CAPÍTULO 6 - MAIS QUE O ALIMENTO

CAPÍTULO 6 - MAIS QUE O ALIMENTO
(OS TESOUROS DA TERRA E OS DO CÉU)

I. TESOUROS (MT6)

Não ajunteis tesouros na terra.

Os tesouros na terra são os valores deste mundo, bens, riquezas materiais, como o ouro e as pedras preciosas, objetos valiosos, terras, fazendas, casas, apartamentos, dinheiro, poupanças, ações bem cotadas, carros, motos, iates, cavalos de raça...

Dão poder, prestígio, oportunidade de gozos! Sem eles, a vida fica medíocre e nos deixa em dependência de outros, gerando insegurança.

Por que não ajuntá-los, Jesus?

Onde a traça rói, a ferrugem corrompe e os ladrões minam e roubam.

Pela instabilidade deles! Podem ser corroídos, roubados, destruídos.

Não só pela traça, a ferrugem e os ladrões, também por calamidades, como o fogo, as enchentes, os tufões e terremotos, as guerras, as alterações sociais, os crimes, os sequestros.

Tanto trabalho para os juntar e se pode perder tudo, de uma hora para outra. E, quando a morte vier, fatalmente seremos obrigados a tudo deixar.

Não ajunteis tesouros na terra...

Mas ajuntai tesouros no céu

O Céu é certamente o plano espiritual superior, reino ideal do bem.

Lá também há tesouros, riquezas? Sim, os espirituais. Valores e bens como fé, sabedoria, amor, paz. Conferem poder e prestígio espirituais e proporcionam gozos superiores aos da matéria. Assim sentem e vivem os anjos, os espíritos já evoluídos.

Como ajuntar tesouros espirituais? Desenvolvendo e empregando nossas faculdades de pensamento, sentimento e ação, para produzir o que Deus nos permite na vida universal, onde, quando, como e com quem estivermos.

II. ONDE ESTÁ O NOSSO TESOURO*?

Ajuntai tesouros no céu... onde a traça não rói, a ferrugem não corrompe e os ladrões não minam nem roubam. Mensagem muito bonita, comovente!... Isto se acreditarmos em espírito, em vida futura, e que nossos valores individuais, patrimônio da alma, perdurarão no Além.

Nada tem significado ou importância, a menos que percebamos seu valor, o apreciemos e utilizemos.

Mas, se cremos em algo e lhe damos valor, fixamos nisso o pensamento, nosso sentimento fica gravitando ao seu redor, estruturamos nessa base toda a nossa vida e atividade.

Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Acreditamos em espírito? Mais que isso: somos cristãos? Se espíritas, devemos estar ainda mais esclarecidos e convictos, pelas informações espirituais e comprovação dos fatos. A que estamos dando valor, nos apegando: a tesouros da terra? ou a tesouros do céu? Não pode ser aos dois?

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.

Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Toda edificação requer esforço completo, perseverante e numa única direção. Temos de fazer opção.

Serviremos a Mamom? Esta palavra grega vem do aramaico "mamom/mamona" e é a personificação das riquezas materiais, o dinheiro.

Daremos preferência aos tesouros na terra? Serviremos ao dinheiro?

Ou serviremos a Deus cultivando valores espirituais, procurando cumprir seus sábios e santos desígnios?

Os que cremos em Deus, sabemos da realidade da vida espiritual e temos o necessário à sobrevivência física, estaremos ajuntando bens materiais? Por quê?

Não é pela ambição de ter muito, nem por avareza a fim de reter, nem por sede de prazeres a gozar, mas para atendimento de necessidades, segurança ante eventuais imprevistos.

Humanamente compreensível... Mas não que andemos aflitos, inquietos, cheios de cuidados. Dessa ansiedade inútil é que Jesus quer nos tirar.

Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir.

III. A VIDA, MAIS QUE O ALIMENTO

Não é a vida mais que o alimento?

Sem dúvida, a vida é o mais precioso dos bens! Que diferença quando ela está presente e quando ausente! Basta observar suas manifestações.

E não a podemos dar a nós mesmos. Deus é que a criou e a deu a cada um de nós, a todos nós.

Nem sabemos ao certo o que ela é, mas com que naturalidade a usufruímos, cada dia, todos os dias!

Em relação à vida, o alimento, embora necessário, é secundário.

Deus criou e nos deu o essencial: a vida. Não teria providenciado o seu complemento: o alimento, que a sustenta, que a mantém?

E o corpo (não é) mais do que o vestido?

Certamente! Em relação ao corpo, a veste, embora necessária, é menos importante.

