9ª. AULA
INFLUÊNCIA DO MEIO

1 - Parte A - INFLUÊNCIA DO MEIO SOBRE OS MÉDIUNS

Os Espíritos estão, incessantemente, ao redor do homem, em ligação mental, interferindo em suas ações, reuniões, seguindo-os, evitando-os, conforme seja sua afinidade fluídica, sua simpatia ou antipatia. O médium é o intérprete, o instrumento dos Espíritos e sua faculdade mediúnica nada mais é do que um meio de comunicação.

Conseqüentemente, a ação do médium depende do meio em que se encontra, dos objetivos das reuniões, da elevação moral dos encarnados e desencarnados, da afinidade fluídica entre o médium e o Espírito comunicante, da boa ou má preparação do ambiente etc.

A reuniões fúteis comparecem Espíritos levianos e brincalhões; a reuniões sérias, Espíritos elevados. Kardec perguntou se os Espíritos Superiores procuram encaminhar idéias sérias às reuniões fúteis. Como resposta, foi-lhe dito (LM 2.a Parte, cap. XXI, item 231) que: "Os Espíritos Superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil. Nos meios pouco instruídos mas onde há sinceridade de boa mente vamos, ainda mesmo que aí só instrumentos medíocres encontremos. Não vamos, porém, aos meios instruídos onde domina a ironia. Em tais meios, é necessário se fale aos ouvidos e aos olhos: esse é o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros. Convém que aqueles que se orgulham da sua ciência sejam humilhados pelos Espíritos menos instruídos e menos adiantados".

O meio exerce enorme influência sobre a natureza das manifestações inteligentes. Meio, aqui, não é espaço, local, condição atmosférica ou ambiente, mas conjunto de qualidades morais e objetivos de Espíritos e encarnados interessados na reunião mediúnica. "Assim, onde quer que haja uma reunião de homens, há igualmente em torno deles uma assembléia oculta, que simpatiza com suas qualidades ou com seus defeitos" (LM, 2.a Parte, cap. XXI item 232). A ação do médium é de fundamental importância para a formação desse "meio", que deverá influenciá-lo, porquanto "os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam" (LM, 2.a Parte, cap. XX, item 227). Como se viu na lição anterior, "a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais" são qualidades que atraem os Bons Espíritos e o "orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria" são defeitos que os afastam, mas que atraem os Espíritos inferiores.

Necessariamente, não basta que uma assembléia seja séria para receber comunicações de ordem elevada, como também não basta que seja fútil para ali só existirem comunicações fúteis. Um Espírito elevado, se for evocado numa reunião fútil, poderá proferir ali palavras de elevação, como a um chamamento às ovelhas desgarradas, e, não sendo ouvido nem compreendido, afasta-se, deixando aos outros o campo livre (LM, 2.a Parte, cap. XXI, item 232).

Em resumo, diz Kardec: "As condições do meio serão tanto melhores, quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de instrução, sem idéias preconcebidas" (LM, 2.a Parte, cap. XXI, item 233).

Para esse meio tornar-se melhor ainda, devem os participantes da assembléia preparar-se para o trabalho mediúnico:

- mantendo pensamentos elevados, objetivos e sadios, e conversação construtiva;

- evitando alimentação excessiva, bebidas alcoólicas, fumo;

- tendo consciência do seu trabalho na ligação com os Espíritos;

- fazendo reforma íntima, evangelizando-se e mantendo alto padrão vibratório;

- mantendo fidelidade aos compromissos assumidos.

Observadas essas condições, os serviços mediúnicos serão sempre protegidos pelos Bons Espíritos, em nome de Jesus, e a influenciação será sempre boa, pois "a prece, a meditação elevada, o pensamento edificante, refundem a atmosfera, purificando-a" (André Luiz, Missionários da Luz, cap. 5).

Bibliografia:

LM, 2.a Parte Cap XXI

MISSIONARlOS DA LUZ, Cap 5 - André Luiz.

MEDIUNlDADE, cap 20 - Edgard Annond.

SEARA DOS MÉDIUNS, lição 32 - Emmanuel

2 - Parte B - MEDIUNIDADE E PSICOTERAPIA

Psicoterapia: Tratamento de doenças por métodos psicologicos como a persuasão, sugestão, hipnose e Psicanálise e os processos que dela derivam. A finalidade da psicoterapia é restabelecer o equilíbrio emocional pertubado.

Diz Emmanuel (1):

"Os médiuns, como elementos de ligação entre a vida espiritual e o plano físico, serão sempre solicitados a dar uma palavra orientadora nas questões multiformes que afetam as pessoas que os procuram. Daí, a indicação de exercitarem alguns princípios de psicoterapia e relações humanas.

A intensa vida moderna, na Terra, generalizou a carência de roteiros, planos, programas e observações para as criaturas deprimidas, tímidas, céticas, recalcadas, frustradas em geral.

Na verdade, inicia-se o esforço na tarefa mediúnica pelo passe, pela psicofonia, pela psicografia ou pelas formas variadas de assistência aos sofredores da alma e do corpo; estudam-se algumas atitudes que favoreçam a manifestação das Entidades Amigas, no auxílio a terceiros, pelo conselho simples e natural.

Paciência e perseverança no bem devem estar conjugadas constantemente na expressão e na boa vontade.

