efeito regendo-nos as ações e fazendo-nos facear os resultados, de modo que entendemos necessário renunciar a vícios, à cólera, aos excessos de toda ordem.

- Prova a evolução, o progresso intelecto-moral nos seres e, assim, estimula ao aperfeiçoamento, que traz libertação. Não mais dizemos: Eu sou assiml Entendemos agora: Estou assim, mas posso mudar. E nos convém renunciar à inércia, ao comodismo, para conquistar o desenvolvimento de potencialidades, renunciar a sentimentos inferiores, sublimando-os.

- Mostra união e interdependência dos seres, ensinando-nos a não ultrapassar nossos direitos para não perturbar a harmonia comum em que precisamos viver, e que renunciar ao egoísmo e ao indiferentismo para servir ao próximo redunda em nosso próprio benefício.

Não que não possamos ter patrimônios e geri-los, mas como "mordomos" e não como "donos", que o verdadeiro Senhor de tudo é Deus.

O desafio maior "vende tudo o que tens e dá-o aos pobres" foi feito por Jesus ao moço rico, porque o jovem dissera que já cumpria os mandamentos desde a sua mocidade e indagara: Que me falta ainda para alcançar a vida eterna? Então, se queres ser perfeito... vende os teus bens, dá-o ao pobres e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me, desafio que o moço rico não conseguiu superar.

RENUNCIEMOS!

Com o entendimento espírita que possuímos, a que já renunciamos?

Somos águia indecisa... Já sabemos que não nos convém renunciar à vida por um peixe, à existência espiritual por causa de um bem material e transitório, mas ainda não nos decidimos a renunciar a um peixe pela Vida, guardamos muitos apegos prejudiciais.

Que nos acontecerá? Viveremos no prejuízo desses apegos e da nossa indecisão. Preocupados pela inconveniência de reter, aflitos pelo temor de perder. Sem vontade para realizar o melhor e torturados porque não progredimos.

Um dia, as circunstâncias da vida em movimento vao nos obrigar a deixar, a largar, vão nos retirar e impedir. Aí, então, a possibilidade de opção estará invalidada, renúncias pretensas e tardias descaracterizadas, como o desencarnado que alegava, dei tanto, para isto, para aquilo, e ouviu a verdade: Deu, não, deixou, porque não pôde levar!

Renunciemos, antes disso, aos bens transitórios, aos hábitos negativos, à posse egoísta, ao comodismo improdutivo, deixando a porta larga, o espaçoso caminho, para entrar pela porta estreita do dever (Mt. 7:13/14).

Sem renunciarmos, jamais à fé, pois seria abraçar o desânimo, ou à verdade, uma vez que seria iludir-se com a mentira, nem ao trabalho, que seria condenar-se à estagnação.

UM EXEMPLO DE RENÚNCIA EM NOSSOS DIAS

Entre madrilenos e catalães há grande rivalidade. Os grandes cantores Plácido Domingo, que é madrileno, e José Carreras, catalão, não fugiram à regra.

Em 1984, por questões políticas, tornaram-se inimigos. Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafeto não fosse convidado.

Em 1987, Carreras ganhou inimigo mais implacável do que Plácido Domingo: o diagnóstico de leucemia. Submeteu-se a vários tratamentos, como: autotransplante de medula óssea, trocas de sangue. Obrigado a viajar mensalmente aos EUA, sem condições para trabalhar e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.

Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, tomou conhecimento de uma instituição, a Fundación Hermosa, em Madri, criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de leucêmicos. Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença.

Voltou a cantar. Tornando a receber altos caches, associou-se à Fundación Hermosa e, lendo seus estatutos, descobriu que o fundador dela, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo!

Descobriu mais: a fundação fora criada, em princípio, para atender a ele, Carreras! Plácido se mantinha no anonimato para não o constranger, por ter de aceitar auxílio de um inimigo.

Numa apresentação de Plácido em Madri, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou aos pés de Plácido Domingo. Pediu desculpas e agradeceu, publicamente, o benefício de seu restabelecimento.