O corpo, Deus já nos deu, não nos dará meios para o vestir? Até já o vestiu: com a pele. Que elasticidade ela tem! E durabilidade! Resiste a tantos elementos, substâncias e situações! E que capacidade de se auto-recompor! Funciona, ainda, como órgão em que se opera a sensação tátil e é regulador da temperatura corporal.

Haverá veste, por mais rica e suntuosa, que substitua a pele que nos reveste o corpo?

IV. A PROVIDÊNCIA DIVINA

Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não tecem nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória se vestiu como um deles.

Salomão, rei de Israel, tinha vestes feitas de púrpura, bordadas com ouro e recamadas de pedras preciosas. Mas a beleza do lírio é superior, não somente pela sua aparência inigualável ante qualquer tecido feito por mãos humanas e, sim, por se tratar de substância viva!

Olhai as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem juntam em celeiros; e vosso Pai Celestial as alimenta.

Deus prevê e provê as necessidades até mesmo dos menores seres da Criação. Alimenta as aves...

Não tendes vós muito mais valor do que elas? Veste os lírios...

Se Deus assim enfeita a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestira muito mais a vós, homens de pouca fé?

A espécie humana coroa a escala dos seres orgânicos, acima do reino vegetal e dos animais inferiores. Receberemos cuidados pelo menos iguais, provavelmente maiores, porque somos seres mais complexos, necessitados de maiores recursos.

Seriam essas palavras de Jesus um estímulo à ociosidade, à indolência?

Certamente, não, porque:

As aves não podem semear, segar, ajuntar em celeiros. Deus provê o que elas não sabem e não podem fazer, que haja ao redor o alimento de que precisam. Mas para sobreviver terão de fazer o que sabem e podem, usando o que possuem: visão, asas, bico, garras, tanto para se alimentar, procriar, como para se defender.

Os lírios não podem tecer nem fiar. Deus provê o solo apropriado, água, sais minerais, luz, clorofila e dota os lírios de estrutura com raízes, caule e folhas. Com esses recursos ao seu alcance, compete aos lírios: sugar do solo a água e sais minerais (seiva bruta) que, dissolvidos, sobem pelos vasos lenhosos até as folhas, onde se dá a transpiração (a água se evapora) e, pela fotossíntese, o carbono se fixa. Fazendo o que sabem e podem, os lírios sobrevivem e florescem.

Ao ser humano também não lhe faltarão ambiente propício, recursos apropriados. Bastará usá-los, trabalhar com eles.

Mas não será por muito juntar que o ser humano terá do que viver e, sim, porque Deus provê. Como poderia o homem juntar se Deus não lhe concedesse o que recolher? Se ele recolhe é porque a providência divina distribui com fartura e por todo o universo, aquilo de que os seres precisam.

Sem os elementos básicos com que Deus sustenta a vida, o ser humano não sobreviveria. Mas a providência divina em tudo pensa e tudo dispõe da melhor maneira.

Pensemos no Sol, essa fonte constante de toda energia, química, elétrica ou luminosa. Aquecendo desigualmente a atmosfera, influi no regime dos ventos. Pela evaporação das águas, produz as chuvas. E todas as mudanças de estado dos corpos dependem de seu calor. Que seria da vida em nosso planeta, se acaso o Sol desaparecesse? Ou se nunca se ocultasse?

A água, que Francisco de Assis chamou de útil, humilde, preciosa e casta, constitui 3/5 partes da superfície terrestre, e compõe 95% do nosso organismo; é indispensável à vegetação e a todos os seres vivos. Vemos o resultado da falta da água em regiões de seca, sem vegetação e sem vida. E se a chuva não mais descesse à terra? Ou se o mar rompesse a orla das praias?

O ar, esse fluido gasoso que envolve a Terra, em que predominam o oxigênio (21%), o nitrogênio (quase 79%) e o gás carbônico (menos de 1%), é indispensável à respiração e à combustão. Que aconteceria conosco se sua composição se alterasse ou mesmo deixasse de existir?

O solo, onde firmamos nossos pés, assentamos nossos edifícios. Que seria de nós, se não tivesse estabilidade? Dele tiramos o nosso alimento. E se não mais produzisse? Se os vegetais não mais germinassem, ou se crescessem em excesso? Se os animais não mais procriassem, ou se o fizessem ilimitadamente?

Multidões invisíveis nos sustentam, diz Rutherford Platt, falando sobre a flora e a fauna microscópica ("Seleções", abril/65):

"As multidões invisíveis são a roda hidráulica da vida.

Digerindo elementos brutos, os elevam a um nível superior de energia, de modo a poderem ser utilizados como vitaminas e enzimas por formas superiores de vida.