Não demonstre estranheza ou perplexidade ante as revelações ouvidas, para que não esmoreça a confiança do coração que se abre a você.

Predisponha-se, com todos os recursos de seu campo mental, à simpatia pelos irmãos que lhe pedem a opinião, sem mostrar-se superior.

Cultive invariável atenção perante as confidências alheias, testemunhando o maior interesse afetivo pela solução aos problemas do interlocutor, seja ele quem for.

Envide esforços para que a criatura exponha em pormenores e calmamente o caso que lhe motiva a preocupação, a fim de que possa ajudá-la, através da mais ampla visão dos fatos.

Evite julgar ou censurar, precipitadamente, quem confia em você, mesmo com reprovações inarticuladas.

Restrinja as indagações aos assuntos e momentos absolutamente necessários.

Pesquise os postulados básicos do Espiritismo, argumentando as ocorrências em exame sob o crivo do discernimento espírita e exaltando a responsabilidade pessoal ante a existência eterna.

Sempre que possa, indique um núcleo de serviço espiritual compatível com as afinidades e necessidades da pessoa que comparece em busca de concurso fraterno.

Resguarde em segredo aquilo que não deva ser revelado mantendo discrição e respeito para com todos os nossos irmãos em experiência.

Jamais force resoluções taxativas, nesse ou naquele sentido, mas exponha os vários caminhos possíveis, com as suas conseqüências prováveis, e deixe que o livre-arbítrio dos companheiros escolha o que mais lhes convenha.

Sustente equilíbrio, entendimento e bondade em suas manifestações, para que a autoridade moral e espiritual lhe favoreça o trabalho.

Leia, constantemente, para melhorar seus processos de análise das almas e suas técnicas de expor as soluções mais justas, conforme o seu modo de entender.

Sobretudo, saiba que são inimagináveis as possibilidades de socorro de um encarnado confiante no Alto e consciente de seus recursos íntimos, quando ligado aos Bons Espíritos que nos estendem a inspiração e o amparo da Vida Superior".

Bibliografia:

(1) ESTUDE E VIVA, item 31- Emmanuel

QUESTIONÁRIO

A) INFLUÊNCIA DO MEIO SOBRE OS MÈDIUNS

1- Qual é a influência do meio sobre os médiuns? Que se entende por "meio"?

2 - Que Espíritos comparecem a reuniões fúteis e a reuniões sérias? Explique sucintamente.

3 - Como devem preparar-se os participantes do trabalho mediúnico?

4 - Explique o que entendeu da lição de Kardec, LM 2ª Parte, cap. XXI, item 233.

5 - Para que o serviço mediúnico seja sempre protegido e a influência sempre boa o que é necessário?

B) MEDIUNlDADE E PSICOTERAPIA

1- Por que devem os médiuns exercitarem alguns princípios de psicoterapia e relações humanas?

2 - Quais as atitudes que favorecem a manifestação das Entidades Amigas?

3 - Por que não se deve demonstrar estranheza ou perplexidade ante as revelações ouvidas?

4 - Por que não se deve forçar resoluções taxativas?

5 - Quais são as possibilidades de socorro do encarnado confiante no Alto?

(Psicologia: Ciência que estuda a personalidade humana através da análise do comportamento dos seres vivos. É a ciência dos fenômenos psiquicos e do comportamento).

3 - Parte C -
D.P.M. - DESENVOLVIMENTO PRÁTICO MEDIÚNICO

PSICOFONIA DE AUXÍLIO A ESPÍRITOS NECESSITADOS

Nesta aula, repete-se o atendimento a necessitados do Plano Espiritual conforme a Parte "C" da 5ª. aula.

Após a preparação do ambiente, os médiuns devem direcionar o pensamento e a vontade para formarem uma corrente de vibrações positivas e salutares no grupo.

Pode-se adotar a corrente de mão que consiste em colocar a mão esquerda espalmada para cima e a mão direita espalmada para baixo e sobre a mão esquerda do médium ao lado. A corrente tem por finalidade trocar energias entre os elementos do grupo e dar sustentação ao médium que está dando passividade.

E bom notar que este procedimento (corrente de mãos), adotado por boa parte das casas Espíritas, não é absolutamente necessário, porquanto as ligações são mentais.

Em seguida, os Espíritos são trazidos pelos Mentores para manifestação, que em cada grupo deve ocorrer uma de cada vez, a fim de que o monitor possa esclarecê-los com palavras de estímulos, fé, paciência e esperança. Não há necessidade de gritos, gestos grosseiros ou agressivos por parte dos médiuns, que devem aprender a controlar as manifestações.

A doutrinação dos Espíritos deve ser feita sem ameaças gritos ou falsas promessas. Utilizar uma linha de pensamentos com lógica, bom senso, embasada nos princípios doutrinários e evangélicos da Doutrina Espírita.

Caso haja mais de um monitor no grupo, pode ocorrer nele mais que uma manifestação ao mesmo tempo.

Ao final das manifestações, o Dirigente solicitará ao Instrutor Espiritual a harmonização de todos os médiuns para refazimento de suas energias e recomendará a estes últimos que não fiquem ligados com o conteúdo das comunicações transmitidas e ou ouvidas, para não se perturbarem.