QUEM TEM MEDO DE ENVELHECER?

RECADO

Este livro é o resultado da aceitação cordial do curso de palestras que venho dando há, pelo menos, quinze anos, em diversos lugares, no Rio e outros Estados, pelos quais tenho sido frequentemente convidada.

É, pois, um feixe de palestras que analisam psicologicamente o sofrimento moral daqueles que temem e repudiam o envelhecimento, julgando-o sinônimo de doença, abandono, desgraça e morte.

Há de ser uma conversa entre eu e você. Há de ser informal, informativa e formativa. Informal pelo tom intimo.

Informativa por apresentar os processos psicossomáticos do amadurecimento e do envelhecimento vitais, esclarecendo os diversos aspectos desta temida, caluniada e incompreendida fase da vida que, nem por ser a última, será forçosamente infeliz.

Formativa, por fornecer uma nova concepção desta fase existencial. De um novo ângulo de visão, positivo, você poderá ver, com olhos novos, seus condicionamentos negativos, e desfazer a concepção errónea e injusta de que a velhice ê um mal.

É no psiquismo que se tem de atuar. As forças negativas instaladas na mente aceleram a marca do processo do envelhecimento e constituem a causa principal da doença, da senilidade, da velhice precoce e da morte prematura.

Que é que faz os velhos pararem no tempo?

Que é que os leva a abandonarem a si próprios e permitirem sua marginalização e segregação? O medo.

Simone de Beauvoir, em sua obra "A Velhice", diz textualmente: "O problema da velhice só será resolvido por uma completa reforma da Sociedade." Mas, que é a Sociedade?

A Sociedade sou eu e ê você, somos todos nós e cada um de nós. Por que não agimos no sentido de proceder a esta reforma? Por esperarmos sempre que os nossos problemas sejam resolvidos pelos outros.

Esta è uma mensagem de otimismo. Não um otimismo utópico. A lógica e o bom-senso estarão na base de tudo que aqui transmito para você. E se você gostar, então terei conseguido dar o meu recado. Não sou mestre, sou aluna.

Não sou formada, sou informada.

Em relação ao todo, não sei nada. Em relação ao nada, sei um pouco. E quem aprende algo assume um compromisso: ensinar. Ensino, pois, tudo que sei, até onde sei.

Magdalena Léa

..VIVER

..IMPACTO DA PRIMEIRA IMPRESSÃO
..O CAMINHO DA VIDA
..VELHICE E BELEZA
..FALSAS LEMBRANÇAS
..O MEDO DA DOENÇA
..DRIBLANDO AS TENSÕES
..O MEDO DA MORTE
..LONGEVIDADE
..O MEDO DA SOLIDÃO
..PROBLEMAS SÓCIO-SEXUAIS
..OS QUE VOAM ALTO
..QUE É FELICIDADE?
..RELAÇÕES HUMANAS
..DIREITOS E DEVERES
..A ARTE DE SER CHATO
..NEM ÓCIO NEM TÉDIO
..PROBLEMAS SÓCIO-ECONÔMICOS
..NOVO-VELHO
..FRUTOS DO OUTONO
..VAMOS RETARDAR A VELHICE?
..DOMINGO DA VIDA