Comendo plantas e animais mortos, produzem "deterioração", que liberam elementos até então trancados.

Desta forma, elas mantêm o fluxo dos 3 grandes ciclos da vida: o do carbono, para a energia alimentar; o do nitrogénio, para a proteína; o dos minerais, que servem de vela de ignição à vida.

Elas vivem conosco - e em nós. Todo o nosso mundo de plantas e animais visíveis evoluiu a partir delas e delas ainda depende.

Nossos ancestrais submicroscópicos podem viver sem nós, mas nós não poderíamos existir sem eles."

V. A INÚTIL ANSIEDADE

Quão rica a vida universal! Como é generosa a providência divina!

Entretanto, o ser humano, cego, surdo, tardo de entendimento, transforma o esforço natural pela sobrevivência em motivo de enormes aflições.

Lutar pelo necessário ao consumo e uso diário, não seria de todo absorvente nem demasiado difícil. Mas o ser humano quer se assegurar de bem mais.

Pensa que sua segurança está em guardar muito, entesourar. Para entesourar precisa produzir mais do que o necessário cada dia.

E como bens terrenos são corruptíveis, instáveis, há o problema de conservar o que se entesourou. Quanto guardar? Quanto significará segurança? De quanto se vai precisar? Quanto se pode perder? Maior o medo, maior a quantidade que se quer ajuntar.

Produzir muito, guardar muito, sem nada perder, para ter sempre muito e, assim, ser sempre muito feliz. Bis aí a raiz da aflição, da ansiedade em muitos corações humanos.

E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

O côvado corresponde a cerca de 40cm. Moderna técnica de cirurgia ortopédica consegue que "cresçamos" alguns centímetros apenas.

Nossa ansiedade nada resolve, é inútil; e absolutamente não se justifica, ante a realidade generosa da providência divina.

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai Celestial bem sabe que necessitais de todas elas.

Para os israelitas, que se consideravam o povo eleito de Jeová, os gentios eram os outros povos, os estrangeiros. Quem poderiam os gentios simbolizar, hoje? Talvez os materialistas e ateus, os que não crêem em Deus, na providência divina, e pensam que só existe a matéria e que estão entregues a si mesmos no universo.

Procuram eles todas estas coisas, querem assegurar sua existência materialmente, de modo egoísta e imediatista e acabam vítimas da inquietude, da ansiedade. Aquele que não crer, será condenado (Mc 16:16), O que não crê já está julgado (Jo 3:18).

Quem crê em Deus e no espírito, na finalidade transcendente e superior da vida, também luta pela sobrevivência mas sem as inúteis ansiedades.

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Acumular problemas de hoje com os de amanhã é aumentar a carga sobre nossos ombros. Os psicólogos recomendam à mulher não pensar em todos os pratos que irá lavar ao longo de seus dias e que não queiramos "atravessar a ponte" antes de chegar a ela, preocupando-nos excessiva e improdutivamente com o que ainda pode ou não acontecer.

Hoje não tememos a vida, quaisquer sejam os problemas que nos apresente. Por que temê-la em relação ao dia de amanhã? Cada dia traz uma carga de problemas e lutas, mas traz também outros recursos e soluções novas.

VI. O ACRÉSCIMO

Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Será verdade? Sim, porque, as leis espirituais englobam, abarcam as leis materiais, não as anulam mas as transcendem. Buscando o reino de Deus o atendimento das leis espirituais da vida, além de alcançarmos o objetivo espiritual, obteremos também, por acréscimo, a sobrevivência material.

Quem pode nos dizer se viver assim dá certo ou não? Se a orientação do Cristo é realmente exequível na vida da Terra? Somente quem já se atreveu a viver assim: os bons, os santos, os idealistas e benfeitores da humanidade.

Apelemos, então, para o testemunho deles.

Sócrates, escultor e pobre, foi filósofo que influiu na vida ateniense. Precursor das idéias cristãs, como cita Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo, e marcou o pensamento universal. Viveu mais para o espírito e alcançou os 70 anos de idade.

Paulo, doutor da lei entre os israelitas, vaso escolhido por Jesus, renunciou, pelo ideal cristão, à sua posição social, passou a viver como tecelão de tendas, mas se tornou o apóstolo dos gentios e chegou aos 65 anos.

Dante Alighieri, órfão de mãe aos cinco anos e de pai, aos doze, dedicou-se à poesia criadora. Viver de poesia, até hoje parece muito difícil, contudo, o Poeta de Florença se imortalizou com a Divina Comédia e viveu 56 anos.