Mais tarde, Plácido foi entrevistado: Por que criou a Fundación Hermosa? Afinal, além beneficiar um inimigo, concedera a oportunidade de reviver a um dos poucos artistas que lhe poderiam fazer concorrência.

Porque uma voz como essa não se podia perder, respondeu.

Plácido Domingo soube renunciar à sua animosidade pessoal, em favor de não se perder para o mundo a beleza e o encantamento que produz uma voz sonora e educada como a de José Carreras.

Fazer o bem sem ostentação é grande mérito. Ainda mais meritório é ocultar a mão que dá. Não saber a mão esquerda o que a mão direita dá.

Marca de grande superioridade moral. Mais meritório ainda se o benefício tem por objetivo maior atender eventual desafeto.

Que essa história não caia no esquecimento e, quanto possível, nos sirva de inspiração e exemplo.

Assim escreveu o cronista Moacyr Castro, em "Um caso que merece registro", no Correio Popular de 5/2/2005, dizendo que a informação veio de Glória Pamela Cardenas, médica radiologista chilena, da ilha de Chiloé, que a narrou em carta para a médica radiologista campineira Célia Bastos Windhorst.

AMOR E RENÚNCIA

Enquanto a razão não se nos ilumina para renunciarmos com acerto, usemos o amor. Sua força nos impulsiona à renúncia natural, para ofertarmos nossos recursos aos semelhantes, como o fez o jovem Lucas.

Numa quarta feira de setembro de 2004, em Erechim, no Rio Grande do Sul, um ônibus escolar que transportava trinta crianças e adolescentes da zona rural para escolas na cidade, perdeu a direção e caiu em uma represa com quase oito metros de profundidade. No desastre, morreram dezesseis estudantes e a funcionária de uma escola.

Logo que o veículo caiu na água, de frente, muitas crianças começaram a sair pelas janelas. Lucas Vezzaro, 14 anos, viajava na parte traseira e foi dos primeiros que conseguiram atirar-se para fora do veículo. Bom nadador, logo estava a salvo.

Mas, como narrou sua mãe, Lucas era um menino que nunca conseguiu ver alguém em dificuldade sem oferecer ajuda. Por isso, superando o instinto de sobrevivência, em vez de procurar a segurança na margem do lago, Lucas começou a ajudar os colegas. Salvou três amigas e ia retornar ao ônibus para continuar sua tarefa de salvamento, mas não conseguiu; exausto, pereceu no local.

Por que Lucas estava naquele ônibus que sofreu o acidente? Foi uma expiação? Se foi, ele a superou, enfrentando-a com coragem e resignação.

Foi uma prova? Passou com louvor, ajudando três amigas a sobreviverem.

De qualquer forma, Lucas saiu vencedor. Porque ele não conseguia ver alguém em dificuldade sem oferecer ajuda, renunciava ao comodismo, ao egoísmo e procurava fazer alguma coisa para ajudar. (Reportagem da Veja, de 29/9/04 e comentário de Ricardo Orestes Forni, no Correio Fraterno, jan/fev-05)

Mesmo quando não entendemos ainda a mecânica da vida, o amor em sua lei nos leva a fazermos ao próximo tudo quanto consideramos bom, agradável, benéfico. Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei, e os profetas (Mt 7:12).

O amor nos fará renunciar como Jesus: Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou (Jo, 10:17/18).

Podendo escolher estar em páramos celestes, a eles renunciou para estar conosco e deu-nos sua vida, em trabalho, exemplo, orientação, numa renúncia por amor, que ele mesmo afirmava: ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Por amor, renunciam os pais, dia a dia, todo dia, em favor de seus filhos, os mestres nem sempre bem pagos ou reconhecidos, em favor de seus alunos, os idealistas que não medem esforços pelo ideal, em favor da humanidade. Por amor ao próximo, renunciou o jovem Lucas.

Renunciemos, nós também, ao ócio, ao egoísmo, ao orgulho, para podermos nos doar em presença amiga, em ajuda fraterna e desinteressada, a fim de que, com a nossa cooperação, outros possam ter a oportunidade de viver, crescer espiritualmente, tanto quanto o queremos para nós mesmos.

Therezinha Oliveira