QUANDO OS FANTASMAS
SE DIVERTEM

EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS

Ao escrever este livro temos por único escopo apresentar alguns fatos que nos levaram a estudar fenômenos transcendentais e que fogem à rotina, ditos provocados por espíritos desencarnados, fantasmas, almas do outro mundo, enfim, fenômenos conhecidos como paranormais, estranhos à apreciação das Ciências Exatas, procurando, a seguir, estudá-los, sem maiores pretensões, embora dando a esse estudo um cunho de ensaio, para que os leitores o julguem da melhor forma que acharem conveniente.

Longe de nos impor uma idéia; apenas somos forçados, em nossa crítica, a emitir parecer próprio do que julgamos sobre os fatos ora em descrição.

Não estamos munindo os acontecimentos de documentário porque os mesmos são quotidianos e se verificam em qualquer parte, sob as mais variadas formas e aspectos, à apreciação de todos e, além disso, o nosso intuito, primeiramente, é o de simples narrador de acontecimentos que presenciamos, justamente aqueles que nos levaram a meditar, para que os leitores conheçam o motivo por que nos induzimos a registrar nessas linhas o breve ensaio que seguirá as descrições dos fatos a que nos referimos.

Evidentemente, selecionamos os mais curiosos, por pitorescos ou pelo que de importante encerram para análise, entre os que presenciamos ou tivemos conhecimento comprovado.

Temos certeza de que nossa exposição que se segue é fria e atenta aos fenômenos, tais como aconteceram e como foram por nós vistos ou conhecidos.

Não queremos, contudo, obrigar o leitor a aceitá-los pela simples imposição de que os escolhemos para inseri-los neste nosso trabalho. Encaremo-los como simples contos. Quanto às conclusões nossas, também temos a prudência de pedir que não as aceitem simplesmente: meditem primeiramente, procurem pesquisar como o fizemos, estudar o que se tem dito a respeito dos mesmos e, se acharem que temos razão, neste caso, então, adotem nossas teses.

Aceitamos também a crítica e o debate daqueles que pensam diversamente e estamos dispostos a colocar a matéria na mesa para, em bases científicas, discutir o assunto; não aceitamos, entretanto, a fé, o dogma ou a crença peculiar de cada um; só serve o assunto assente em bases de debate científico.

Procuraremos dar uma linguagem simples às nossas idéias para que elas se tornem acessíveis a todos, já que os termos e expressões muito técnicos não só deixam de ser do nosso domínio, como ainda não elucidam com a devida clareza o assunto em debate.

O que precisamos, realmente, é de tornar o fato popular, como a "Ciência ao alcance de todos", sem os enrolados métodos de explicação que os doutos procuram dar para mostrar sapiência ou arrotar conhecimento.

Se, de alguma forma, tivermos contribuído, por mínima que seja, com uma parcela pela busca da verdade, então sentiremos que nosso trabalho não terá sido em vão, mesmo que a verdade esteja do lado oposto ao em que nos tenhamos situado e, aí, nós também lucraremos se pudermos verificar nosso erro.

"Que as luzes se façam" (Gen. I - 3)

C.B. Imbassahy

..PREFÁCIO ..1 - E O PIANO TOCOU
..2 - A MESINHA QUE SABIA DEMAIS ..3 - AINDA A MESINHA QUE FALAVA
..4 - A CARA DO JOÃO CAVEIRA ..5 - O INTERRUPTOR DE LUZ
..6 - A LUZ MÁGICA ..7 - AS CARTAS DE ZENER
..8 - FENÔMENOS PARAPSICOLÓGICOS ..9 - UMA CASA MAL ASSOMBRADA
..10 - CURANDEIRO OU CURADOR ..11 - A CURA PELO ALÉM
..12 - FRAUDES E MATERIALIZAÇÕES ..13 - A MEDIUNIDADE DO BEBÉ
..14 - CASOS E COISAS DO OUTRO MUNDO ..15 - UM CASO DE IDENTIFICAÇÃO
..16 - QUANDO OS ESPÍRITOS SE MANIFESTAM ..17 - A PROMOÇÃO
..18 - A VOZ DA PREVISÃO ..19 - O FENÔMENO DE ASTOLFO DUTRA ..
..20 - OBSIDIAÇÕES E SUBJUGAÇÕES ..21 - MEU AMIGO EGÍPCIO
..POSFÁCIO