Pestalozzi (João Henrique), pedagogo suíço, criador da escola popular; alcançou reputação internacional pelo imenso esforço, dedicação e sacrifício pessoal para melhorar a instrução e educação das crianças pobres e a situação econômica das classes populares. Sobreviveu por 81 anos.

Zamenhof (Lázaro Luís), médico e filólogo polonês (1859/1917) sem fortuna, poder nem qualquer facilidade, por vezes superando a fome, viveu produtivos 58 anos, criando o Esperanto, o idioma internacional.

Mme. Curie, duas vezes Prêmio Nobel (de Física, em 1903, e de Química, em 1911), era tão pobre que, ao se inscrever para estudos universitários, desmaiou de fome, e pobre foi durante toda a sua vida. Entretanto, viveu 67 anos, durante os quais realizou prolongados estudos, dispendiosas experiências, descobrindo um novo elemento, o "radium", resultando de seu trabalho grandes benefícios para a humanidade.

Nenhum deles possuía bens materiais e, contudo, todos viveram longa vida sobre a Terra. Não legaram fortuna ou bens terrenos aos seus descendentes, mas deixaram obras que ajudaram multidões.

Como se pode servir tanto com tão pouco? Qual o segredo deles: serão uma espécie diferente? Não, os espíritos fomos todos criados iguais.

Teriam recebido privilégios, concessões especiais de Deus? O Criador é equânime na distribuição de valores e oportunidades a todos os seus filhos.

Foi pelo seu modo de entender e sentir, por sua filosofia de vida e seu modo de ação.

Contentándo-se com o indispensável para sobreviver. Não aumentaram a necessidade natural, não se desgastaram nem ocuparam seu tempo na busca de luxos ou prazeres supérfluos.

Mantendo-se ativamente benéficos na comunidade. Quem é útil sempre é necessário, requisitado. Quase não há condições físicas ou intelectuais que nos impeçam de sermos úteis. Haja vista os "pintores sem mãos" que, apesar de suas deficiências, utilizando a boca ou os pés, produzem obras de arte.

Dando prioridade ao espírito. Tirando em cada dia uma parte para a conquista do pão, deram tudo o mais para o objetivo principal da vida, seu ideal filosófico, religioso, científico, artístico ou educacional.

Assim, ao longo da existência, sempre tiveram tempo e recursos para as coisas do espírito.

Amando ao próximo. Esse amor sempre atraiu alguém próximo para com eles cooperar, a fim de que a atividade ideal prosseguisse. Nós, porém, não usamos a força do amor, não acreditamos nela.

Eles não escaparam à luta e à dor, pois fazem parte do clima natural em nosso plano de vida, neste mundo de provas e expiações. Nenhum ser vivo se isenta da dor e da luta, por mais tesouros acumule sobre a terra.

Mas buscaram o reino de Deus, dedicaram-se aos ideais superiores, espirituais, e sobreviveram! Buscaram o reino de Deus e a sua justiça, pois foram trabalhadores, virtuosos, fraternos, e sobreviveram!

Enriqueceram-se a si mesmos com tesouros no céu, fizeram um patrimônio espiritual, o das virtudes e capacidades que lhes exornam o "eu", valores que não se deterioram e ninguém lhes pode tirar, e ainda enriqueceram o mundo que, depois deles, ficou diferente para melhor.

Assim fizeram, também a Irmã Dulce, na Bahia, Madre Teresa de Calcutá, na índia, Chico Xavier e Jerônimo Mendonça, em Minas Gerais.

E o que continuam a fazer todos os abnegados idealistas em suas obras culturais, religiosas, assistenciais.

Não nos deixemos assoberbar pela vida material. Vivamos para o labor do espírito, para o ideal.

Se não o fizermos nós que cremos em Deus e na imortalidade, quem mais se disporá a viver o ideal?

Vivamos agindo sem cessar para o bem. Amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Muitos ainda não sabem e não podem produzir assim. Para eles, sejamos o sal da terra e a luz do mundo, elementos que purificam e conservam o meio social, evitando a degeneração geral, que iluminam e sustentam espiritualmente.

Fomos colocados pela providência divina no solo da humanidade. Floresçamos nele como faz o lírio, sobrepondo-se ao lodo.

Confiemos na providência sábia e bondosa daquele que nos deu a vida por bênção de Pai e nos traçou, como estrada, o aperfeiçoamento constante no sem-limites da eternidade.

Enriqueçamo-nos com os tesouros celestes da fé e da sabedoria, do amor e da paz.

Somente nesses valores é que se edifica, reside e permanece, inalienável, incorruptível, indestrutível, única, verdadeira e duradoura, a felicidade espiritual.

Therezinha Oliveira